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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Busquemos o melhor

“Por que reparas o argueiro no olho de teu irmão?”  –  Jesus. (Mateus, 7:3.) 

A pergunta do Mestre, ainda agora, é clara e oportuna. 
Muitas  vezes,  o  homem  que  traz  o  argueiro  num  dos olhos traz  igualmente  consigo  os  pés  sangrando.  Depois  de laboriosa jornada  na  virtude,  ele  revela  as  mãos  calejadas  no trabalho  e tem o coração ferido por mil golpes da ignorância e da inexperiência. 
É imprescindível habituar a visão na procura do melhor, a fim de que não sejamos ludibriados pela malícia que nos é própria. 
Comumente, pelo vezo de buscar bagatelas, perdemos o ensejo das grandes realizações. 
Colaboradores  valiosos  e  respeitáveis  são  relegados à  margem por nossa irreflexão, em muitas circunstâncias  simplesmente porque são portadores de leves defeitos ou de sombras insignificantes do pretérito, que o movimento em serviço poderia sanar ou dissipar. 
Nódulos na madeira não impedem a obra do artífice e certos trechos empedrados do campo não conseguem frustrar  o esforço do lavrador na produção da semente nobre. 
Aproveitemos o irmão de boa-vontade, na plantação do bem, olvidando as insignificâncias que lhe cercam a vida. 
Que seria de nós se Jesus não nos desculpasse os erros e as defecções de cada dia? 
E  se  esperamos  alcançar  a  nossa  melhoria,  contando  com a benemerência do Senhor, por que negar ao próximo a confiança no futuro? 
Consagremo-nos à tarefa que o Senhor nos reservou na edificação  do  bem  e  da  luz  e  estejamos  convictos  de  que, assim agindo, o argueiro que incomoda o olho do vizinho, tanto quanto a trave que nos obscurece o olhar, se desfarão espontaneamente, restituindo-nos a felicidade e o equilíbrio, através da incessante renovação. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças