Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 5 de março de 2015

Remuneração Espiritual

"O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos." Paulo - II Timóteo, 2:6.

Além do salário amoedado o  trabalho se faz invariavelmente, seguido de remuneração espiritual respectiva, da qual salientamos alguns dos itens mais significativos: acende a luz da experiência; ensina-nos a conhecer as dificuldades e problemas do  próximo,  induzindo-nos,  por  isso  mesmo,  a  respeitá-lo;  promove  a  autoeducação;  desenvolve a criatividade e a noção de valor do tempo; imuniza contra os perigos da aventura e do tédio; estabelece apreço em nossa área de ação; dilata o entendimento;  amplia-nos o campo das relações afetivas;  atrai simpatia e colaboração;
extingue, a pouco e pouco, as tendências inferiores que ainda estejamos trazendo de existências passadas.

Quando o trabalho, no entanto, se transforma em prazer de servir, surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exato para execução das sentenças que  lavramos contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se nos encontra em serviço ao próximo, manda   a Divina Misericórdia que a execução seja suspensa, por tempo indeterminado.

E, quando ocorre, em momento oportuno, o nosso contato indispensável com os mecanismos da  Justiça Terrena, eis que a influência de todos aqueles a quem, por ventura, tenhamos prestado algum benefício aparece em nosso auxílio, já que semelhantes  companheiros  se  convertem  espontaneamente  em  advogados  naturais  de nossa causa, amenizando as penalidades em que estejamos incursos ou suprimindo-as, de todo, se já tivermos resgatado em amor aquilo que devíamos em provação ou sofrimento, para a retificação e tranquilidade em nós mesmos.

Reflitamos nisso e concluamos que trabalhar e servir, em qualquer parte, ser-nos-ão sempre apoio constante e promoção à Vida Melhor.
 
Livro: Perante Jesus
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças