Imagina-te aplicando vasta porção de borralho sobre a
plantação nascente da qual esperas colheita farta; servindo líquido
anti-séptico na água destinada àqueles cuja sede te propões extinguir;
misturando certa quantidade de cal bruta à refeição do companheiro de quem
desejas matar a fome; deitando fel na iguaria endereçada ao vizinho a quem
almejas agradar ou vestindo alguém com determinada peça forrada com alfinetes
espetantes, e compreenderás, certamente, o que seja a prática da censura
incorporada ao teu propósito de servir.
Livro: Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças