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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Tendo medo

“E, tendo medo, escondi na terra o teu talento.” – (Mateus, 25:25.) 

Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita. 
Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho. 
Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo. 
Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há  muitas  pessoas  que  se  acusam  pobres  de  recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação. 
Medo de trabalhar; 
medo de servir; 
medo de fazer amigos; 
medo de desapontar; 
medo de sofrer; 
medo da incompreensão; 
medo da alegria; 
medo da dor. 
E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência. 
Na vida, agarram-se ao medo da morte. 
Na morte, confessam o medo da vida. 
E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se,  gradativamente,  em  campeões  da  inutilidade  e da preguiça. 
Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não  te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque  o  medo  não  serviu  como  justificativa  aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças