Solidarity Spiritist Societ

quarta-feira, 11 de março de 2015

A DOUTRINA ESPÍRITA ESTÁ MUITO ACIMA!

Ouço, de muitos dos nossos confrades espíritas, indignados com o tratamento de descaso e até mesmo de desrespeito como é tratada a Doutrina dos Espíritos por grande parte dos chamados CRISTÃOS, que não perdem nenhuma chance de difamá-la em qualquer oportunidade que lhes surjam, que me perguntam: até quando seremos obrigados a engolir esse tipo de provocação? Quando será que a doutrina espírita vai merecer tratamento digno e diferente da inconcebível maneira como ainda hoje é tratada por esses fanáticos e ignorantes “religiosos”? Será que não enxergam que já estamos vivendo no século 21? 
Procuro ter para com todos que me interrogam a cerca desse assunto, uma atitude de moderação, e tento primeiramente amenizar o estado de inconformação e até mesmo a revolta de alguns, utilizando-me para tanto, dos variados argumentos que me serviram de consolo, quando também eu não me conformava com esse tipo comportamento utilizado pelos irmãos de correntes religiosas diferentes da nossa, mas, que depois de muito tempo de estudo e meditação sobre esse assunto que muito me incomodava, encontrei na codificação as nobres instruções dos amigos do Mais Alto, e pude chegar por fim, à conclusão de que são eles (os Espíritos Superiores), os donos da razão, e que o melhor seria seguir-lhes os sábios conselhos. 
Para tanto, apresento apenas duas das inúmeras mensagens que me fizeram refletir sobre o tema, e me chamaram à atenção para o fato de que somos espíritas, e por essa razão, somos os mais privilegiados seguidores do Mestre de Nazaré, em termos de conhecimento da vida espiritual, e não podemos de maneira alguma esquecer que cada um de nós está em um patamar no infinito degrau da escada evolutiva, e que precisamos respeitar o grau de elevação espiritual de muitas dessas criaturas em luta constante contra si próprias, e que ainda não despertaram para a grandeza da vida em sentido mais amplo, conforme segue:
Capítulo XXXI – Dissertações Espíritas
Acerca do Espiritismo
VI
“Não vos arreceeis de certos obstáculos, de certas controvérsias.
A ninguém atormenteis com qualquer insistência. Aos incrédulos, a persuasão não virá, senão pelo vosso desinteresse, senão pela vossa tolerância e pela vossa caridade para com todos, sem exceção.
Guardai-vos, sobretudo, de violar a opinião, mesmo por palavras, ou por demonstrações públicas. Quanto mais modestos fordes, tanto mais conseguireis tornar-vos apreciados. Nenhum móvel pessoal vos faça agir e encontrareis nas vossas consciências uma força de atração que só o bem proporciona.
Por ordem de Deus, os Espíritos trabalham pelo progresso de todos, sem exceção.
Fazei o mesmo, vós outros, espíritas”.
São Luís.
                                                             VII

“Qual a instituição humana, ou mesmo divina, que não encontrou obstáculos a vencer, cismas contra que lutar? Se apenas tivésseis uma existência triste e lânguida, ninguém vos atacaria, sabendo perfeitamente que havíeis de sucumbir de um momento para outro. Mas, como a vossa vitalidade é forte e ativa, como a árvore espírita tem fortes raízes, admitem que ela poderá viver longo tempo e tentam golpeá-la a machado. Que conseguirão esses invejosos? Quando muito, deceparão alguns galhos, que renascerão com seiva nova e serão mais robustos do que nunca”. ¹
Channing.
Em sendo assim, busquemos na mensagem Cristã do Consolador prometido, que nos alerta para a máxima de que “fora da caridade não há salvação”, ² motivos para desculpar tanta ignorância, pois, temos conhecimentos suficientes para não revidar ataques sem qualquer fundamento, que longe de atingir a doutrina que professamos, mais nos dá oportunidade de exercer a caridade mais difícil que é justamente a caridade moral, e hajamos de forma a confirmar a assertiva do Mestre de todos nós que afirmou que “seus discípulos seriam conhecidos por muito se amarem”, e sigamos em direção ao encontro com Jesus, perdoando, amando e servindo cada dia mais. 
Que Jesus nos guarde em sua paz, hoje e sempre! 

Bibliografia:

1)Kardec, Allan – O Livro dos Médiuns, Cap. XXXI, itens VI e VII.

2)Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XV – item 8.

Francisco Rebouças