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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Ausentes

“Ora, Tomé, um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio.” – (João, 20:24.)

Tomé,  descontente,  reclamando  provas,  por  não  haver testemunhado  a  primeira  visita  de  Jesus,  depois  da  morte, criou  um símbolo  para  todos  os  aprendizes  despreocupados  das suas obrigações. 

Ocorreu ao discípulo ausente o que acontece a qualquer trabalhador distante do dever que lhe cabe.

A edificação espiritual, com as suas bênçãos de luz, é igualmente um curso educativo. 

O aluno matriculado na escola, sem assiduidade às lições, apenas abusa  do  estabelecimento  de  ensino  que  o  acolheu,  porquanto a simples ficha de entrada não soluciona o problema do aproveitamento.  Sem  o  domínio  do  alfabeto,  não  alcançará a silabação. Sem a posse das palavras, jamais chegará à ciência da frase. 

Prevalece idêntico processo no aprimoramento do espírito. 

Longe dos pequeninos deveres para com os irmãos mais próximos, como  habilitar-se  o  homem  para  a  recepção  da graça divina? 

Se evita o contacto com as obrigações humildes de cada dia,  como dilatar  os  sentimentos  para  ajustar-se  às glórias  eternas? 

Tomé não estava com os amigos quando o Mestre veio. 

Em seguida,  formulou  reclamações,  criando  o  tipo  do aprendiz suspeitoso e exigente. 

Nos  trabalhos  espirituais  de  aperfeiçoamento,  a  questão é análoga. 

Matricula-se  o  companheiro,  na  escola  de vida superior, entretanto, ao invés de consagrar-se ao serviço das lições de cada dia, revela-se apenas mero candidato a vantagens imediatas. 

Em  geral,  nunca  se  encontra  ao  lado  dos demais servidores, quando Jesus vem; logo após, reclama e desespera. 

A lógica, no entanto, jamais abandona o caminho reto. 

Quem desejar a bênção divina, trabalhe pela merecer. 

O aprendiz ausente da aula não pode reclamar benefícios decorrentes da lição. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças