Para que se coroem de êxito quaisquer esforços no
exercício mediúnico, estes devem partir do próprio encarnado que se deve
submeter à disciplina austera, em contínuo
exercício de dignificação moral que o pretendente deve observar quando
se dedicar ao labor na seara da mediunidade.
A começar pela preparação através do estudo
sério, das obras da codificação do espiritismo, particularmente do livro dos
Médiuns, ação constante nas tarefas do bem, conduta firme e ilibada, renovação
pelos postulados do evangelho de forma constante, busca infatigável pelo
aprimoramento, são algumas das atitudes que contribuirão para o sucesso do
trabalho na mediunidade com Jesus.
Não podemos esquecer o fato de que o médium é
filtro por cuja mente transita as notícias dos seres da vida espiritual, e que
por isso mesmo é preciso e indispensável que tenha as necessárias e especiais
habilidades, para o referido mister, pois será sempre responsável pelas
instruções ou notícias de que se fizer intermediário.
Entre outras qualidades que o médium precisa
desenvolver, está a concentração mental, buscando entender de forma diferente
daqueles que a comparam com um interruptor de fácil manejo, que, uma vez
acionado, oferece imediata passagem à energia elétrica, pois que o médium não
está constantemente em estado de vigilância, e em oração, e que por isso a
concentração requer maiores e melhores cuidados, para que ele não se torne
instrumento das falsas mensagens, dos falsos profetas do além.
A concentração deve ser uma das principais
preocupações de todo o médium que queira trabalhar no exercício da nobre
mediunidade a serviço do bem, por isso mesmo deve representar para ele um
estado habitual, em ter a mente em Cristo, e não uma situação passageira junto
a ELE, nos poucos momentos em que estiver exercendo sua atividade mediúnica na
seara do seu Mestre.
Assim sendo, quem se candidate pois, a servir com
Jesus, no labor da mediunidade, não descure os impositivos da harmonia mental, procurando
cada dia mais desenvolver os exercícios de desprendimento, das ideias
corriqueiras, procurando renová-las nas fontes límpidas dos ensinos do
Evangelho Redentor, visando acurar e ampliar a audição interior, não relegando
a segundo plano a necessidade da reforma íntima que precisa empreender o quanto
antes, colocando-se no estado da ferramenta útil para servir como meio de
sintonização fácil e digno para as mensagens oriundas dos bons espíritos.
Francisco Rebouças