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quarta-feira, 16 de março de 2016

OLHAI OS LÍRIOS

Emmanuel

“...Considerai   como   crescem   ao   lírios   do   campo...” – Jesus (Mateus,6:28)

“Olhai os lírios do campo ... ” -exortou-nos Jesus.
A  lição   nos  adverte   contra  as  inquietações  improdutivas, sem compelir-nos  à ociosidade.
O lírios  para se evidenciarem quais  se revelam não se afligem e nem ceifam;
no   entanto,   esforçam-se   com   paciência,   desde   a germinação,   na   próprio
desenvolvimento,   abstendo-se   de   agitações   pela conquista  de reservas   desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.
Não   fiam   nem   tecem   para   mostrarem   na   formosura   que os   caracteriza; todavia,   não   desdenham   fazer   o   que podem, a   fim   de   cooperar   no   enriquecimento   do esforço humano.
Não   se   preocupam   em   ser   gerânios   ou   cravos   e   sim aceitem-se   na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.
Não   cogitam   de   criticar   as   outras   plantas   que lhes ocupam   a   vizinhança, deixando   a   cada   uma   o   direito   de serem   elas   mesmas,   nas   atividades   que   lhes   dizem respeito à própria destinação.
Admitem   calor   e   frio,   vento   e   chuva,   deles   aproveitando aquilo   que   lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.
Não   indagam   quanto   à   condição   ou   à   posição   daqueles a quem   consigam prestar serviço,  seja  acrescentando  beleza  e perfume  à T erra  ou  ornamentando  festas   e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.
E,   sobretudo,   desabrocham  e   servem,   no   lugar   em   que foram   situados   pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.
Evidentemente,   nós,   os   espíritos   humanos,   não   somos elementos   do   reino vegetal,   mas  podemos   aprender   com  os lírios,   serenidade   e   aceitação,   paz   e   trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.
 
Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças