Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo…– Paulo. I CORINTIOS 12:4.
Em qualquer lugar, atividade ou posição, podemos revelar qualidades divinas para a edificação de todos que conosco conviverem na bênção do dia a dia na vida de relação em família ou na sociedade. Assim sendo, aprender e ensinar são tarefas de toda hora, para quantos desejarem colaborar efetivamente com sua parcela de sacrifício na constituição do tesouro imensurável de sabedoria, amor e paz.
“Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.
Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.
A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.
Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão. (1)
Quando contemplados com a sublime oportunidade da administração de tarefas e pessoas, mais frequentemente podemos por critérios dignos e éticos expressar a justiça e a magnanimidade em benefício de todos, na harmonização e manutenção de um ambiente saudável e fraterno facultando àquele que deve obediência, recursos mais amplos para demonstrar o seu caráter na execução do dever bem cumprido.
Se acaso detivermos os recursos da riqueza material, bem mais que os outros, podemos multiplicar as oportunidades de trabalho e dividir as bênçãos de seus resultados positivos, proporcionando elevação e crescimento a nós mesmos e aos que estiverem à nossa volta, minimizando as dificuldades alheias e contribuindo para o progresso comum.
Em caso de vivenciarmos a situação de pobreza hoje, não devemos nos entregar a maldições e revoltas, ao contrário, precisamos seguir com empenho e determinação na busca de superar as dificuldades, desenvolvendo em nosso mundo íntimo a fortaleza da esperança e da dignidade, que são tesouros de maior valor que qualquer joia material do mais cobiçado e raro mineral existente no mundo.
Todos nós somos capazes de realizar muito na esfera de trabalho em que nos encontramos, bastando para isso que nos dispusemos a colaborar com o Mestre de Nazaré, preparando-nos para melhor servir em sua Seara com amor e determinação.
“Multiplica a alegria de viver, esparzindo tuas concessões de ventura onde te encontres.
Inobstante te descubras em dor ou em agonia, compreende que o sofrimento é processo de libertação realizando o mister onde o amor ainda não firmou alicerces.
Sofrimento não é desdita. Esta somente surge quando o homem se torna causa e razão de infortúnio para o seu próximo.
Assim, sempre podes exalçar a vida.
Estiolando-se a flor o pólen fecunda e a planta nele sobrevive.
O despedaçar de muitos anelos engendra o surgimento de formosas realizações.
A renúncia pessoal fomenta a abnegação que levanta as realizações da ventura.
Usa a tua vida na preservação de outras muitas vidas.
Mesmo que estejas açodado pelo desespero, evita o fosso da revolta ou o paul do desânimo.
A tua vida inspira outras vidas.
Sê abnegado!
O que faças e como faças constituirá emulação para as criaturas que seguem ao teu lado.
Sem que o percebas és inspirado por alguém, motivado por outrem, a teu turno modelo para outros que te seguem em pós.
Perante a vida és co-criador junto a Nosso Pai.
Vive, pois, de tal forma que, encerrando o capítulo da tua experiência no corpo físico, prossigas logo mais, noutra expressão na vida estuante.” (2)
Procuremos, por isso mesmo, observar melhor a posição em que Deus nos situou para trabalhar incessantemente com vistas a atender aos imperativos do Infinito Bem, colocando a vontade de servir acima de nossos desejos, e a Sabedoria Divina aproveitará os parcos recursos que possuímos e suprirá nossas deficiências para que aos poucos melhor pratiquemos a caridade na intenção de servirmos de instrumentos úteis à espiritualidade superior na sedimentação do amor em nosso mundo.
Bibliografia:1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel – Livro: Fonte Viva, FEB.
2) Franco, Divaldo Pereira, pelo Espírito Joanna de Ângelis: Livro Leis Morais da Vida.
2) Franco, Divaldo Pereira, pelo Espírito Joanna de Ângelis: Livro Leis Morais da Vida.
Francisco Rebouças
