Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ESTENDAMOS O BEM

"Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem." - Paulo. (ROMANOS, 12 :21.)

Repara que, em plena casa da Natureza, todos os elementos, em face do mal, oferecem o melhor que possuem para o reajustamento da harmonia e para a vitória do bem.

Quando o temporal parece haver destruído toda a paisagem, congregam-se as forças divinas da vida para a obra do refazimento.

O Sol envia luz sobre o lamaçal, curando as chagas do chão.

O vento acaricia o arvoredo e enxuga-lhe os ramos.

O cântico das aves substitui a voz do trovão.

A planície recebe a enxurrada, sem revoltar-se, e converte-a em  adubo precioso.

O ar que suporta o peso das nuvens e o choque da faísca destruidora, torna a leveza e à suavidade.

A árvore de frondes quebradas ou feridas regenera-se, em silêncio, a fim de produzir novas flores e novos frutos.

A terra, nossa mãe comum, sofre a chuva de granizos e o banho de lodo, periodicamente, mas nem por isso deixa de engrandecer o bem cada vez mais.

Por que conservaremos, por nossa vez, o fel e o azedume do mal, na intimidade do coração?

Aprendamos a receber a visita da adversidade, educando-lhe as energias para proveito da vida.

A ignorância é apenas uma grande noite que cederá lugar ao sol da
sabedoria.

Usa o tesouro de teu amor, em todas as direções, e estendamos o bem por toda parte.

A fonte, quando tocada de lama, jamais se d· por vencida. Acolhe os detritos no próprio seio e, continuando a fluir, transforma-os em bênçãos, no curso de suas águas que prosseguem correndo, com brandura e humildade, para benefício de todos.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Almoço de confraternização em Atlânta -EUA.

                    CONVIDAMOS PARA ESTAR CONOSCO,
 
WE INVITE YOU TO JOIN US
NESTE DOMINGO DIA 2 DE NOVEMBRO DE 2014 ÀS 13:00 HORAS
SUNDAY, NOVEMBRO 2, 2014 AT 1 PM.
Para o nosso Almoço de Confraternização
To our next Sunday Lunch
O CARDAPIO SERVIDO SERÁ:
THE MENU IS:
LOMBO DE PORCO ASSADO 
ROAST PORK LOIN
FRANGO ASSADO E RECHEADO 

ROASTED CHICKEN AND STUFFED 

ARROZ COM PEQUI
 RICE WITH PEQUI
PURE DE BATATA

MASHED POTATO 
TUTU DE FEIJÃO
REFRIED BEANS
ARROZ TEMPERADO
                                               HOMEMADE SEASONED RICE
                                          SALADAS
SALAD BAR






COMPANHA AINDA DELICIOSAS SOBREMESAS E REFRIGERANTES.
As usual, the menu includes soft drinks and delicious desserts.
Venha e traga seus amigos para estar conosco.
Come and bring your friends and join us for this gathering.
 
