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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Demonstrações do Céu

“Disseram-lhe, pois: que sinal fazes tu para que o  vejamos, e creiamos em ti?” – (João, 6:30.) 

Em  todos  os  tempos,  quando  alguém  na  Terra  se  refere às coisas  do  Céu,  verdadeira  multidão  de  indagadores  se adianta pedindo demonstrações objetivas das verdades anunciadas. 

Assim é que os médiuns modernos são constantemente  assediados pelas exigências de quantos se colocam à procura da vida espiritual. 

Esse é vidente e deve dar provas daquilo que identifica. 

Aquele escreve em condições supranormais e é constrangido a fornecer testemunho das fontes de sua inspiração.

Aquele outro materializa os desencarnados e, por isso, é convocado ao teste público. 

Todavia, muita gente se esquece de que todas as criaturas do Senhor exteriorizam os sinais que lhes dizem respeito. 

O mineral é reconhecido pela utilidade. 

A árvore é selecionada pelos frutos. 

O firmamento espalha mensagens de luz. 

A água dá notícias do seu trabalho incessante.

O ar esparge informações, sem palavras, do seu poder na manutenção da vida. 

E entre os homens prevalecem os mesmos imperativos.

Cada irmão de luta é examinado pelas suas características. 

O tolo dá-se a conhecer pelas puerilidades. 

O entendido revela mostras de prudência. 

O melhor demonstra as virtudes que lhe são peculiares. 

Desse modo, o aprendiz do Evangelho, ao solicitar revelações do Céu para a jornada da Terra, não deve olvidar as necessidades de revelar-se firmemente disposto a caminhar para o Céu. 

Houve dia em que a turba vulgar dirigiu-se ao próprio Salvador que a  beneficiava,  perguntando:  –  “que  sinal  fazes  tu  para que o vejamos, e creiamos em ti?” 

Imagina,  pois,  que  se  ao  Senhor  da  Vida  foi  dirigida semelhante  interrogativa,  que  indagação  não  se  fará  do  Alto  a nós outros, toda vez que rogarmos sinais do Céu, a fim  de atendermos ao nosso simples dever?
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças