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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

EM PRECE A JESUS

Cerinto
Senhor Jesus! 
Divino condenado sem culpa!... 
Enquanto Te rememoramos o madeiro de ignomínia, 
lança Tua benção sobre nós, os que nos enfileiramos, 
junto à rebeldia do Mau Ladrão... 
Tu que Te confiaste à extrema renúncia pelos que 
padeciam na miséria, não Te esqueças daqueles que 
ainda estendem na Terra o sofrimento e a ignorância, a 
fome e a nudez! 
Muitos, ó Eterno Benfeitor, Te rogarão socorro paraos 
que foram relegados à intempérie, entretanto, nós 
sabemos que a Tua presença sublime aquece todos os que 
foram abandonados à noite da provação e, por isso, 
rogar-Te-emos abrigo para as mãos que erguem templos 
em Tua memória, esquecendo fora das portas os que 
soluçam de frio. 
Ah! Senhor! quantos Te pedirão pela ovelha estraçalhada, 
longe do aprisco!... Nós, no entanto, não desconhecemos 
que o Teu olhar vela, poderoso e vigilante, ao pé de todos 
os vencidos, convertendo-lhes a dor em pão de Tua graça, 
nos celeiros da eterna vitória!... Suplicar-Te-emos, assim, 
abençoes o lobo que se julga triunfante. 
Mestre da Cruz, compadece-Te,. pois, de todos nós, os que 
Te buscamos com a oração do arrependimento, 
crucificados ainda no madeiro de nossa crueldade, 
algemados ao cárcere de nossos próprios 
crimes„garroteados pelas recordações dolorosas que nos 
entenebrecem a consciência! 
Ampara-nos, Senhor, a nós, os que abusamos da 
inteligência, os que exploramos as v,viúvas e os órfãos, 
os que deliberadamente fugimos ao amor 
que nos ensinaste!... 
Excelso Benfeitor, estende sobre nós Teu olhar 
compassivo, Tu, Senhor, que, enquanto recebias as 
manifestações de solidariedade e apesar das 
mulheres piedosas de Jerusalém, pensavas em como 
haverias de converter a fraqueza de Pedro em 
resistência e como haverias de levantar o espírito de 
Judas, nosso irmão!... 
ó Senhor, compadece-Te, ainda,, das cruzes que talhamos, 
das aflições criadas por nós mesmos e lança do lenho que 
não merecias, o Teu olhar de perdão sobre as nossas
dores, para que sejamos, ainda, hoje como ontem, 
aliviados por Tuas sublimes palavras: – “Perdoa-lhes, 
meu Pai, porque efetivamente não sabem o que fazem”.

Livro: À Luz da Oração
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças