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sábado, 3 de janeiro de 2015

MALES PEQUENINOS

Guardemos  cuidado  para  com  a  importância  dos  males  aparentemente pequeninos.

Não é o aguaceiro que arrasa a árvore benemérita.

É a praga quase imperceptível que se lhe oculta no cerne.

Não é a selvageria da mata que dificulta mais intensamente o avanço do pioneiro.

É a pedra no calçado ou o calo no pé.

Não é a cerração que desorienta o viajor, antes as veredas que se bifurcam.

É a falta da bússola.

Não é a mordedura do réptil que extermina a existência de um homem.

É a diminuta dose de veneno que ele segrega.

Assim, na vida comum.

Na  maioria  das  circunstâncias  não  são  as  grandes  provações  que  aniquilam  a criatura  e  sim  os  males  supostamente  pequeninos,  dos  quais,  muita  vez,  ela própria escarnece, a se expressarem por ódio, angústia, medo e cólera, que se lhe instalam, sorrateiramente, por dentro do coração.

Albino Teixeira
 
Livro: Coragem
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças