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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Altar íntimo

“Temos um altar.” – Paulo. (Hebreus, 13:10.)

Até agora, construímos altares em toda parte, reverenciando o Mestre e Senhor. 

De  ouro,  de  mármore,  de  madeira,  de  barro,  recamados  de perfumes,  preciosidades  e  flores,  erguemos  santuários  e  convocamos o concurso da arte para os retoques de iluminação artificial e beleza exterior. 

Materializado o monumento da fé, ajoelhamo-nos em atitude de prece e procuramos a inspiração divina. 

Realmente,  toda  movimentação  nesse  sentido  é  respeitável, ainda mesmo quando cometemos o erro comum de esquecer os famintos da estrada, em favor das suntuosidades do culto, porque o amor e a gratidão ao Poder Celeste, mesmo quando mal conduzidos, merecem veneração. 

Todavia, é imprescindível crescer para a vida maior. 

O próprio Mestre nos advertiu, junto à Samaritana,  que tempos viriam em que o Pai seria adorado em espírito e verdade. 

E Paulo acrescenta que temos um altar. 

A finalidade máxima dos templos de pedra é a de despertar-nos a consciência. 

O cristão acordado, porém, caminha oficiando como sacerdote de si mesmo, glorificando o amor perante o ódio,a paz diante da discórdia, a serenidade à frente da perturbação,o bem à vista do mal... 

Não  olvidemos,  pois,  o  altar  íntimo  que  nos  cabe  consagrar ao Divino Poder e à Celeste Bondade. 

Comparecer, ante os altares de pedra, de alma cerrada à luz e à inspiração do Mestre, é o mesmo que lançar um cofre impermeável de trevas à plena claridade solar. Se as ondas luminosas continuam sendo  ondas  luminosas,  as  sombras  não  se  alteram igualmente. 

Apresentemos, portanto, ao Senhor as nossas oferendas e sacrifícios em quotas abençoadas de amor ao próximo, adorando-o, através  do  altar do  coração,  e  prossigamos  no  trabalho  que nos cabe realizar. 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças