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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Embainha tua espada

“Embainha tua espada...” – Jesus. (João, 18:11.) 
A guerra foi sempre o terror das nações. 
Furacão de inconsciência, abre a porta a todos os monstros da iniquidade por onde se manifesta. O que a civilização ergue, ao preço  dos  séculos  laboriosos  de  suor,  destrói  com  a fúria de poucos dias. 
Diante dela, surgem o morticínio e o arrasamento, que compelem o povo à crueldade e à barbaria, através das  quais aparecem dias amargos de sofrimento e regeneração para as coletividades que lhe aceitaram os desvarios. 
Ocorre o mesmo, dentro de nós, quando abrimos luta  contra os semelhantes... 
Sustentando a contenda com o próximo, destruidora tempestade de sentimentos nos desarvora o coração. Ideais superiores e aspirações sublimes  longamente  acariciados  por  nosso  espírito, construções do presente para o futuro e plantações de luz e amor, no terreno de nossas almas, sofrem desabamento e desintegração, porque o desequilíbrio e a violência nos fazem tremer e cair nas vibrações do egoísmo  absoluto  que  havíamos  relegado à  retaguarda da evolução. 
Depois disso, muitas vezes devemos atravessar aflitivas existências de  expiação  para  corrigir  as  brechas  que  nos  aviltam  o barco do destino, em breves momentos de insânia... 
Em  nosso  aprendizado  cristão,  lembremo-nos  da  palavra do Senhor: 
– “Embainha tua espada...” 
Alimentando a guerra com os outros, perdemo-nos nas trevas exteriores, esquecendo o bom combate que nos cabe manter em nós mesmos. 
Façamos  a  paz  com  os  que  nos  cercam,  lutando  contra as sombras que ainda nos perturbam a existência, para  que se faça em nós o reinado da luz. 
De lança em riste, jamais conquistaremos o bem que  desejamos. 
A cruz do Mestre tem a forma de uma espada com a lâmina voltada para baixo. 
Recordemos, assim, que, em se sacrificando sobre uma espada simbólica,  devidamente  ensarilhada,  é que  Jesus  conferiu ao homem a bênção da paz, com felicidade e renovação. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças