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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Que tendes?

“Quantos pães tendes? E disseram-lhe: – Sete.” (Marcos, 8:5.)

Quando Jesus, à frente da multidão faminta, indagou das possibilidades dos discípulos para atendê-la, decerto  procurava uma base, a fim de materializar o socorro preciso.
“Quantos pães tendes?”
A pergunta denuncia a necessidade de algum concurso para o serviço da multiplicação.
Conta-nos  o  evangelista  Marcos  que  os  companheiros  apresentaram-lhe  sete  pãezinhos,  dos  quais  se  alimentaram  mais  de quatro mil pessoas, sobrando apreciável quantidade.
Teria  o  Mestre  conseguido  tanto  se não pudesse  contar  com recurso algum?
A  imagem  compele-nos  a  meditar  quanto  ao  impositivo de nossa cooperação, para que o Celeste Benfeitor nos  felicite com os seus dons de vida abundante.
Poderá  o  Cristo  edificar  o  santuário  da  felicidade  em  nós  e para  nós,  se  não  puder  contar  com  os  alicerces  da  boa-vontade em nosso coração?
A usina mais poderosa não prescinde da tomada humilde para iluminar um aposento.
Muitos esperam o milagre da manifestação do Senhor, a fim de que  se  lhes  sacie  a  fome  de  paz  e  reconforto,  mas  a  voz do Mestre, no monte, continua ressoando, inesquecível:
– Que tendes?
Infinita  é  a  Bondade  de  Deus,  todavia,  algo  deve  surgir  de nosso “eu”, em nosso favor.
Em  qualquer  terreno  de  nossas  realizações  para  a  vida  mais alta, apresentemos a Jesus algumas reduzidas migalhas de esforço próprio e estejamos convictos de que o Senhor fará o resto.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças