Solidarity Spiritist Societ

domingo, 12 de julho de 2015

Em nossa marcha

“Perguntou-lhe  Jesus:  –  “Que  queres  que  eu  faça?” (Marcos, 10:51.)

Cada aprendiz em sua lição.

Cada trabalhador na tarefa que lhe foi cometida.

Cada vaso em sua utilidade.

Cada lutador com a prova necessária.
 
Assim, cada um de nós tem o testemunho individual no caminho da vida.

Por vezes, falhamos aos compromissos assumidos e nos endividamos infinitamente. No serviço reparador, todavia, clamamos pela misericórdia do Senhor, rogando-lhe compaixão e socorro.

A pergunta endereçada pelo Mestre ao cego de Jericóé, porém, bastante expressiva.

“Que queres que eu faça?”

A indagação deixa perceber que a posição melindrosado interessado se ajustava aos imperativos da Lei.

Nada ocorre à revelia dos Divinos Desígnios.

Bartimeu, o cego, soube responder, solicitando visão. Entretanto, quanta gente roga acesso à presença do Salvador e, quando por ele interpelada, responde em prejuízo próprio?

Lembremo-nos de que, por vezes, perdemos a casa terrestre a fim de aprendermos o caminho da casa celeste; em muitas ocasiões, somos  abandonados  pelos  mais  agradáveis  laços  humanos, de  maneira  a  retornarmos  aos  vínculos  divinos;  há  épocas  em que as feridas do corpo são chamadas a curar as chagas da alma, e  situações  em  que  a  paralisia  ensina  a  preciosidade  do  movimento.

É natural peçamos o auxílio do Mestre em nossas dificuldades e dissabores; entrementes, não nos esqueçamos de trabalhar pelo bem, nas mais aflitivas passagens da retificação e da ascensão, convictos de que nos encontramos invariavelmente na mais justa  e  proveitosa  oportunidade  de  trabalho  que  merecemos,  e que talvez não saibamos, de pronto, escolher outra melhor.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel



Francisco Rebouças