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terça-feira, 17 de novembro de 2015

MORTE

Cruz e Souza
Longe do sentimento limitado
Da matéria em seus átomos finitos,
No limite de um mundo ignorado,
Celebra a morte seus estranhos ritos.

 Hinos e vozes, lágrimas e gritos
Do Espírito, que outrora encarcerado
Contempla a luz dos orbes infinitos
Bendizendo a amargura do passado!

Ó morte, a tua espada luminosa,
Formada de uma luz maravilhosa
É invencível em todas as pelejas!...

És no universo estranha divindade;
Ó operária divina da verdade,
Bendita sejas tu! Bendita sejas!...
 
Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças