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terça-feira, 19 de julho de 2016

Busquemos o equilíbrio

“Aquele que diz permanecer nele, deve também andar como ele andou.” – João. (1ª Epístola de João, 2:6.) 

Embora devas caminhar sem medo, não te cases à imprudência, a pretexto de cultivar desassombro. 
Se nos devotamos ao Evangelho, procuremos agir segundo os padrões do Divino Mestre, que nunca apresentam lugar à temeridade. 
Jesus salienta o imperativo da edificação do Reino  de Deus, mas não sacrifica os interesses dos outros em obras precipitadas. 
Aconselha a sinceridade do “sim, sim – não, não”, entretanto, não se confia à rudeza contundente. 
Destaca  as  ruínas  morais  do  farisaísmo  dogmático, todavia, rende culto à Lei de Moisés. 
Reergue Lázaro do sepulcro, contudo, não alimenta a pretensão de furtá-lo, em definitivo, à morte do corpo. 
Consciente do poder de que se acha investido, não menospreza a autoridade política que deve reger as necessidades do povo e ensina que se deve dar “a César o que é de César e  a Deus o que é de Deus”. 
Preso e sentenciado ao suplício, não se perde em bravatas labiais, não obstante reconhecer o devotamento com que é seguido pelas entidades angélicas. 
Atendamos  ao  Modelo  Divino  que  não  devemos esquecer, desempenhando  a  nossa  tarefa,  com  lealdade  e coragem,  mas evitemos o arrojo desnecessário, que vale por leviandade perigosa. 
Um coração medroso congela o trabalho. 
Um coração temerário incendeia qualquer serviço, arrasando-o. 
Busquemos,  pois,  o  equilíbrio  com  Jesus  e  fugiremos, naturalmente, ao extremismo, que é sempre o escuro sinal da desarmonia ou da violência, da perturbação ou da morte. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças