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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

SAMARITANOS E NÓS

Emmanuel
Quem   de   nós   não   terá   caído,   alguma   vez,   em   abandono   ou   penúria,   aflição, amargura, engano ou perturbação?

À face disso, para nós o samaritano da bondade – a criatura que nos reergue ou reanima- será sempre aquela pessoa:

que   nos   acolhe   nos   dias   de   tristeza   com   a   mesma  generosidade   com   que   nos abraça nos instantes de alegria;

que   nos   estima,   assim   tais   quais   somos,   sem   reclamar-nos   espetáculos   de grandeza, de um dia para o outro;

que  nos levanta do chão das próprias quedas para o regaço da esperança, sem cogitar de nossas fraquezas;

que nos alça do precipício da desilusão ao clima do otimismo, sem reprovar-nos a imprevidência;

que   nos   ouve   as   queixas   reiteradas,   rearticulando   sem   aspereza   o   verbo   da paciência e da compreensão;

que nos estende essa ou aquela porção dos recursos que disponha, em favor da solução   de   nossos   problemas,   sem   pedir  o  relatório   de   nossas   necessidades   e compromissos;

que nos oferece esclarecimento, sem ferir-nos o brio;

que nos ilumina a fé, sem destruir-nos a confiança;

que se transforma em harmonia e concurso fraterno, seja em nossa casa, ou no grupo de serviço em que trabalhamos;

que   se   nos   converte   no   cotidiano   em   apoio   e   cooperação,   sem   exigir-nos tributos de reconhecimento;

que,   por   fim,   se   transubstancia,   em   nosso   benefício,   em   luz   e   consolação, amparo e benção.

Detenhamo-nos a pensar nisso e lembrando, reconhecidamente, quantos se nos fazem   samaritanos   do   auxílio   e   da   bondade,   nas   estradas   da   existência,   recordemos   a lição de Jesus e, diante dos outros, sejam eles quem sejam, façamos nós o mesmo.
 

Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 

Francisco Rebouças