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quarta-feira, 25 de março de 2015

FIRMEZA E CONSTÂNCIA

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão." - Paulo. (I COR˝NTIOS, 15:58.) 

Muita gente acredita que abraçar a fé será confiar-se ao êxtase improdutivo. A pretexto de garantir a iluminação da alma, muitos corações fogem  luta, trancando-se entre as quatro paredes do santuário doméstico, entre vigílias de adoração e pensamentos profundos acerca dos mistérios divinos, esquecendo-se de que todo o conjunto da vida é Criação Universal de Deus.
 
Fé representa visão.
 
Visão, é conhecimento e capacidade de auxiliar.
 
Quem penetrou a "terra espiritual da verdade", encontrou o trabalho por graça maior.
 
O Senhor e os discípulos não viveram apenas na contempla-lo.
 
Oravam, sim, porque ninguém pode sustentar-se sem o banho interior de silêncio, restaurando as próprias foras nas correntes superiores de energia sublime que fluem dos Mananciais Celestes.
 
A prece e a reflexão constituem o lubrificante sutil em nossa máquina de experiências cotidianas.
 
Importa reconhecer, porém, que o Mestre e os aprendizes lutaram, serviram e sofreram na lavoura ativa do bem e que o Evangelho estabelece incessante trabalho para quantos lhe esposam os princípios salvadores.
 
Aceitar o Cristianismo é renovar-se para as Alturas e só o clima do serviço consegue reestruturar o espírito e santificar-lhe o destino.
 
Paulo de Tarso, invariavelmente peremptório nas advertências e avisos, escrevendo aos coríntios, encareceu a necessidade de nossa firmeza e constância nas tarefas de elevação, para que sejamos abundantes em ações nobres com o Senhor.
 
Agir ajudando, criar alegria, concórdia e esperanças, abrir novos horizontes ao conhecimento superior e melhorar a vida, onde estivermos, é o apostolado de quantos se devotaram  Boa Nova.
 
Procuremos as Águas vivas da prece para lenir o coração, mas não nos esqueçamos de acionar os nossos sentimentos, raciocínios e braços, no progresso e aperfeiçoamento de nós mesmos, de todos e de tudo, compreendendo que Jesus reclama obreiros diligentes para a edificação de seu Reino em toda a Terra. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças