Solidarity Spiritist Societ

sábado, 2 de julho de 2016

REFLEXÕES

I PARTE: PROSA 
ADELAIDE COUTINHO 

De todas as dedicações terrestres, a mais sublime é aquela que,nasce do devotamento maternal. 

Acompanhamos nossos filhos, por uma disposição indevassável de Deus, entre flores ou espinhos, entre 

luzes ou charcos, para darmos, em favor deles, o próprio coração. 

Não existem dois tesouros no campo da alma. 

Quem prefere as fantasias douradas da carne, cedoacorda aqui, em dolorosa e indefinível pobreza! 

A fonte da graça espiritual é propriedade daqueles que, desde o mundo, se unem ao Senhor. 

Nem sempre, enquanto nos demoramos no mundo, sabemos aproveitar a riqueza da fé! 

Supomos que a religião é uma idéia que deve permanecer escravizada aos nossos caprichos e exigências, esperando que as suas forças representativas gravitem ao lado de nossos desejos. 

Basta, porem, um passo além do túmulo, para compreendermos a verdade. 

Se não lapidamos o coração, sobrevém para nós a tormenta. 

São os votos mal cumpridos, as promessas olvidadas,as tarefas ao abandono, os compromissos relegados ao esquecimento e a ânsia doentia de colher sem plantar e de auferir lucros sem esforço, na grande jornada em que junto de nossos amigos e adversários, tanto poderíamos realizar em nosso proveito! 

Bendigamos a luta!... 

Sem ela – a energia viva que nos orienta para cima – que seria de nossas imperfeições? Que seria do ferro bruto sem o fogo da forja incandescente? 

Ajudemo-nos uns aos outros com paciência. 

Aqui reconhecemos, que mais vale sofrer e servir sem descanso, que regalar-se a alma no mundo, na expectativa injustificável de permanência num céu que devemos trabalhar, ainda muito, para merecer. 

Livro: Cartas do Coração
Chico Xavier/Espíritos Diveros

Francisco Rebouças