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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Avancemos além

“Pelo  que,  deixando  os  rudimentos  da  doutrina  do Cristo,  prossigamos  até  à  perfeição,  não  lançando  de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas.” – Paulo. (Hebreus, 6:1.)

Aceitar  o  poder  de  Jesus,  guardar  certeza  da  própria  ressurreição além da morte, reconfortar-se ante os benefícios da crença, constituem fase rudimentar no aprendizado do Evangelho.

Praticar as lições recebidas, afeiçoando a elas nossas experiências pessoais de cada dia, representa o curso vivo e santificante.

O  aluno  que  não  se  retira  dos  exercícios  no  alfabeto  nunca penetra o luminoso domínio mental dos grandes mestres.

Não basta situar nossa alma no pórtico do templo e  aí dobrar os joelhos reverentemente; é imprescindível regressar aos caminhos vulgares e concretizar, em nós mesmos, os princípios da fé redentora, sublimando a vida comum.

Que  dizer  do  operário  que  somente  visitasse  a  porta de  sua oficina,  louvando-lhe  a  grandeza,  sem,  contudo,  dedicar-se  ao trabalho  que  ela  reclama?  Que  dizer  do  navio  admiravelmente equipado que vivesse indefinidamente na praia sem navegar?

Existem  milhares  de  crentes  da  Boa  Nova  nessa  lastimável posição  de  estacionamento.  São  quase  sempre  pessoas corretas em todos os rudimentos da doutrina do Cristo. Creem, adoram e consolam-se,  irrepreensivelmente;  todavia,  não  marcham  para diante, no sentido de se tornarem mais sábias e mais nobres. Não sabem agir, nem lutar e nem sofrer, em se vendo sozinhas, sob o ponto de vista humano.

Precavendo-se contra semelhantes males, afirmou Paulo, com profundo  acerto:  –  “Deixando  os  rudimentos  da  doutrina  de Jesus,  prossigamos  até  à  perfeição,  abstendo-nos  de repetir muitos arrependimentos porque então não passaremos de autores de obras mortas.”

Evitemos,  assim,  a  posição  do  aluno  que  estuda  e  jamais  se harmoniza com a lição, recordando também que se o arrependimento é útil, de quando em quando, o arrepender-se a toda hora é sinal de teimosia e viciação.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças