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sábado, 12 de setembro de 2015

Couraça da caridade

“Sejamos  sóbrios,  vestindo-nos  da  couraça  da  fé  e  da caridade.”  –  Paulo.  (1ª  Epístola  aos  Tessalonicenses, 5:8.) 

Paulo foi infinitamente sábio quando aconselhou a couraça da caridade aos trabalhadores da luz. 

Em  favor  do  êxito  desejável  na  missão  de  amor  a  que nos propomos, em companhia do Cristo, antes de tudo é indispensável preservar o coração. 

E  se  não  agasalharmos  a  fonte  do  sentimento  nas  vibrações do ardente  amor,  servidos  por  uma  compreensão  elevada nos círculos  da  experiência  santificante  em  que  nos  debatemos na arena terrestre, é muito difícil vencer na tarefa que o Senhor nos confia. 

A  irritação  permanente,  diante  da  ignorância,  adia  as vantagens do ensino benéfico. 

A  indignação  excessiva,  perante  a  fraqueza,  extermina os germes frágeis da virtude. 
A  ira  freqüente,  no  campo  da  luta,  pode  multiplicar-nos os inimigos  sem  qualquer  proveito  para  a  obra  a  que  nos devotamos. 

A severidade demasiada, à frente de pessoas ainda estranhas aos benefícios  da  disciplina,  faz-se  acompanhar  de  efeitos contraproducentes  por  escassez  de  educação  do  meio  em  que se manifesta. 

Compreendendo, assim, que o cristão se acha num verdadeiro estado de luta, em que, por vezes, somos defrontados por sugestões da irritação intemperante, da indignação inoportuna, da ira injustificada ou da severidade destrutiva, o apóstolo dos gentios receitou-nos  a  couraça  da  caridade,  por  sentinela defensiva  dos órgãos centrais de expressão da vida. 

É indispensável armar o coração de infinito entendimento fraterno para atender ao ministério em que nos empenhamos. 

A convicção e o entusiasmo da fé bastam para começar honrosamente, mas para continuar o serviço, e terminá-lo com êxito, ninguém  poderá  prescindir  da  caridade  paciente,  benigna e invencível.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças