No grave momento que vivenciamos no dia a dia de nossa sociedade onde
testemunhamos tanto desamor, e presenciamos absurdos inacreditáveis de falta de
respeito, às pessoas e instituições, sem que qualquer providência seja determinada
por parte de nossas autoridades legitimamente constituídas para pelo menos
minimizar os prejuízos causados aos cidadãos, isso já não causa nenhuma
admiração ou espanto a quem quer que seja. O que nos causa estranheza, é que em
pleno século XXI, ainda se possa
ouvir a escandalosa proposta de aprovação do crime pelo aborto ser defendida
por significante parte dos nossos legisladores, que, em vez de se
preocuparem com a elaboração de Leis que protejam e dignifiquem a vida,
propõem justamente mais uma absurda e vergonhosa maneira de se facilitar o
crime de morte, e dessa vez de forma legalizada, inocentando o criminoso por
antecipação.
O Código Penal Brasileiro, já trás em seu contexto as formas pelas quais
o aborto pode ser praticado conforme segue.
Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:
Aborto necessário.
I - se não há outro meio de salvar a vida da
gestante;
Aborto no caso de gravidez resultante de
estupro.
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é
precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante
legal.
Assim sendo, não podemos em hipótese alguma,
compactuar com os defensores da
violência e do crime contra o indefeso feto, pois, não apoiamos
qualquer ato de desrespeito ou violência até mesmo para com os animais, imagina
contra um ser humano.
A sociedade brasileira tem se
manifestado contrária a essa proposta, em todas as pesquisas realizadas em
nossa pátria, por essa razão entendemos que é
chegada a hora, de todos nós ao limite de nossas possibilidades nos engajarmos
nesse luta tenaz para defender nossos nobres e legítimos direitos, e este é o maior de todos eles, o direito de viver, conforme nos
esclareceram os Imortais da vida maior em O Livro dos Espíritos, conforme segue:
Qual o
Primeiro de todos os direitos do homem?
“O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de
seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência
corporal.”
Existe uma infinidade de ensinos trazidos pelos Imortais da Vida Maior,
que nos esclarecem da necessidade de o homem buscar sua espiritualização,
deixando para trás os tempos ultrapassados da barbárie, que embora não
se justificasse por si mesmo, pelo menos explicava a nossa condição de
animalidade, em que não ligávamos por absoluta ignorância, de cuidar das coisas
do Espírito imortal, mas, que hoje em dia, esse tipo de comportamento já não
mais encontra razão para existir, a não ser pelo nosso egoísmo e pela falta de
respeito do homem pelas instituições e pessoas, levando-nos à insensatez de
cogitar de absurdos como esse.
A Doutrina Espírita, longe de compactuar com tamanha loucura, segue nos
mostrando que as Leis de Deus, são antes de tudo, sábias, justas e
irrevogáveis, e responderam de forma categórica ao codificador quando
questionados a respeito do tema ABORTO:
Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período de
gestação?
Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que
seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu
nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria
de instrumento o corpo que se estava formando.
Apesar das artimanhas utilizadas por aqueles que querem conduzir a
opinião pública de maneira a lhes dar respaldo para o ato criminoso do aborto
legal, contrariando as pretensões e legitimas aspirações, da sociedade
brasileira, que é a conduta cristã, independente da corrente religiosa que se
tenha, seja na religião católica, protestante, espírita ou outra qualquer, empenhemo-nos
todos, na defesa do respeito à vida, como direito inalienável, que só
Deus pode fazer cessar condição essa que
não outorgou a quem quer que seja.
O feto que se desenvolve desde a concepção no lugar mais sagrado do ser humano, o ventre materno, não é uma máquina, ou um robô qualquer, que
podem ser desligados de acordo com os interesses das pessoas envolvidas na
questão, mas sim, um ser humano, com direito à proteção e ao amor de seus Pais,
responsáveis, e da sociedade inteira.
Bibliografia: Kardec, Allan – O
Livro dos Espíritos, FEB,- 76ª Edição, Perguntas n° 358 e
880.
Que o Mestre de Nazaré nos sustente em sua paz, e nos ajude nessa
empreitada em prol da vida e da decência.
Francisco
Rebouças.