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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Regozijemo-nos sempre

“Regozijai-vos sempre.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:16.) 

O texto evangélico não nos exorta ao júbilo somente nos dias em que nos sintamos pessoalmente felizes. 
Assevera com simplicidade – “regozijai-vos sempre.”
Nada existe no mundo que não possa transformar-se em respeitável motivo de trabalho, alegria e santificação. 
E a própria Natureza, cada dia, exibe expressivos ensinamentos nesse particular. 
Depois da tempestade que arranca raízes, mutila árvores, destrói ninhos e enlameia estradas, a sementeira reaparece, o tronco deita vergônteas  novas,  as  aves  refazem  os  lares  suspensos  e o caminho se coroa de sol. 
Somente  o  homem,  herói  da  inteligência,  guarda  consigo a carantonha  do  pessimismo,  por  tempo  indeterminado,  qual se fora gênio irado e desiludido, interessado em destruir o que lhe não pertence. 
Ausência continuada de esperanças e de alegria na alma significa evolução deficitária. 
Por toda parte, há convites à edificação e ao aprimoramento, desafiando-nos à ação no engrandecimento comum. 
Ninguém é tão infeliz que não possa produzir alguns pensamentos de  bondade,  nem  tão  pobre  que  não  possa  distribuir alguns sorrisos  e  boas  palavras  com  os  seus  companheiros  na luta cotidiana. 
Tristeza  de  todo  instante  é  ferrugem  nas  engrenagens  da  alma. Lamentação contumaz é ociosidade ou resistência destrutiva. 
É necessário acordar o coração e atender dignamente à parte que nos  compete  no  drama  evolutivo  da  vida,  sem  ódio, sem queixa, sem desânimo. 
A experiência é o que é. 
Nossos companheiros são o que são. 
Cada qual de nós recebe o quinhão de luta imprescindível ao aprendizado  que  devemos  realizar.  Ninguém  está  deserdado de oportunidades, em favor da sua melhoria. 
A grande questão é obedecer a Deus, amando-O, e servir ao próximo  de  boa-vontade.  Quem  solucionou  semelhante problema, dentro de si mesmo, sabe que todas as criaturas e situações da  senda  são  mensagens  vivas  em  que  podemos recolher  as bênçãos  do  amor  e  da  sabedoria,  se  aceitamos  a lição  que  o Senhor nos oferece. 
Nesse sentido, pois, não nos esqueçamos de que Paulo, o intimorato batalhador  do  Evangelho,  sob  tormentas  de  preocupações, encontrou  recurso  em  si  mesmo  para  dizer  aos  irmãos  de luta: – “Regozijai-vos sempre.” 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças