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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Vê e segue

“Uma  coisa  sei:  eu  era  cego  e  agora  vejo.”  –  (João, 9:25.) 

Apesar  de  o  trabalho  renovador  do  Evangelho,  nos  círculos da consolação  e  da  pregação,  desdobrar-se,  diante  das massas, semeando  milagres  de  reconforto  na  alma  do  povo,  o serviço sutil  e  quase  desconhecido  do  aproveitamento  da  Boa Nova  é sempre individual e intransferível. 

Os aprendizes da vida cristã, na atividade vulgar do caminho, desfrutam  do  conceito  de  normalidade,  mas  se  não gozam  de vantagens  observáveis  no  imediatismo  da  experiência humana, quais  sejam  as  da  consolação,  do  estímulo  ou  da prosperidade material,  de  maneira  a  gravarem  o  ensinamento vivo  de  Jesus, nas  próprias  vidas,  passam  à  categoria  de pessoas  estranhas, muita vez ante os próprios companheiros de ministério. 

Chegado a semelhante posição, e se sabe aproveitar a sublime oportunidade  pela  submissão  e  diligência,  o  discípulo experimenta completa transposição de plano. 

Modifica a tabela de valores que o rodeiam. 

Sabe onde se ocultam os fundamentos eternos. 

Descortina esferas novas de luta, através da visão interior que outros não compreendem. 

Descobre  diferentes  motivos  de  elevação,  por  intermédio do sacrifício pessoal, e identifica fontes  mais altas  de incentivo ao esforço próprio. 

Em  vista  disso,  freqüentemente  provoca  discussões  acesas, com respeito à atitude que adota à frente de Jesus.

Por ver, com mais clareza, as instruções reveladas  pelo Mestre, é tido à conta de fanático ou retrógrado, idiota ou louco. 

Se, porém, procuras efetivamente a redenção com o Senhor, prossegue seguro de ti  mesmo; repara, sem aflição e sem desânimo, as contendas que a ação genuína de Jesus em ti recebe de corações incompreensivos e estacionários, repete as palavras do 
cego que alcançou a visão e segue para diante. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças