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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A SEMENTE DE MOSTARDA

Antigamente, a fé exibia nos templos as vísceras fumegantes dos animais mortos, quando não imolava o sangue humano para aliciar a simpatia dos gênios inferiores categorizados à conta de anjos e deuses, nos santuários primitivistas. Espetáculos deprimentes desdobravam-se diante do altar, gerando o temor e a superstição que orientavam a magia vulgar. Evoluída a fé, o incenso e a mirra, as essências e os perfumes substituíram as ofertas sanguinolentas, modificando o culto exterior e amenizando os costumes. Com Jesus, entretanto, as oferendas da fé são justas e expressivas. O discípulo do Evangelho é convidado a imolar a si mesmo, nas áreas da renúncia pelo bem dos semelhantes, afim de que a Terra se faça o templo do Amor Divino. Com Cristo, não mais oblatas de sangue e lágrimas, nem dádivas de prata e ouro... Não mais o ceticismo da ignorância, nem a exaltação de interesses mesquinhos, mas, sim o próprio coração do aprendiz erguido ao trabalho da felicidade comum, em bases no próprio aperfeiçoamento. Se pretendes trazer ao Mestre o feito de teu caminho, recorda que o Cristo não deseja adoradores de sua figura excelsa, mas, artífices e servidores da Boa Nova que saibam calar auxiliando, amar com desprendimento e servir sem repouso, porque somente nesse culto íntimo de afetuoso devotamento, é que conseguiremos, em verdade, comungar-lhe, hoje e sempre, a edificação do Reino de Amor e Luz.
 
Livro: Construção do Amor
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças