
Na
Cura pelo passe, o
Médium passista tem um papel fundamental, não pode ser apenas um mero robô de
mãos estendidas como se nada dependesse dele, ao contrário, deve preparar-se
convenientemente para essa nobre tarefa, pois, como nos esclarece a doutrina
espírita em A Gênese, Cap. XIV, item 33, a mais das vezes, a cura se verifica pelo apelo do
médium através da ligação por pensamento ao Espírito magnetizador que
o inspira a agir de acordo com a necessidade do irmão à sua frente, que o
Médiun só perceberá se estiver realmente preparado para a tarefa. Nada
se consegue sem trabalho, preparo e dedicação.
Onde explica que se deve simplesmente estender as
mãos?
(...) O fenômeno tão estranho de propriedades transmitidas pela
ação magnética, problema até o momento inexplicado, e sobre o qual se alegraram
tanto os incrédulos, encontra-se agora resolvido. Sabemos,
com efeito, que não são apenas os Espíritos dos mortos que agem, mas que os dos vivos também têm sua
parte de ação no mundo invisível: o homem com a tabaqueira disso nos
forneceu a prova. O que há de espantoso,
pois, em que a vontade de uma pessoa agindo pelo bem possa operar uma transformação
na matéria primitiva, e dar-lhe propriedades determinadas? Está aí, em
nosso entender, a chave de muitos dos efeitos pretendidos sobrenaturais, e dos
quais teremos ocasião de falar. Foi assim que, pela observação, chegamos a nos
dar conta das coisas, deixando-lhes a parte da realidade do maravilhoso (...).
Fonte: Revista Espírita – Agosto 1859 – Pág. 217.
Observação: Muitos
dos confrades alegam que no trabalho do passe só os Espíritos Desencarnados, operam
as transformações moleculares, o que prova o quanto falam do que desconhecem em
termos de doutrina espírita, é por essa razão que estudamos Kardec e não compactuamos com opiniões
particulares de autores famosos ou de supostos “entendidos em espiritismo”.
Francisco Rebouças