Amar aos nossos adversários,
desde o presente,
ofertando-lhes o coração,
em forma de tolerância e trabalho, devotamento e ternura é a fórmula
exata para a solução dos grandes problemas
que tantas vezes,
por invigilância e
leviandade, endereçamos,
lamentavelmente ao futuro.
Lembremo-nos de
que ainda ontem,
acalentávamos antipatias e
desafetos, cultivando o ódio à feição de serpe no seio.
Recordemos que semelhantes laços
de treva algemavam-nos o espírito às largas sendas inferiores, impondo-nos
reencarnações difíceis e
angustiosas, nos campos
de purgação da experiência terrestre.
Enleiados a
eles renascemos no
mundo e porque
se nos retarde
o amor , nos testemunhos de
paciência e compreensão,
somos constrangidos pela
Justiça Perfeita, a recebê-los
compulsoriamente nas teias
da consanguinidade, convertendo-se-nos o templo familiar em triste reduto de
sofrimento.
É
assim que, reinternados na T
erra, quase sempre,
acolhemos na forma
de entes amados velhos
inimigos, que se
origem, no santuário
doméstico, em nossos credores intransigentes.
Surgem por
filhos tiranizantes e
ingratos, ou parentes
invulneráveis ao nosso melhor carinho,
obrigando-nos a mais
doloroso acerto, porque
estruturado em suor
e pranto, quando o
nosso perdão puro
e simples conseguiria
fundir a bruma
aviltante da crueldade em brisa
de esquecimento.
Para que
não estejamos amanhã
em lares metamorfoseados em
pelourinhos, por força dos corações queridos que o resgate transforma em
verdugos e inquisidores de nossos dias, saibamos amar , desde hoje, os que nos
apedrejam ou firam, atormentem e caluniem,
porque, em verdade,
o mal é
apenas mal para
aqueles que o
fazem, transmutando-se em bem naqueles que o recolhem entre a paz do
silencio e a prece da humildade, por saberem que a Vida é sempre luz de Deus.
Livro: Através dos TemposChico Xavier/Espíritos Diversos
Psicografia em Reunião Publica Data– 31-10-1958
Local –Centro Espírita Vicente de Paulo, na cidade de Uberaba, Minas.
Francisco Rebouças