Solidarity Spiritist Societ

domingo, 31 de maio de 2015

Palestra em Winterthur-Suiça


cartaz2 alirio cerqueira filho 2015Palestra com Alírio Cerqueira Filho - Junho/2015











Clique no cartaz e veja os detalhes do evento!






Francisco Rebouças

IRLANDA



A Comissão Europa de Educação para Infância, Juventude e Família (CEE/CEI) realizará o 3º Encontro Europeu dos Educadores Espíritas para Infância e Juventude, nos dias 13 e 14 de junho. 

Simultaneamente acontecerá a 15ª Reunião do Conselho Espírita Internacional.     
             
Mais informações através do site www.spiritismireland.com ou pelo e-mail educação.europe.cei@gmail.com.





Francisco Rebouças

BENS DA VIDA

Emmanuel
Todos os bens do Universo essencialmente pertencem a Deus que no-los empresta,- a nós criaturas de Seu Infinito Amor – para que venhamos a assimilar com eles os valores da evolução.

Bens que foram estabelecidos para a segurança de todos.

Talentos que se destinam a engrandecer a vida em todas as direções.

Toda vez, portanto, em que nos apropriamos indebitamente do supérfluo, abraçando as sugestões do abuso e da violência, geramos perturbações e desastres que carreiam consigo o jugo asfixiante da provação.

Vejamos quanto ameaçaríamos a estabilidade e o valor dos bens inabordáveis ao nosso controle humano.

Se o ar puro fosse submetido a racionamento, decerto não nos pejaríamos de confiar as regiões menos simpáticas a nosso modo de ser à sufocação e à  esterilidade; se governássemos o curso livre das águas, indiscutivelmente, estenderíamos o deserto; e se a luz solar estivesse mantida sob o nosso arbítrio imperfeito, ampliaríamos demasiadamente qualquer desequilíbrio ecológico.

Não olvides que o próprio sangue em teu corpo, se não circula em plenitude de harmonia, converte-se, de improviso, em fator de perturbação e doença.

Aprende a dar do que tens e reténs para que te faças apoio às bênçãos de Deus no mundo.

Não apenas a cobiça de recursos amoedados torna o homem indigno do progresso, mas também a sovinice da virtude gera os tormentos da penúria moral, tanto quanto a avareza da inteligência cria os monstros da ignorância.

Hoje, amanhã e sempre, não te esqueças de honrar à vida distribuindo sabiamente os bens com que a vida te honra, porque somente trabalhando e aprendendo, servindo e auxiliando sem descansar, é que encontraremos em nós mesmos o luminoso trilho de acesso à União com Deus.

Livro: Linha Duzentos
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças


sábado, 30 de maio de 2015

Seja Simples


Resultado de imagem para capa do minutos de sabedoriaVIVA com Simplicidade.

Por que complicar as coisas?

Você acabará atrapalhando sua própria vida, porque as complicações nos atrasam.

Seja simples e eficaz.

A simplicidade olha a natureza sem colocar óculos.

Quando puder resolver as coisas sem complicá-las, faça-o em seu próprio benefício.

Busque na simplicidade a solução de todos os seus problemas.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

QUEM SERVE, PROSSEGUE


       “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.” — Jesus. (MARCOS, capítulo 10, versículo 45.)
 
A Natureza, em toda parte, é um laboratório divino que elege o espírito de serviço por processo normal de evolução.

Os olhos atilados observam a cooperação e o auxílio nas mais comezinhas manifestações dos reinos inferiores.

A cova serve à semente. A semente enriquecerá o homem.

O vento ajuda as flores, permutando-lhes os princípios de vida. As flores produzirão frutos aben­çoados.

Os rios confiam-se ao mar. O mar faz a nuvem fecundante.

Por manter a vida humana, no estágio em que se encontra, milhares de animais morrem na Terra, de hora a hora, dando carne e sangue a benefício dos homens.

Infere-se de semelhante luta que o serviço é o preço da caminhada libertadora ou santificante.

A pessoa que se habitua a ser invariavelmente servida em todas as situações, não sabe agir sozi­nha em situação alguma.

A criatura que serve pelo prazer de ser útil pro­gride sempre e encontra mil recursos dentro de si mesma, na solução de todos os problemas.

A primeira cristaliza-se.

A segunda desenvolve-se.

Quem reclama excessivamente dos outros, por não estimar a movimentação própria na satisfação de necessidades comuns, acaba por escravizar-se aos servidores, estragando o dia quando não encon­tra alguém que lhe ponha a mesa. Quem aprende a servir, contudo, sabe reduzir todos os embaraços da senda, descobrindo trilhos novos.

Aprendiz do Evangelho que não improvisa a alegria de auxiliar os semelhantes permanece muito longe do verdadeiro discipulado, porqüanto compa­nheiro fiel da Boa Nova está informado de que Jesus veio para servir, e desvela-se, a benefício de todos, até ao fim da luta.

Se há mais alegria em dar que em receber, há mais felicidade em servir que em ser servido.

       Quem serve, prossegue...

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

quinta-feira, 28 de maio de 2015

LIÇÕES DE ALTA MAGNITUDE



TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
O serviço a que nos afeiçoáramos exigia esforço e abnegação, pois quanto mais atendíamos Espíritos em grande sofrimento,  outros  mais  chegavam  ao  grupo  em  que trabalhávamos,  quando  os  cadáveres  eram  trazidos  pelas  ondas  e  atirados  às  praias,  ou resultavam  da  desencarnação  daqueles  que  haviam  ficado  inconscientes,  traumatizados,  e porque  não  houvessem  recebido  assistência,  não  resistiam  aos  ferimentos,  ao  de perecimento das forças, à desnutrição, às infecções.
Ana continuava erguendo o archote de fluidos luminosos, de forma que pudesse haver claridade específica na  noite  espiritual, ao tempo em que também contribuía com  a sua valiosa ajuda.
O  padre  Marcos  falava,  naquele  momento,  a  um  pequeno  grupo  de  cristãos católicos,  que  ainda  se  imantavam  aos  despojos  materiais.  A  sua  voz  era  meiga  e  gentil, informando-os que a morte não deveria ser vista como uma grande desgraça.
  Todos, quando nascem, estão assinalados para morrer —  enunciou, amoroso
—porquanto esse é o ciclo da vida. O oposto de vida não é morte, mas renascimento.
"Jesus morreu, a fim de que pudesse ressuscitar ao terceiro dia, demonstrando a imortalidade e comunicando-se com os amigos queridos que haviam ficado na retaguarda, aguardando a confirmação das Suas palavras luminosas.
"Graças ao Seu retorno, é que o Evangelho pôde ser confirmado e a mensagem de que é portador tornou-se a esperança de todos aqueles que sofrem e se encontram à borda do abismo, sem entregar-se ao medo ou ao desânimo.
"Confiar, portanto, que há um reino além da carne que nos espera a todos, é dever de  todo  cristão,  cuja  doutrina  se  assenta  na  certeza  da  vitória  da  vida  sobre  o  decesso tumular."
Enquanto ele falava, Abdul, Ivon, Oscar e nós outro, agora acompanhados por dois Espíritos indonésios que se ofereceram para cooperar conosco, trabalhávamos na libertação dos recém-desencarnados com os vínculos fortes mantidos com os corpos, na condição de frutos espúrios do materialismo a que se aferravam.
À  medida  que  cada  um  era  liberado,  embora  atento  às  palavras  do  sacerdote, experimentava um como vagado e tombava, quase inconsciente, sendo retirado de imediato do pequeno círculo para a área de transporte.
  Felizes    continuava  o  apóstolo  da  caridade    somos,  todos  aqueles  que acreditamos em Nosso Senhor Jesus Cristo e que O temos na condição de Caminho, Verdade e  Vida.  A  Ele  vinculados  pelo  amor  que  nos    sustento  às  emoções,  morte  é  vida,  e infortúnio é bênção, porque nada acontece sem a Sua  permissão superior.
"Enfrentai  a  tormenta  do  desespero  como  os  Seus  discípulos,  quando  na  barca frágil ante a tempestade ameaçadora que, temerosos, Lhe pediram auxílio, e Ele acalmou os ventos  e tranquilizou as ondas.  Nele temos o seguro Nauta que conduzirá a barca da  nossa imortalidade ao sublime destino da paz.
"Não temais, pois, permanecendo confiantes e ajudando-nos a ajudar-vos.
"Por mais assustador se vos apresente o fenômeno da morte orgânica, a vida é um triunfo sobre todas as injunções, e nada a consegue destruir. Por isso, abandonar o veículo carnal, que já não tem utilidade, agradecendo-lhe a cooperação durante a jornada concluída e avançar  com  segurança  pelo  rumo  da  imortalidade  constitui  motivo  de  infinita  alegria.
Novamente serão reencontrados os afetos que vieram anteriormente e que vos aguardam, reorganizando  as  famílias,  através  dos  abençoados  laços  do  amor.  Portanto.  alegrai-vos  e confiai,  porque  as  dores  afugentes  de  agora  logo  mais  serão  um  capítulo  do  passado vencido."
Silenciando, por momentos, a fim de que as suas palavras pudessem ser ouvidas e entendidas, permaneceu em prece que o adornava de tênue claridade espiritual dele mesmo emanada, exteriorizando, naquele  paul  de  desespero,  a  grandeza  que  o  caracterizava  na ordem da evolução.
Tomados  de  emoção  natural,  os  ouvintes  choravam  e  imprecavam  pela  ajuda,  oque a todos nos sensibilizava.
Nesse clima de elevadas vibrações de amor e de compaixão, podíamos perceber o valor dos sentimentos da afetividade  no intercâmbio  com os irmãos mais angustiados. Se o amor não puder atender os objetivos essenciais para os quais se constitui, a  sua finalidade é utópica e vã.
Não foi por outra razão que Jesus o elegeu como a mais nobre quão indispensável conquista a que pode aspirar o ser humano.
Ao mesmo tempo em que nos alegrávamos com os resultados da convocação do padre Marcos, constatávamos os resultados infelizes decorrentes da leviandade e da ilusão a que se permitem os indivíduos que se encontram distantes do  conhecimento da realidade espiritual.
Os fenômenos dolorosos de licantropia constrangiam-nos, levando-nos à reflexão, tanto  em  relação  aos  que  lhes  padeciam  a  vicissitude,  como  àqueles  que  se  tornavam vítimas inermes desses algozes, afinal, de si mesmos.
O desconhecimento das Leis da Vida faz que o Espírito mergulhe no mais abismal estado de primitivismo,  não  se  interessando  pela  ascensão  que  o  arranque  da  situação deplorável.
Não  nos  passava  pela  mente  qualquer  sentimento  de  reproche  ou  de  censura, porquanto, de alguma forma, somos viajantes da noite de sombras densas na direção  do dia iluminado e fulgurante.
Os atavismos religiosos que lhes ofereciam primícias e estados de glória logo após a  morte  biológica,  mantinham  alguns  que  se  davam  conta  do  fenômeno  de  que  foram objeto,  aguardando  a  chegada  dos  anjos  mitológicos,  e  desesperavam-se,  tombando  na blasfêmia e na revolta, reclamando contra o abandono em que supunham encontrar-se. Essa transferência  de  responsabilidades  dos  nossos  atos  para  a  Divindade,  além  de  ser  uma atitude profundamente leviana é muito cômoda, porque proporciona uma visão totalmente distorcida da realidade, transferindo-a para o mundo da fantasia e da mágica, no qual tudo é possível.
Somente quando o  ser  humano  desperta  realmente  para  a  consciência  de  si mesmo,  das  responsabilidades  que  lhe  dizem  respeito,  é  que  tem  início  o  processo  de descobrimento da verdade e do dever.
Enquanto  isso  não ocorre, a transferência  para os outros de tudo quanto lhe  diz respeito, seja na ocorrência infeliz, aos demais culpando, ou nas necessidades da evolução, esperando  que  os  anjos  da  misericórdia  por  eles  opere  de  maneira  sobrenatural  e privilegiada, liberando-os do esforço que deve ser empreendido para a auto iluminação.
Logo após a  peroração  do  padre  Marcos,  o  nosso  mentor  acercou-se-nos,  e percebendo  as  interrogações  que  bailavam  na  minha  mente,  socorreu-me  com  alguns esclarecimentos que são preciosas lições de vida.
  O  caro  Miranda  não  ignora    começou  ele,  suavemente    que  todas  as ocorrências  contribuem  para  o  nosso  processo  de  crescimento  na  direção  de  Deus.  Até agora,  infelizmente,  as  religiões,  embora  o  imenso  respeito  que  devotamos  a  todas  elas, aliás  ainda  muito  necessárias,  firmam-se  em  condutas  mágicas  e  não  racionais,  não responsabilizando os seus fiéis a respeito dos seus atos, que respondem pelas consequências que sempre os alcançam, normalmente em clima de aflição, por causa dos seus conteúdos morais negativos.
"Apresentando os seus deuses ou profetas especiais, alguns dos quais vítimas de transtornos  de  conduta,  que  mesclaram  as  informações  superiores  com  os  próprios conflitos, dando lugar a revelações castradoras e perversas, propõem-se como responsáveis pela palavra de Deus, humanizando-O e limitando-O às suas paixões, distante da grandeza imarcescível  e  infinita  do  Criador,  dando-lhes  a  aparência  de  verdades  indiscutíveis.  Mais preocupadas com o exterior, as  fórmulas e preceitos, do  que com sentimento interno dos devotos,  laboram  pela  quantidade  de  adeptos.  sem  a  maior  preocupação  de  os  qualificar para  a  existência  breve  na  Terra  e,  a  seguir,  a  imortalidade  em  que,  desde  o  corpo,  se encontram mergulhados.
"Incapazes de  entender  a  Causalidade  Absoluta  do  Universo,  elaboram  os  seus conceitos na linguagem pobre das suas necessidades e arrastam as multidões que ainda não sabem  pensar,  trabalhando-lhes o  fanatismo  doentio,  herança  do  primarismo  espiritual, como mecanismo de salvação imediata, bastando pequenos esforços humanos para a eterna recompensa  ou,  quando  isso  não  é  conseguido,  a  terrível  punição  eterna,  sem  a  mínima possibilidade  de  receber-se  misericórdia  ou  compaixão.  Apesar  disso,  informam  com empáfia  que  o  Pai  Todo  Amor  é  também  Todo  Misericórdia,  numa  colocação  paradoxal absurda.
"Cambaleiam, então, no mundo físico, esses autômatos da fé, sendo transferidas para o mundo espiritual as multidões equivocadas e engessadas nas informações cavilosas, assimiladas sem raciocínio e  recebidas  como  herança  dos  ancestrais  que  pensam  honrar fixando-se nelas, sem a preocupação, porém, da auto iluminação. Os seus dogmas, os seus cerimoniais,  todos  elaborados  com  crueldade,  amesquinhando  o  ser  humano,  escravizam-nos  ao  temor  e  mantêm-nos  na  ignorância  em  que  se  encarceram,  sendo  muito  difícil esclarecê-los nos primeiros tentames, após o decesso tumular."
Aquietou-se por um momento, olhando, entristecido, a imensa mole espiritual que estorcegava na alucinação e no desespero sem limite, dando continuidade:
— E nesse  estágio  do  sofrimento  que  a  compaixão  dos  céus  recambia  esses sofredores  de  volta  à  abençoada  escola  terrena  para  o  ministério  da  reencarnação,  em expiações severas ou provações rudes, facultando-lhes o entendimento das leis de justiça e dos deveres que devem constituir a pauta de todas as existências.
"Mesmo negando com ferocidade a doutrina dos renascimentos carnais, isso não impede que ela seja  uma  lei  universal,  ocorrendo  em  toda  parte,  como  bênção  de incomparável significado, sem  a qual nos manteríamos nas faixas iniciais da evolução, sem chances de desenvolvimento intelecto-moral.
"Perfeitamente compatível com a lei de progresso que somente ocorre ao longo do processo das experiências pessoais, a reencarnação, a pouco e pouco, faz que o deus interno desenvolva-se e agigante-se no imo do Espírito, imanando-o a Deus.
"Acompanhando as dores  acerbas  que  dominam  esses  milhares  de  Espíritos equivocados  na  sua  maneira  de  acreditar  na  Vida  Abundante,  das  suas  fixações  nos interesses  transitórios  como  se  fossem  permanentes,  mais  uma  vez  damo-nos  conta  de como ainda vivemos na infância espiritual, as criaturas terrestres habituadas aos caprichos do egoísmo, sem as gratificações sublimes da solidariedade e do amor.
''Religiosamente, todos estamos informados de que o túmulo não  significa aniquilamento,  portanto,  sabemos  que  a  vida  prossegue.  Seria  lógico,  em  consequência, vivermos  de  maneira  compatível  com  essa  convicção,  o  que  realmente  não  ocorre.  As disputas e fixações materiais de tal maneira se fazem dominadoras em nosso mundo íntimo que, conscientemente ou  não,  postergamos  o  momento  da  partida  do  corpo, indefinidamente. Quando somos jovens, anelamos para que isso ocorra na velhice e, quando a idade provecta se nos instala, ao sentirmos a  aproximação  do  fenômeno  da desencarnação,  o  medo  se  nos  assenhoreia,  levando,  não  poucos  de  nós,  ao  transtorno depressivo, á revolta ou a outro tipo de desequilíbrio.
"Bastariam somente  alguns  momentos  de  reflexão  diária  em  torno  da transitoriedade da vida física, para nos prepararmos e aguardarmos com alegria o momento da  desencarnação.  Qual  o  encarcerado  que  não  anela  pela  liberdade,  e  que,  vendo  outro que estava na sua cela partir, não deseja lambem que lhe soe o momento grandioso? E com que júbilo enfrenta-o quando chega!
"A  metáfora  explica  bem  como  nos  deveríamos  comportar,  o  que, lamentavelmente, não ocorre.
"Dia, não muito distante,  porém,  surgirá,  em  que  as  religiões  serão  portas  de acesso  à  vida  e  não  cárcere  na  ignorância  e  no  absurdo.  Desse  modo,  lembremo-nos  que todos os profetas e fundadores de religiões, por mais elevados e nobres, não se equiparam a Jesus  Cristo que  os  enviou  à  Terra,  a  fim  de  que  diluíssem  um  pouco  as  sombras  da crueldade, para que Ele instaurasse, nos dias já recuados, as balizas do Reino dos Céus no mundo. Mesmo aqueles que vieram depois do Seu advento, são ministros do Seu reino. Por essa razão, veio o Consolador que Ele prometera, para apressar esses dias, o momento da verdadeira comunhão entre as criaturas e o Criador.
"Não desfaleçamos, portanto, e cumpramos o nosso dever."
Encontrava-me edificado e surpreso, pensando como o nobre médico  chegara  a essas  conclusões,  sabendo  que  ele  vivenciara,  na  sua  existência  anterior,  a  convicção anglicana.
Percebendo-me a reflexão, o amigo generoso sorriu e completou:
  Amigo Miranda, o conhecimento viaja daqui para a  Terra e não de lá para cá.
Desse modo, participando dos grupos de estudos  em  nossa  comunidade,  tomei conhecimento da Revelação Espírita e da sua magnitude para o ser humano.  Por isso, estou engajado na tarefa em que nosso grupo se encontra.
E porque novas questões me assomassem à  mente,  ainda  jovial  e  sábio,  ele interrompeu-me, propondo-me:
— O trabalho nos espera, e as perguntas encontrarão as suas respostas na ação do bem com Jesus.
Livro: Transição Planetária
Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda

Francisco Rebouças



TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

























quarta-feira, 27 de maio de 2015

DEFESA CONTRA OBSESSÃO

Irmão X
Doía   ver   o   irmão   Maurício   Tessi,   prostrado,   na   crise   aguda   de   artrite   reumatóide.

Orava,
sofria, esperava.

A dor espraiava-se de um dos joelhos intumescido, assaltando o corpo.

Acompanhando-lhe a mãezinha desencarnada, Dona Etelvina, que nos fora devotada amiga   na T erra,  partilhávamos  a  oração,  enquanto  a  equipe  de  enfermeiros  espirituais  atuava com recursos curativos do nosso plano de ação.

Finda  a  tarefa  de  auxílio,  ergueu-se  a  velha  amiga  e  perguntou,  respeitosamente,   ao dirigente da turma:

–  Meu amigo, posso, na condição  de mãe,  saber  por  que  motivo   tanto   demora   a definitiva recuperação de meu filho?

O interpelado disse apenas:

– Sem dúvida.  Aqui está o registro das reações dele nos dias últimos...

E com  a  exatidão de  um  técnico,  no  setor  de  trabalho que  lhe   é   próprio,   sacou   da pasta pequena folha de papel em que nos foi possível, de imediato, ler as seguintes indicações, simples   e   expressivas,   que   se  interrompiam  justamente   no  dia   de   nossa  presença, no  quarto humilde:

MAURÍCIO TESSI

36 anos no corpo físico.

DOENÇA– Providenciai.

F ASE – Experimentação.

MÉRITO   INDIVIDUAL   POR   SER VIQO   À  MUNIDADE, A TÉ   OS PRIMEIROS SINTOMAS DAMOLÉSTIA– Nenhum.

MOTIVO – Defesa contra obsessão e loucura.

AUXÍLIO  A RECEBER – Socorro em bases de magnetismo curativo,  somente para a sustentação de forças orgânicas e alívio controlado, até a melhora espiritual positiva.

HISTÓRICO   –   Os   amigos   e   benfeitores   do  interessado,  residentes   nas   Esferas Superiores,   depois  de  lhe   endossarem  a   presente   reencarnação,   observaram-lhe   a   tendência para  estragar ,   de  modo  completo,   a  oportunidade recebida.   Preocupados,  solicitaram  seja   ele mantido  em  condições   enfermiças,   conforme   os   remanescentes   das  dívidas   cármicas   que ainda carrega no extrato corpóreo.  Assim agiram para evitar-lhe a indesejável associação com Espíritos  infelizes,   procedentes  de  suas   existências  passadas,  caídos,   desde  muito   tempo,  em processos   de   vampirização   e   criminalidade,   com   os   quais   o   beneficiário   vinha,   a   pouco   e pouco, se acomodando.

ANOT AÇÕES DE 4 A28 DE JANEIRODE 1967 DATAS   DE   OBSERVAÇÃO ESTADO  FÍSICO   CONDIÇÕES SPIRITUAIS
4 Crise Fé, oração, humildade.


5 Melhora Tranquilidade, teimosia.

6 Grande melhora  Agressividade, pensamentos escusas. Obsessores perto.

7  Crise Obediência, conformação, gentileza.

8 Crise aguda Elevação moral, prece.

9 Crise aguda Nobres promessas de serviço ao próximo, altura mental.

10 Melhor Bom humor , rebeldia.

11 Grande melhora  Intolerância, ideias menos dignas, obsessores atraídos.

12 Grande melhora      Desequilíbrio, obsessores no aposento.
13 Crise                        Serenidade.
14 Crise agravada         Emoções superiores.
15 Crise aguda              Fé comovente, simpatia,generosidade.
16 Melhora                   Calma, irritação.
17 Grande melhora       Pensamentos inconfessáveis, obsessores próximos.
18  Grande melhora     Obsessores dominando.
19 Crise                        Obsessores repelidos.
20 Crise aguda              Confiança em Deus.
21 Crise Aguda             Votos de trabalho santificante, planos de caridade.
22 Melhora                    Marasmo, azedume.
23 Grande melhora        Ideias lastimáveis, obsessores interessados.
24 Grande melhora        Obsessores na aura, caos interior .
25 Crise                         Brandura, confiança.
26 Crise aguda              Afabilidade, benevolência.
27 Crise aguda               Doçura, lucidez, piedade para com os outros.
28 Crise aguda Formosa renovação íntima. Raios de luz momentos de prece.
A  irmã   Etelvina   restituiu   a   folha   de   notas,   entre   serena   e   triste,   agradecendo   ao prestimoso cooperador:
– Obrigada, amigo. Maurício é meu filho.  Antes, contudo, tanto ele e eu, quanto vós,
somos filhos de Deus. E a Lei do Senhor foi criada para o bem de nós todos.
Em   seguida,   nosso   grupo   dispersou-se,   mas   permaneci   longo   tempo,   junto   ao enfermo,tentandomeditar emminhas próprias necessidades eaproveitara lição.

Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Herança


Reunião pública de 13/3/59 Questão nº 264
O exemplo de ontem é a raiz oculta que deita as vergônteas floridas ou espinhosas na árvore da tua experiência de hoje.

Tens do que deste, tanto quanto recolhes compulsoriamente do que semeaste.

Nos pais irascíveis e intolerantes, recebes os parceiros de outras eras, com os quais te acumpliciaste na delinquência, a fim de que lhes reconduzas o passo à quitação perante a Lei.

Na esposa impertinente e enferma, surpreendes a mulher que viciaste a distância de obrigações veneráveis, para que, à custa de abnegação e carinho, lhe restaures no espírito a dignidade do próprio ser.

No companheiro insensato e infiel, tens o ânimo defrontado pelo homem que desviaste de deveres santificantes, de modo a lhe despertares na consciência, a preço de sofrimento e renúncia, as verdadeiras noções da honra e da lealdade.

Nos filhos ingratos, encontras, de novo, aquelas mesmas criaturas que atiraste ao precipício da irreflexão e da violência, a exigirem-te, em sacrifício incessante, a escada do reajuste.

Nos empeços da vida social dolorosa e difícil, recuperas exatamente os estorvos que armaste ao caminho alheio, para que venhas a esculpir, no santuário das próprias forças, o respeito preciso para com a tarefa dos outros.

No corpo mutilado ou desfalecente, impões a ti mesmo a resultante dos abusos a que te dedicaste, esquecido de que todos os patrimônios da marcha são empréstimos da Providência Maior e que sempre devolveremos em época prevista.

Herdamos, assim, de nós mesmos tudo aquilo que se nos afigura embaraço e miséria no cálice do destino.

Se desejas, portanto, conquistar em ti mesmo a vitória da luz, lembra-te, cada dia, de que o meirinho da morte chegará de improviso, reclamando-te em conta tudo aquilo que o mundo te confia à existência, sejam títulos nobres e afeições respeitáveis, sejam posses e privilégios que perduram apenas no escoar de alguns dias, para que, enfim, recebas, por vera propriedade, os frutos bons ou maus de teus próprios exemplos, que impelirão tua alma à descida na treva ou à glória imortal da divina ascensão.

Livro: Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças