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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Lindos Casos de Chico Xavier


O HOMEM DOS VINTE CONTOS 

Um amigo de Belo Horizonte disse, um dia, ao Chico:

— Tenho ido ao Centro “LUIZ GONZAGA”, sempre que me é possível, e, nas preces, tenho rogado a Loteria.

E vendo a estranheza do Médium acentuou:

— Se eu ganhar, darei ao “LUIZ GONZAGA” vinte contos.

Os dias correram e o homem ganhou a sorte grande.

Duzentos mil cruzeiros.

Quando isso aconteceu, sumiu de Pedro Leopoldo...

Se via o Chico por Belo Horizonte, evitava-lhe a presença.

— Imaginem! — costumava dizer na prosperidade crescente que

o  Céu lhe concedera — em minha ingenuidade, prometi uma dádiva

a um Centro Espírita, se melhorasse de sorte! Quanta asneira falamos

sem perceber!

Catorze anos rolaram e o homem da sorte grande morreu... Passados alguns dias, apareceu, em espírito, numa das sessões

do “Centro Espírita LUIZ GONZAGA”.

— Chico! Chico! — disse ao Médium, buscando abraçá-lo, —preciso pagar a minha dívida! Estou devendo vinte contos ao “LUIZ GONZAGA” e vou trazer o dinheiro...

— Acalme-se, meu amigo, agora é tarde — respondeu o Mé­dium, — o câmbio mudou para você. Não se preocupe. A sua fortuna está em outras mãos.

— Por que? Nada disso... O dinheiro é meu...

— Já foi, meu irmão! Você está desencarnado.

A entidade gritou... gritou... e acabou perguntando em lágrimas:

— E, agora, que fazer?

Mas o Chico lhe respondeu:

Esqueça-se da Terra, meu amigo. Nós todos somos devedores de Jesus. Paguemos a Jesus nossas contas e tudo estará bem.

Amparado pelos benfeitores espirituais da casa, o homem dos vinte contos, já desencarnado, retirou-se chorando.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Francisco Rebouças