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sábado, 23 de abril de 2016

Humanidade real

“... Eis o Homem!” – Pilatos. (João, 19:5.) 

Apresentando o Cristo à multidão, Pilatos não designava um triunfador terrestre. 
Nem banquete, nem púrpura. 
Nem aplauso, nem flores. 
Jesus achava-se diante da morte. 
Terminava uma semana de terríveis flagelações. 
Traído, não se rebelara. 
Preso, exercera a paciência. 
Humilhado, não se entregou a revides. 
Esquecido, não se confiou à revolta. 
Escarnecido, desculpara. 
Açoitado, olvidou a ofensa. 
Injustiçado, não se defendeu. 
Sentenciado ao martírio, soube perdoar. 
Crucificado, voltaria à convivência dos mesmos discípulos e beneficiários  que  o  haviam  abandonado,  para  soerguer-lhes a esperança. 
Mas, exibindo-o, diante do povo, Pilatos não afirma: – Eis o condenado, eis a vítima! 
Diz simplesmente: – “Eis o Homem!” 
Aparentemente  vencido,  o  Mestre  surgia  em  plena grandeza espiritual, revelando o mais alto padrão de dignidade humana. 
Rememorando,  pois,  semelhante  passagem,  recordemos que somente nas linhas morais do Cristo é que atingiremos a Humanidade Real. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças