Solidarity Spiritist Societ

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Lindos Casos de Chico Xavier


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PERDOAR E ESQUECER

  Alguém já disse que a falta de perdão e de esquecimento de injúrias tem sido a causa de muito fracasso na prova de todos nós.

  Muitos irmãos perdoam, dizem, mas não esquecem as ofensas re­cebidas. Não sabem ou não podem esquecer. Por mais que façam por onde, a ofensa, a ingratidão, a injustiça, que ferem e magoam, não saem de suas mentes e de seus corações.


Conversamos assim, em Pedro Leopoldo, com alguns confrades, após havermos participado da Sessão do LUIZ GONZAGA, que fora como sempre tão instrutiva. Nela, diante de uma assistência quantio­sa, caiu, por sorte, a lição evangélica: O PERDÃO E O ESQUECI­MENTO DAS OFENSAS, que foi comentado por parte dos irmãos que tomaram parte na mesa.


Em caminho para a casa do caro Irmão André, o Chico, que ou­vira a nossa conversa, contou-nos: há tempos, há uns 20 anos ou me­nos, recebi uma grande ofensa por parte de alguém a quem muito beneficiara. Calei-me, tendo pedido a Jesus para me ajudar a não guar­dar mágoa pelo ofensor, a não lhe querer mal e a esquecer a ofensa recebida.


O  ofensor mudou-se de Pedro Leopoldo e não lhe soube mais no­tícias. Esqueci-o de fato.


Passado muito tempo, observei que um irmão, daqui não me era estranho, e, logo assim me via, escondia-se, fugia de mim. Fiquei preo­cupado: teria eu lhe feito algum mal!... E esperei. Numa tarde, numa esquina de rua, encontramo-nos e fui ao seu encontro e o abra­cei, dizendo-lhe: que é isto, por que foge de mim, será que o molestei alguma vez? O irmão, mostrando nos olhos grande surpresa e comoção, me respondeu:


Eu é que estou arrependido da ofensa que lhe fiz...


Ofensa, não me lembro, quando, em que lugar?


Há uns 20 anos atrás, ali no bar.


Foi, então, que me lembrei da ofensa, que, dentro de mim, esta­va morta, porque Jesus me ajudara a esquecê-la... Abraçamo-nos. E, de novo, caminhamos como bons irmãos.



A lição do Caso nos comoveu, perguntou-nos o espírito e valeu pela mais linda das lições e pelo melhor dos remédios à nossa doença de não querermos perdoar ou de não sabermos ou querermos esquecer ofensas recebidas.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama




Francisco Rebouças

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Examina a própria aflição


Reunião pública de 13/2/59
Questão nº 908
Examina a própria aflição para que não se converta a tua inquietude em arrasadora tempestade emotiva.
Todas as aflições se caracterizam por tipos e nomes especiais.
A aflição do egoísmo chama-se egolatria.
A aflição do vício chama-se delinqüência.
A aflição da agressividade chama-se cólera.
A aflição do crime chama-se remorso.
A aflição do fanatismo chama-se intolerância.
A aflição da fuga chama-se covardia.
A aflição da inveja chama-se despeito.
A aflição da leviandade chama-se insensatez.
A aflição da indisciplina chama-se desordem.
A aflição da brutalidade chama-se violência.
A aflição da preguiça chama-se rebeldia.
A aflição da vaidade chama-se loucura.
A aflição do relaxamento chama-se evasiva.
A aflição da indiferença chama-se desânimo.
A aflição da inutilidade chama-se queixa.
A aflição do ciúme chama-se desespero.
A aflição da impaciência chama-se intemperança.
A aflição da sovinice chama-se miséria.
A aflição da injustiça chama-se crueldade.
Cada criatura tem a aflição que lhe é própria.
A aflição do reino doméstico e da esfera profissional, do raciocínio e do sentimento...
Os corações unidos ao Sumo Bem, contudo, sabem que suportar as aflições menores da estrada é evitar as aflições maiores da vida e, por isso, apenas eles, anônimos heróis da luta cotidiana, conseguem receber e acumular em si mesmos os talentos de amor e paz reservados por Jesus aos sofredores da Terra, quando pronunciou no monte a divina promessa:
– “Bem-aventurados os aflitos!”
Livro: Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

RAUL TEIXEIRA

Amigos, vejam que notícia maravilhosa, Raul Teixeira estará fazendo o lançamento de seu mais recente livro TODOS PRECISAM DE PAZ NA ALMA, em 31/03/2015.
Chegou a hora de mostrarmos o quanto estamos saudosos das excelentes obras de sua lavra mediúnica. Vejam detalhes abaixo.
Antecipe-se ao lançamento e compre agora o novo livro da psicografia de Raul Teixeira, pelo espírito Benedita Maria.


Aproveite a primeira edição e garanta o seu exemplar. Esta é uma pré-venda e será entregue no dia 31 de março.
 

PESCADORES DE ALMAS

Pairavam no ar desconhecidas vibrações de paz e alegria.

Quase inaudível, escutava-se uma sinfonia que chegava de longe, tão suave como nunca se ouvira antes.

Aquela era uma região aprazível e abençoada. O lago, espelho imenso refletindo o céu, emoldurava-se de praias largas, adornadas de árvores vetustas, e da grama verde que parecia escorregar dos aclives cortados por ribeirinhos, nos quais se amontoavam as casas de pedras, que se multiplicavam nos vilarejos, povoados e cidades.

A Galileia, bela e simples, fora o cenário escolhido pelo Cantor, para apresentar a Sua mensagem e embalar o mundo com a Sua voz.

Em Cafarnaum todos se conheciam. Suas praias e ancoradouros sempre regurgitavam de pescadores, de negociantes, de homens da terra.

A profissão tradicional de amantes do mar passava de pais para filhos, de geração em geração.

Homens rudes e generosos, face ao trabalho a que se dedicavam, confraternizavam com vinhateiros, agricultores, as gentes humildes, raramente se envolvendo com as questões discutidas na sinagoga, desinteressados dos problemas das classes abastadas.

A vida pulsava naquelas áreas, no mercado, e os viajantes de outras províncias ali narravam os acontecimentos dos lugares distantes, causando deslumbramento.

As caravanas que venciam o Jordão, no rumo dos países fabulosos, seguiam outros caminhos, e os acontecimentos ali permaneciam inalterados.

A natureza bordara a paisagem com tons escarlates, e as boninas misturavam-se com as papoulas de haste esguia salpicando cores em toda parte.

Os problemas do cotidiano repetiam-se quase monótonos, sem alterarem o ritmo de vida das pessoas.

Por isso mesmo, percebia-se, sem palavras, que algo estava por acontecer.
                                                      
A  notícia  chegou  aos  ouvidos  do  povo  como  uma  eclosão  de  alegrias,  embora confusamente.

Narrava-se que um homem singular e profeta aparecera e informara ser o Filho de Deus.

Não trazia insígnias, nem se fazia acompanhar de séquito algum deslumbrante.

Surgira  inesperadamente  e  manifestara-se  a  pessoas  diferentes,  esclarecendo  que viera fundar um reino de amor e de justiça para os deserdados e sofredores.

O  mundo  sempre  esteve  repleto  de deserdados  e  sofredores.  Marginalizados,  em todos os tempos, buscavam consolo e a herança da paz.

Nunca houve quem os quisesse escutar ou socorrer, e, formando multidões, viviam escassamente, na miséria, na sordidez, no abandono...

Alguém interessar-se por eles, era-lhes uma grande surpresa, desconcertante ventura a que não se encontravam acostumados.

A boa nova, portanto, espalhou-se com velocidade, adiantando-se que, no sábado, Ele falaria num monte próximo a Cafarnaum.

Simão, também conhecido como Cefas, era irmão de André, ambos pescadores.

As suas preocupações restringiam-se às necessidades básicas da família, da vida. Sem aspirações maiores, limitavam-se à faina da pesca, à venda dos frutos do mar e aos deveres consequentes de uma existência simples.

Os  amigos  narraram-lhes  as  novidades,  acrescentando,  naturalmente,  detalhes  da própria imaginação.

As  criaturas  anelam  por  salvadores,  que  lhes  solucionem  os  problemas,  ajam  no momento dos desafios e atuem por elas. Há uma latente irresponsabilidade, que deseja viver o trabalho, sem o sofrimento.

Em razão disso, a esperança de paz sempre se turba com a ambição da ociosidade.

Simão era homem céptico, sem sutilezas de comportamento.

Portador dos conflitos humanos naturais, enrijecera a fibra moral na atividade a que se entregava, desinteressando-se praticamente de tudo mais.

Ouvindo as informações e sentindo o entusiasmo ingênuo dos amigos, experimentou um  desconhecido  ressentimento  do  estranho  Profeta,  que  certamente  era  mais  um mistificador que vivia explorando a ignorância das massas.

Recusou-se a ir ouvi-LO.

Algo, porém, remoía-se-lhe intimamente, e uma estranha curiosidade empurrou-o, pela  madrugada  do  sábado,  a  empreender  a  marcha  na  direção  do  lugar  onde  Ele  iria apresentar-se.

Respirando o ar balsâmico e frio do amanhecer, o pescador viu-se surpreendido pelo número de pessoas silenciosas que seguiam pela estrada real.

Os rostos apresentavam-se expectantes uns, tensos outros; em todos, porém, estavam os sinais da esperança.

Enfermos de vários matizes eram conduzidos: cegos, coxos, paralíticos carregados, obsidiados, dementes, anciãos e outros cujas doenças eram a idade avançada, o desgaste, o abandono irrecuperável...

Um misto de piedade e ira tomou Simão.

Como as pessoas lhe pareciam estúpidas, entregando-se a qualquer aventureiro que surgisse — pensava, contrariado.

Quando atingiu o acume do cerro, a multidão era densa.

Dali podia-se ver o mar querido, refletindo o fogo do dia nascente.
Procurou ouvir alguns comentários. Todos falavam sobre as próprias necessidades e expectativas de receberem ajuda, solução para os problemas.

Naturalmente, acercou-se das primeiras filas, que renteavam uma larga pedra, qual se
fora um palco natural no imenso cenário da natureza.

À  medida  que  o  Sol  bordava  de  luz  a  terra,  o  vozerio  aumentava  e  as  queixas misturavam-se nas bocas dos sofredores.
Subitamente Ele apareceu. Esguio e belo, o rosto magro e queimado adornava-se de barba  e  cabelos  à  nazarena,  onde  brilhavam  olhos  transparentes  como  duas  estrelas engastadas. A túnica descia-lhe até os pés, tecida na roca, em tom carregado de mármore...

Majestático, a Sua figura impôs silêncio sem dizer nada.

Uma exclamação de júbilo escapou dos lábios da multidão ao vê-LO.

Após os momentos de expectativa, Ele falou:

— A hora é esta, para a grande revolução pelo Reino de Deus.

Enquanto no mundo, a criatura somente experimenta aflições, porque tudo a quanto se aferra é efêmero. São passageiros os prazeres, o poder, a fortuna, a saúde, o próprio corpo... Essa ilusão de gozo é a geradora dos sofrimentos, em razão da transitoriedade dele e de como passam todas as coisas, por mais sejam aguardadas. Quando chegam e começam a  ser  fruídas,  já  se  encontram  em  deperecimento,  de  passagem,  deixando  memórias, frustrações, ansiedades novas, amarguras...

O homem, prudente e sábio, que pensa no amanhã, reserva-se bens duradouros, que lhe favorecem tranquilidade e repouso. Esses bens imorredouros são as ações de amor, que proporcionam paz, o esforço para domar as paixões inferiores, que oferece a felicidade.

Fez um silêncio oportuno, a fim de facultar entendimento, reflexão, aos ouvintes.

Logo mais, prosseguiu:

— Eu vos convido a virdes comigo, para a fundação da Nova Era, que se instalará nos corações, modificando as estruturas atuais e instaurando o primado do amor...

Quando ia prosseguir, uma mulher, que trazia nos braços uma criança cega, rogou:

— Senhor, cura minha filha, e eu Te seguirei.

Os olhos da multidão n"Ele cravados, voltaram-se na direção daquela que se atrevera a interrompe-LO.

Por encontrar-se atrás de Simão, e porque, trêmula, chorava, o pescador tomou-lhe a menina nos braços e avançou até a primeira fila.

Jesus  acercou-se  e  mergulhou,  nos  olhos  de  Simão,  o  seu  doce  olhar,  sem  uma palavra. No entanto, emocionado, ele pareceu escutar no íntimo, a Sua voz, que dizia : Eu te conheço Simão, desde ontem...

Acompanhou-lhe a mão, cujos dedos tocaram os olhos mortos da criança, e ouviu-O falar: Vê, filha, em nome de meu Pai.

A criança começou a chorar e gritar: Eu vejo, eu enxergo!

A mãe avançou e arrebatou-a, estuante.

Quando  Ele  desceu  o  braço,  a  manga  da  túnica  rociou  o  tórax  de  Simão,  que estremeceu, mergulhado na luz dos Seus olhos, e ali ficou, paralisado, havendo perdido o contato com o mundo sensorial.

Ao retornar, à realidade, sob a ardência do dia, estava a sós; todos se haviam ido; a hora avançava.

Simão, profundamente comovido, desceu a Cafarnaum.

Já não era o mesmo. Nunca mais voltaria a ser o que fora. O que se passou nele, modificou-lhe a vida para todo o sempre, a partir daquele momento.

Interrogando-se, desejava saber de onde e desde quando O conhecia e O amava...

Na acústica da alma, ressoava-lhe a voz, confirmando, desde ontem...

André, os amigos notaram-lhe a modificação e a súbita tristeza que lhe refletia no rosto.

O  encontro  com  a  verdade  liberta  e  algema  o  ser.  Desencarcera-o  do  mundo,  e aprisiona-o à Vida. Produz júbilo e traz melancolia. É pão que alimenta, mas, nutre somente a pouco e pouco até satisfazer plenamente.

Simão  fez-se  taciturno,  como  quem  aguarda,  embora  permanecesse  gentil  e cumpridor dos deveres.

Foi nesse estado de espírito que, em formosa manhã, enquanto organizava as redes com o irmão, foi surpreendido pela presença do Amigo, que se lhes acercou e, com uma voz inesquecível, convidou-os:

— Segui-me, e eu vos farei pescadores de homens. (*)

Sem nenhuma contestação, eles abandonaram as redes e, embevecidos, dominados pela Sua presença, O seguiram.

Amo que chama os servos, senhor que conduz escravos, Ele os tomou e fez de suas vidas um poema de felicidade, com eles escrevendo a mais comovedora história do mundo, enquanto lançava as fundações do Reino de Deus nos corações.

Pescadores de almas, Ele os fez!

Mateus - 4:19 (Nota da Autora espiritual)


Livro: Trigo de Deus
Divaldo Franco/Amélia Rodrigues


Francisco Rebouças

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

"O Consolador"

Adicionar legenda
264 –Como deve ser considerada, no Espiritismo, a chamadas “Santíssima Trindade”, da teologia católica?

Os textos primitivos da organização cristã não falam da concepção da Igreja Romana, quanto à chamada “Santíssima Trindade”.

Devemos esclarecer, ainda, que o ponto de vista católico provém de sutilezas teológicas sem base séria nos ensinamentos de Jesus.

Por largos anos, antes da Boa Nova, o bramanismo guardava a concepção de Deus, dividido em três princípios essenciais, que os seus sacerdotes denominavam Brama, Vishnu e Çiva. (*).

Contudo, a Teologia, que se organizavam sobre os antigos princípios do politeísmo romano, necessitava apresentar um complexo de enunciados religiosos, de modo a confundir os espíritos mais simples, mesmo porque sabemos que se a Igreja foi, a princípio, depositária das tradições cristãs, não tardou muito que o sacerdócio eliminasse as mais belas expressões do profetismo, inumando o Evangelho sob um acervo de convenções religiosas e roubando às revelações primitivas a sua feição de simplicidade e de amor.

Para esse desiderato, as forças que vinham disputar o domínio do Estado, em face da invasão dos povos considerados bárbaros, se apressaram, no poder, em transformar os ensinos de Jesus em instrumento da política administrativa, adulterando os princípios evangélicos nos seus textos primitivos e assimilando velhas doutrinas como as da Índia legendária, e organizando novidades teológicas, com as quais o Catolicismo se reduziu a uma força respeitável, mas puramente humana, distante do Reino de Jesus, que na afirmação do Mestre, simples e profunda, não tem ainda fundamentos divinos na face da Terra.

(*) –O Padre Alta, em O Cristianismo do Cristo e o de seus vigários, nos diz que a fórmula do catecismo – 3-Pessoas em Deus – era verdadeira em latim, onde o vocábulo persona significa forma, aspecto, aparência. É falsa, porém, em francês ou em português, com acepção de indivíduo. –Nota da Editora.

265 –Como interpretar a antiga sentença – “Deus fez o mundo do nada?”.

-O primeiro instante da matéria está, para os Espíritos da minha esfera, tão obscura quanto o primeiro momento da energia espiritual nos círculos da vida universal.

Compreendemos, contudo, que sendo Deus o Verbo da Criação, o “nada” nunca existiu para o nosso conceito de observação, porquanto o Verbo, para nós outros, é a luz de toda a Eternidade.

266 –Os dias da Criação, nas antigas referências do Velho Testamento, correspondem a períodos inteiros da evolução geológica?

-Os dias da atividade do Criador, tal como nos refere o texto sagrado, correspondem aos largos períodos de evolução geológica, dentro dos milênios indispensáveis ao trabalho da gênese planetária, salientando-se que, com esses, a Bíblia encerra outros grandes símbolos inerentes aos tempos imemoriais, das origens do planeta.
 
Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

No Roteiro Cristão

Em verdade, Cristo avança...

E se realmente necessitamos da sabedoria que lhe erija um trono de glorificação no cérebro dos homens,  não podemos prescindir do amor que lhe pavimente o caminho no reino das almas.

Há cultura da inteligência e há cultura do coração.

É por isso que, aceitando o campo vasto do Espiritismo Evangélico por abençoada escola de preparação, à frente do futuro, compreendemos que a fenomenologia possui o destacado lugar que lhe compete, nos arraiais doutrinários, e não ignoramos que  as ilações filosóficas constituem complemento inalienável do esquema de ensinamentos que integram o patrimônio sublime da Nova Revelação.

Assinalamos, no entanto, por serviço urgente e inadiável a educação do Homem Interior,  afeiçoando-o ao Evangelho Redivivo, nos padrões do Cristo, gerando energias do caráter e do sentimento, únicos moldes de elevação moral, suscetíveis de garantira renovação do mundo.

Se o Mestre torna ao Planeta, por intermédio de vozes inúmeras, que se fazem emissárias do seu Verbo de Luz, não podemos, indiscutivelmente, olvidar a construção dos caminhos espirituais, destinados a veicular-Lhe a Divina Influenciação.

E por esse motivo que nos detemos no esforço de erguimento da alma popular a mais altos níveis, a fim de  que a fortuna científica de alguns se descentralize, em benefício de todos, e para que a bênção do amor se incline ao fundo vale, onde se debatem as forças desvairadas da discórdia e da ignorância, desintegrando as nuvens de miséria e de dor que impedem a planificação da  Terra melhor, sob a inspiração do nosso Divino Mestre.

Nesse sentido, urge nos convertamos, não somente em ouvintes atenciosos da palavra ou em pregoeiros da fraseologia brilhante, mas igualmente em trabalhadores ativos e sinceros,  capazes de suportar a charrua pesada nas tarefas sacrificiais da nova  sementeira,  colaborando  na  edificação  do  Homem  Renovado, efetivamente digno do título da Humanidade que vaidosamente ostentamos.

A esfera de serviço agiganta-se, sob todos os aspectos, e Jesus, na vanguarda, pede mãos operosas e corações devotados ao Infinito Bem que extirpem da plantação espiritual do mundo os vermes destruidores do egoísmo e do orgulho, da maldade e do ódio, sem eliminar a vida promissora das vergônteas valiosas que enriquecerão a gleba planetária, no futuro grandioso, reclamando braços que não se recolham, desalentados e indolentes, diante da perturbação e do sofrimento, da dificuldade e da sombra, colocando, acima de tudo, a obra que nos compete desenvolver, e incent ivando, com o milagre da  boa vontade incessante, a criação da mente cristã, segura e compreensiva, apta a aplicar, com alegria, os sagrados princípios que a Boa Nova nos convida a materializar, na legítima consagração do Reino do Amor entre todas as criaturas.
A hora moderna, saturada de doutrinação verbalística, através da hipertrofia da inteligência, exige entendimento e ação, ensino e prática, teoria e exemplo, palavras e obras, conclusões e fatos, ideal e realização.

A crise de instrutores gera crises de ignorância, tanto quanto a preguiça do semeador faz a indigência do celeiro.

E para que não nos despenhemos nos precipícios da morte e da treva, plasmando com a nossa própria riqueza cerebral o cadafalso de nossas grandezas, é imprescindível  a  concentração  de  grandes  falanges  de  servidores  da  Luz,  no  aperfeiçoamento do coração, a fim de que o Senhor encontre sendas libertas, nos campos do espírito em que nos agitamos, promovendo, com segurança, a nossa redenção.

Em toda parte, esperam por nós a educação e a assistência, solicitando-nos não apenas  projetos  salvacionistas,  mas  também  atividade  regeneradora  e  trabalho  fecundo para que todos os nossos companheiros de peregrinação terrestre, nas diversas estações em que a nossa romagem se subdivide, encontrem na atuação de nossa fé o concurso da fraternidade real, sentida, vivida e intensamente aplicada, possibilitando a manifestação do Reino de Deus, entre nós, na exaltação do presente e na garantia do porvir.

Eis porque o Espiritismo para nós outros significa acesso à Boa Nova, compelindo-nos à melhoria da comunidade pelo aprimoramento de nós mesmos.

Nele encontramos a Doutrina de Luz, descerrando templos de caridade e compreensão no espírito  humano, arrebatando-nos a alma ao cárcere das trevas e conduzindo-nos  ao  trabalho  salutar  e  santificante,  através  do  qual  traçaremos  o  roteiro iluminado em que o Mestre nos retomará ao seu regaço, reconquistando-nos para o engrandecimento do seu Reino de Amor, hoje e sempre.

Livro: Perante Jesus
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

DEVAGAR, MAS SEMPRE

       “Mas ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, con­tudo, se renova, de dia em dia.” —Paulo. (2ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, capítulo 4, versículo 16.)
 
Observa o espírito de seqüência e gradação que prevalece nos mínimos setores da Natureza.

Nada se realiza aos saltos e, na pauta da Lei Divina, não existe privilégio em parte alguma.

Enche-se a espiga de grão em grão.

Desenvolve-se a árvore, milímetro a milímetro.

Nasce a floresta de sementes insignificantes.

Levanta-se a construção, peça por peça.

Começa o tecido nos fios.

As mais famosas páginas foram produzidas, letra a letra.

A cidade mais rica é edificada, palmo a palmo. As maiores fortunas de ouro e pedras foram ex­traídas do solo, fragmento a fragmento.

A estrada mais longa é pavimentada, metro a metro.

O grande rio que se despeja no mar é conjunto de filetes líquidos.

Não abandones o teu grande sonho de conhecer e fazer, nos domínios superiores da inteligência e do sentimento, mas não te esqueças do trabalho peque­nino, dia a dia.

A vida é processo renovador, em toda parte, e, segundo a palavra sublime de Paulo, ainda que a carne se corrompa, a individualidade imperecível se reforma, incessantemente.
Para que não nos modifiquemos, todavia, em sentido oposto à expectativa do Alto, é indispensá­vel saibamos perseverar com o esforço de auto-aper­feiçoamento, em vigilância constante, na atividade que nos ajude e enobreça.

Se algum ideal divino te habita o espírito, não olvides o servicinho diário, para que se concretize em momento oportuno.

Há ensejo favorável à realização?

Age com regularidade, de alma voltada para a meta.

Há percalços e lutas, espinhos e pedrouços na senda?

Prossegue mesmo assim.

O tempo, implacável dominador de civilizações e homens, marcha apenas com sessenta minutos por hora, mas nunca se detém.

Guardemos a lição e caminhemos para diante, com a melhoria de nós mesmos.

       Devagar, mas sempre.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Divaldo Franco no Fantástico

Resultado de imagem para fotos de divaldo francoCaros amigos, o Tribuno Espírita  Divaldo Franco esteve no fantástico deste domingo dia 22/02/2015.


Para aqueles que desejarem rever a reportagem, ou para você que não pode assistir por algum  motivo, assista agora em nosso blog espírita, clique no endereço abaixo.


Um fraterno abraço,
Francisco Rebouças

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Ultrapassamos a marca das 138.000 visitas!!!


Que alegria!!!
Amigos, temos a alegria de poder informar que acabamos de ultrapassar a marca das 138.000 visitas ao nosso Blog Espírita. Lembramos que o contador de visitas só foi instalado em 31/10/2009.

Meus agradecimentos a todos pelo carinho e pela companhia nesses anos de trabalho na divulgação de nossa doutrina.
 
Essa marca registrada pelo nosso contador de visitas nos dá a certeza de estar contribuindo, para a transformação moral e espiritual de nossa sociedade.
 
Nosso trabalho permanece como no início, alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Ressaltamos a importância de cada um de vocês no apoio e participação, e afirmamos com toda convicção, sem essa ajuda não teríamos o êxito que estamos colhendo.

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!

Muita PAZ!
Francisco Rebouças

A CHAVE DE LUZ

Emmanuel


Lembra-te de que ninguém avança sem companhia.

Toda obra pede auxílio e cooperação.

A árvore protege a fonte, tanto quanto a fonte alimenta a árvore.

O pão que extingue a fome é filho da compaixão do solo que nutriu a semente, da renúncia da semente que germinou para o sol e da força do sol que amparou a terra obscura e sustentou a semente frágil.

Assim também, vida afora, nas empresas que o mundo te conferiu, não prescindirás de braços amigos que te estendam socorro e fraternidade.

Todavia, não basta exponhas a outrem as necessidades que te afligem, nem vale te desmandes na queixa, encarecendo perante alheios ouvidos a angústia de teus problemas, a fim de que a verdadeira amizade se te revele, eficiente e prestigiosa.

Indispensável saibas abrir as portas dos corações para que te não falte concurso às construções da existência.

Corações que, muitas vezes, jazem trancados na avareza afogados no vinagre da aflição ou deprimidos nos espinheiros do sofrimento.
Corações que padecem a flagelação do egoísmo, a paralisia do orgulho, o desvario da vaidade, a chaga da ignorância e o assalto do desalento.

Não te impressione, porém, a seara da treva em que se mergulham.

Quase todos esperam apenas a chave de luz que lhes descerre a passagem da noite para o dia, para a luz da libertação.

Avizinha-te deles com ternura e bondade, sem agravar-lhes a dor.

Desvenda-lhes o próprio ser, em forma de compreensão e serviço e todos virão ao teu encontro, sustentando-te os passos na tarefa a que te impuseste na vida, porque, em verdade, é da lei do Senhor que alma alguma resista ao toque da humildade com a chave da gentileza.

Livro: Linha 200
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A SEARA

A Seara é grande,

Mas, são poucos seus trabalhadores

Quase ninguém quer se dedicar,

E diversos são os fatores.

 

Uns alegam falta de tempo,

Outros dizem que não são capazes

São variadas as desculpas,

De Crianças, velhos e rapazes.

 

Muita gente sem saber,

Perde grandes oportunidades

Deixam de multiplicar seus talentos,

E na preguiça, encontram a enfermidade.

 

Nós espíritas declarados,

Não inventemos empecilhos

Trabalhemos com fervor,

Buscando andar nos trilhos.

 

A quem muito recebeu,

Muito será pedido

Não há como escapar,

Ouça quem tiver ouvidos.

 

Jesus nosso amigo nos concede,

Sua ajuda e toda confiança

Esperando nossa dedicação ao bem,

Trabalhando com carinho, no ampara à criança.

 

Em sua seara há trabalho para todos,

Não devemos a ninguém atrapalhar

Ao contrário, precisamos também nos empenhar,

Se possível, ajudar a quem de nós necessitar.

 

Quem trabalha em nome de Jesus,

Tem que ser humilde e caridoso

Trazer no coração alegria e confiança,

Não se fazer importante e vaidoso.

 

Se fizermos com alegria e carinho,

A pequenina parte que nos cabe,

Mas cedo nosso planeta progride e muda

A harmonia se instala, e tudo melhora você sabe!

 

Francisco Rebouças