COMUNIDADE ESPIRITA CRISTÃ DE ATLÂNTA


Francisco Rebouças

Estimulando a Vaidade

        O plano de Júlio César fora muito bem executado! Clodoaldo conseguira convencer Boaventura, que permane­cia inebriado pelas novas informações recebidas.
        Os adversários da paz comemoravam!
        Júlio César, conversando animadamente com o capataz, informou:
        Pronto! Só nos resta aguardar, a semente foi lançada e a terra é muito boa. Boaventura, de retorno ao lar, haverá de infernizar nossa “querida” Márcia, efetuando a discórdia, reti­rando, naturalmente, a esposa do equilíbrio, O marido fanático haverá de massacrá-la, destruindo-lhe, pouco a pouco, a dispo­sição para trabalhos espíritas. A tarefa do atendimento fraterno perderá uma de suas melhores cooperadoras!
        — E agora, mestre? Perguntou Gonçalves, desejando sa­ber dos planos íntimos do mentor das sombras para a conti­nuidade do processo de infiltração.
Agora, meu caro, cabe-nos verificar os grupos de assis­tência espiritual!
Mas, vamos abandonar o caso Márcia Boaventura? Questionou o servo da maldade.
Não abandonaremos este processo, simplesmente preci­saremos dar tempo ao tempo para que a semente do fanatismo, plantada na mente de Boaventura, germine; mais tarde retorna­remos à residência da coordenadora do atendimento fraterno para as devidas verificações. Esta operação, meu querido, requer muita paciência. Todo cuidado é pouco, a organização e a cautela são a alma deste empreendimento. Toda infiltração começa pequena, quase imperceptível, para, depois, ganhar volume causando dor, destruição ou, pelo menos, inúmeros Prejuízos!
Caminhando lentamente ao lado do comparsa, com uma das mãos tocando a fronte, como que recapitulando os próprios pensamentos, Júlio César informou:
Nossas atenções, doravante, estarão voltadas para os gru­pos de fluido terapia. Deveremos fazer surgir entre eles a concor­rência e a disputa!
— Mas, senhor, perguntou o secretário da maldade, como é que conseguiremos penetrar no Centro Espírita? Não dispomos de autorização. Como iremos romper as barreiras protetoras do Centro? Como faremos para despistar os mensageiros da luz...
Chega! Chega! Gritou o mandante. Não vê que me per­turba com tantos questionamentos?
Ora! Como vamos entrar? Aproveitaremos os desequilíbrios humanos, as brechas, como o orgulho, a mesquinhez, o desejo de mando, a vaidade etc., etc., etc.
Enquanto você marca os passos, eu já recebi valoroso relatório dos nossos comandados que permanecem junto de muitos tarefeiros encarnados. Eles têm livre acesso na Instituição, por serem acompanhantes usuais dos tarefeiros do Centro que não vivem a mensagem cristã, que fazem parte dos grupos de fofoca, dos que são sempre do contra, daqueles que desejam reformar tudo e nunca estão satisfeitos com nada!
Identificamos, em três grupos, passistas que nutrem desejo ardente em desenvolver a faculdade de cura. Acreditam ser espe­ciais, embora suas tendências para o fanatismo permaneçam con­troladas pela organização e o estudo doutrinário esclarecedor, contendo certas ideias. Não possuem, nem de longe, a raríssima faculdade de curar instantaneamente as enfermidades.
Mas e aí? Perguntou Gonçalves.
Aí, meu amigo, nós vamos dar a eles a faculdade de cura!
Como assim?
Simples! Aproveitando a brecha de inúmeros tarefeiros, penetraremos na instituição. Dos assistidos que adentrarem a sala de passe e estiverem sob um processo obsessivo, e ainda, se esses obsessores fizerem parte de nossa extensa falange, solicitaremos que se afastem momentaneamente, causando uma cura, instantânea, aparente. O resto, se eu conheço bem a criatura huma­na, acontecerá naturalmente.
Não entendi, disse Gonçalves. O senhor pode explicar melhor?
Fácil, meu querido, muitas pessoas não entendem o pro­cesso da mediunidade, não compreendem que os passistas são simples instrumentos, embora haja sempre uma parcela do magnetismo humano, e por desejarem agradecer os recursos recebidos, logo, logo o endeusamento baterá às portas das salas de flui­doterapia, fazendo com que os passistas disputem entre si, quem dispõe de maiores recursos magnéticos.
— Ah!... Mestre! O senhor é um gênio!
  Gonçalves, alertou o obsessor chefe, preste bastante atenção: uma vez dentro da Instituição todo cuidado é pouco. É provável que não veremos as entidades superiores laborando naquela Casa, provavelmente sentiremos certo desconforto psíqui­co, pelo contraste das nossas vibrações. Dos cooperadores espiri­tuais que pudermos enxergar, por trabalharem intimamente liga­dos à nossa esfera de atuação, com objetivo de arrebatar muitos dos nossos, evite fixar-lhes o olhar, pois vibrações amorosas ten­tarão nos retirar do caminho. E se, porventura, lhe agarrarem, evite pensar naqueles que você amou um dia, não se contamine com a fraternidade e muito menos deixe-se tocar pelas palavras doces e afetuosas que nossos adversários certamente tentarão nos transmitir. Se uma fraqueza qualquer o envolver, chame por mim. Você, ainda que com suas dificuldades no campo do intelecto, é por demais valioso, além de guardar informações confidenciais deste nosso processo, e não desejo que o inimigo saiba de nossos planos mais íntimos. Desta maneira, vigia as emoções!
 
Tendo se dirigido para as portas da instituição, verifica­ram a proteção e a organização da Casa, aguardando que os trabalhadores encarnados com quem se afinizavam se apre­sentassem para o trabalho. Foi nesse período que Maria Sou­za, tarefeira da fluidoterapia, adentrou o Centro, autorizan­do, pelos seus pensamentos e sentimentos pedantes, a entrada dos representantes da maldade no núcleo cristão. Estes, imantados à servidora vaidosa, tomavam as providências necessárias para a continuidade das infiltrações.
 
As entidades superiores sabiam de tudo e os acompanha­vam discretamente sem que, no Centro, os inimigos da ver­dade pudessem percebê-las, permitindo, assim, a entrada “li­vre”, porém, monitorada de Júlio César e Gonçalves que, para os trabalhadores da Casa Espírita, se converteriam em ele­mentos de provas no campo dos ensinos de Jesus.
 
Penetrando a sala cujas atividades eram de assistência espiritual, os malfeitores notaram a diferença fluídica, as vi­brações evidenciavam respeito e tranquilidade.
No aspecto físico, disciplina e seriedade dominavam o coração da maioria dos trabalhadores. Entidades amigas, quais enfermeiros espirituais, ladeavam os passistas a fim de ajudá-los na transmissão de energias refazedoras, num traba­lho cristão e anônimo.
Maria Souza desenvolvia vontade sincera em ajudar, mas o sonho de ser uma grande magnetizadora, uma extraordi­nária médium de cura, atrapalhava-lhe as boas disposições, pois o pedantismo lhe anulava as melhores intenções, im­pedindo-lhe a produção de sentimentos sublimes, ficando no comum das pessoas, sobrecarregando a equipe espiritual, que, aproveitando apenas alguns poucos recursos magnéticos, fazia todo o trabalho.
 
        Iniciada a sessão de passes, uma senhora curvada, gra­vemente envolvida por uma turba de obsessores, sentou-se com muita dificuldade na cadeira onde Maria haveria de ministrar a fluidoterapia. Os amigos espirituais envolveram quanto possível os obsessores, recolhendo-os amorosamente para o socorro devido, contudo, outros, mais endurecidos, permaneciam ligados à enferma por estarem profundamen­te comprometidos com o seu passado delituoso. A assistida somente se libertaria por completo através do esforço ínti­mo, pela transformação moral à qual, em verdade, não se de­dicava.
Júlio César, analisando as vibrações do coordenador daquele caso, notou pertencer à sua categoria espiritual e, após as conversações preliminares, acrescentou:
— O camarada certamente me conhece, não?
Claro, Júlio César, claro! O que quer de mim?
Pequenos favores.
Favores? De graça?
Não, meu amigo, será recompensado, digamos que será troca de gentilezas.
Pode dizer, o que é?
Preciso que você e sua equipe abandonem esta mulher.
— O quê? Nunca!
Será momentâneo, é pela nossa causa. Conhece meus superiores! Em nome deles, estou me empenhando na destruição deste Centro e preciso de sua...
Ah! Por que não disse antes? E para destruir esta Casa maldita? Então, tem todo meu apoio. Graças a este terrível tem­plo de amor não consigo concluir o meu plano. Se esta criatura continua em pé, é por causa destas energias e das preces que tem recebido desta odiosa instituição. Júlio, meu caro, terá toda minha ajuda. Ficaremos longe dela... vejamos... seis meses, está bem? Nenhum dia a mais, está ouvindo?
Mas em troca, continuou o obsessor mercenário, após o vencimento deste prazo, você me cederá vinte trabalhadores seus bem treinados, pelo tempo equivalente à minha ausência junto a esta infeliz. O que me diz?
Negócio fechado, finalizou o arquiteto da maldade.
Enquanto o passe era transmitido, os espíritos perseguidores daquele caso saíam silenciosamente.
 
Os amigos espirituais atentos, também se retiraram dis­cretamente, aproveitando a trégua interesseira dos malfeito­res, para tentar libertá-los da ideia de maldade e vingança. Mobilizaram, então, equipes socorristas, conseguindo enca­minhar muitos adversários para o intercâmbio espiritual.
 
Porém, a mulher que adentrou a sala, curvada, recupe­rava a postura correta como que de imediato, readquirindo certa vitalidade. Quando se viu liberta daquelas influências, num desejo de agradecer, agarrou a mão da passista, beijan­do-a e lançando estas palavras de gratidão:
Deus abençoe a senhora! Sua mediunidade é fantástica, agora eu sei! Estou livre, você é uma santa! Estas atitudes da assistida romperam as normas de silêncio e discrição que a Casa Espírita solicitava, tumultuando momentaneamente o trabalho. O dirigente encarnado aproximou-se contendo os excessos, imprimindo ordem e disciplina no ambiente.
Júlio César acompanhou o trabalho de Maria Souza durante várias semanas, fazendo com que casos semelhantes a estes fossem repetidos; para isso oferecia cargos, favores e retribuições aos obsessores, provocando nela a certeza de que finalmente havia desenvolvido a faculdade de cura.
Em pouco tempo, certos cooperadores deixaram-se en­volver e contaminar pelo ciúme, inveja e intolerância!
Maria Souza tornara-se valioso instrumento de atuação do obsessor chefe que a envolvia nestes pensamentos:
— Você, realmente, é médium de cura e eu sou o seu médi­co, seu mentor!
Estamos nos colocando à disposição para um novo trabalho nesta Casa, desejamos desenvolver aqui grandes trabalhos de ci­rurgia espiritual, você será famosa, seu nome será divulgado lar­gamente e todos haverão de respeitá-la.
Entretanto, muitos invejosos desejarão tirá-la da missão, por isso afaste-se daqueles que quiserem analisar as suas produções. No resto, conta conosco.
 
A “médium curadora”, contaminada pela presunção, já
espalhava aqui e acolá, suas novas “capacidades” e em pou­co tempo os assistidos já disputavam uma vaga junto à sua cadeira para receber os passes “curadores”.
Na sala, a competição estava instalada. Vários compa­nheiros invigilantes caíram na armação das trevas, esquecen­do-se de que o trabalho em qualquer área solicita discrição e fraternidade.
Alguns perdiam-se na indignação, afirmando que a “curadora”, na realidade, era anímica, vaidosa, orgulhosa e deveria ser banida do grupo.
Outros formavam pequenos grupos em favor da passis­ta fascinada. Além das fofocas que percorriam, a galope, os corredores.
Era o início de uma séria perturbação espiritual, que daria muito trabalho à diretoria doutrinária do centro.
Espiritualmente, Júlio César permanecia eufórico, por­que agora já havia lançado dúvidas e problemas em dois importantes departamentos.
 
       O processo dedicado à destruição da Casa Espírita pros­seguia. Os instrutores espirituais do agrupamento cristão permaneciam atentos, acompanhando o caso de infiltração, respeitando, contudo, o livre-arbítrio dos trabalhadores en­carnados, ensejando-lhes a oportunidade de colocar em prá­tica os ensinos cristãos.
 
Livro: Aconteceu na Casa Espírita
Emanuel Cristiano/Nora
 
Francisco Rebouças

MINHA MÃEZINHA

João de Deus

Tenho em casa uma pessoa
De lábios e mãos de arminho,
Que me abraça de mansinho,
Que me beija e me abençoa.


Se erro, ajuda e perdoa,
Se choro, traz-me carinho,
É o anjo do meu caminho,
Humilde, serena e boa.



Se há riso e festa na rua,
Junto de mim, continua
Sempre terna, sempre minha...


Meu coração conta ao vê-la.
Mais bonita que uma estrela.
Essa pessoa é Mãezinha.


Livro: Bênçãos de Amor
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

EM NOME DO EVANGELHO



Emmanuel




Reunindo-se aos discípulos, empreendeu Jesus a renovação do mundo.
Congregando-se com cegos e paralíticos, restituiu-lhes a visão e o movimento.

Misturando-se com a turba extenuada, multiplicou os Paes para que lhe não faltasse alimento.
Ombreando-se com os pobres e os simples, revelou-lhes as Bem aventuranças Celestes.

Banqueteando-se com pecadores confessos, ensinou-lhes o retorno ao caminho de elevação.
Partilhando a fraternidade do cenáculo, preparou companheiros na direção dos testemunhos de fé.
Compelido a oferecer-se em espetáculo na cruz, junto à multidão, despediu-se da massa popular, abençoando e amando, perdoando e servindo.
Compreendendo a responsabilidade da grande assembleia de colaboradores do Espiritismo Brasileiro, formulamos votos ardentes para que orientem no Evangelho quaisquer princípios de unificação, em torno dos quais entrelaçam esperanças.
Cremos que a experiência cientifica e a discussão filosófica representam preparação e adubo no campo doutrinário, porque a semente viva do progresso real, com o aperfeiçoamento do homem interior, permanece nos alicerces divinos da Nova Revelação.
Cultivar o Espiritismo, sem esforço espiritualizante, é trocar noticias entre dois planos diferentes, sem significado substancial na redenção humana.
Lidar com assuntos do Céu, sem vasos adequados à recepção da essência celestial, é ameaçar a obra salvacionista.

Aceitar a verdade, sem o desejo de irradiá-la, através do propósito individual de serviço aos semelhantes, é vaguear sem rumo.
O laboratório é respeitável.
A academia é nobre.
O templo é santo.
A ciência convence.
A filosofia estuda.

A fé converte o homem ao Bem Infinito.
Cérebro rico, sem diretrizes santificantes, pode conduzir à discórdia.
Verbo primoroso, sem fundamentos de sublimação, não alivia, nem salva.
Sentimento educado e iluminado, contudo, melhora sempre.
Reunidos, desta forma, em grande conclave de fraternidade, que os irmãos do Brasil se compenetrem, cada vez mais, do espírito de serviço e renunciação, de solidariedade e bondade pura que Jesus nos legou.
O mundo conturbado pede, efetivamente, ação formadora. Conscientes, porém, de que se faz impraticável a redenção do todo, sem o burilamento das partes, unamo-nos no mesmo roteiro de amor, trabalho, auxilio, educação, solidariedade, valor e sacrifício que caracterizou a atitude do Cristo em comunhão com os homens, servindo e esperando o futuro, em Seu exemplo de abnegação, para que todos sejamos um, em sintonia sublime com os desígnios do Supremo Senhor.
(Mensagem recebida em Pedro Leopoldo, Minas, destinada aos irmãos do Primeiro Congresso Nacional Espírita de São Paulo).

Livro: Luz no Caminho
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Àrvores

“E levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens, pois, os vejo como árvores que andam.” – Marcos:- 8-24.
O cego de Bethsaida, retomando os dons sagrados da vista, proferiu observações de grande interesse.
Sua comparação é das mais belas.
O reino das árvores apresenta silenciosas mensagens aos que saibam ouvi-lo.
Qual acontece, no caminho das criaturas, existem árvores de todos os feitios.

Veem-se as que se cobrem apenas de ramos farfalhados à maneira dos homens palavrosos; as tortuosas, copiando os seres indecisos, ensaiando passos para o ingresso nas estradas retilíneas; as de tronco espinhoso, imitando os espíritos mais ásperos e ainda envenenados; as frutíferas que auxiliam carinhosamente as criaturas, não obstante os golpes e incompreensões recebidos, dando a ideia das almas santificadas, que servem ao Bem e à Verdade, no silencio divino.
Nessa flora, como os seres ignorantes e grosseiros que ainda não chegaram a ser homens espirituais, não obstante a sua forma física, existem igualmente as plantas invasoras e parasitarias que não chegaram a ser árvores, apesar da forma verde de suas folhas.
Quem não terá visto, alguma vez, a erva daninha, tentando sufocar a laranjeira, imitando as lutas da estrada humana?
Quem não terá observado a trepadeira fascinante, florindo na coroa de uma árvore centenária, dando a impressão de ser tão alta e de tronco tão robusto, quanto ela?
Que homem não terá reconhecido o ataque das plantas minúsculas que costumam esconder as estradas e invadir as propriedades ao abandono?
O plano dos vegetais oferece às criaturas lições de profundo valor.
Se já podes ver, como aquele cego feliz de Bethsaida, procura ser um elemento útil e digno, entre as árvores que andam.

Livro: Levantar e Seguir
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

GUARDEMOS O CUIDADO


"...mas nada é puro para os contaminados e infiéis." - Paulo. (TITO, 1: 15.)

O homem enxerga sempre, através da visão interior.

Com as cores que usa por dentro, julga os aspectos de fora.

Pelo que sente, examina os sentimentos alheios.

Na conduta dos outros, supõe encontrar os meios e fins das ações que lhe são peculiares.

Dai, o imperativo de grande vigilância para que a nossa consciência não se contamine pelo mal.

Quando a sombra vagueia em nossa mente, não vislumbramos senão sombras em toda parte.

Junto das manifestações do amor mais puro, imaginamos alucinações carnais.

Se encontramos um companheiro trajado com louvável apuro, pensamos em vaidade.

Ante o amigo chamado à carreira pública, mentalizamos a tirania política.

Se o vizinho sabe economizar com perfeito aproveitamento da oportunidade, fixamo-lo com desconfiança e costumamos tecer longas reflexões em torno de apropriações indébitas.

Quando ouvimos um amigo na defesa justa, usando a energia que lhe compete, relegamo-lo, de imediato, à categoria dos intratáveis.

Quando a treva se estende, na intimidade de nossa vida, deploráveis alterações nos atingem os pensamentos.

Virtudes, nessas circunstâncias, jamais são vistas.

Os males, contudo, sobram sempre.

Os mais largos gestos de bênção recebem lastimáveis interpretações.

Guardemos cuidado toda vez que formos visitados pela inveja, pelo ciúme, pela suspeita ou pela maledicência.

Casos intrincados existem nos quais o silêncio é o remédio bendito e eficaz, porque, sem dúvida, cada espírito observa o caminho ou o caminheiro, segundo a visão clara ou escura de que dispõe.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

A EVOLUÇÃO DO AMOR


Jair Presente


O Doutor Leonel de Souza
Dono de terra e dinheiro,
Trazia a cabeça em fogo,
Hora a hora, dia inteiro.

Tinha uma filha somente,

A jovem Ana Maria,
Que lhe dera ao coração
A presença da alegria.

Ela, porém, namorava
O jovem Joaquim Mutamba,
Sempre juntos, noite a noite,
Lembravam corda e caçamba.

Sabendo que os dois se amavam
Com manifesta loucura,
O pai ficou alarmado
E disse à filha, insegura:

- "Ana Maria, você
Não mais procure Joaquim,
Considere o seu romance
Um caso que chega ao fim.

Largue, filha, enquanto é tempo,
Esse Joaquim do pé torto,
Um varredor de cinema
Não tem onde cair morto..."

A filha pediu, no entanto:
- "Pai, rogo à sua bondade,
Quero casar com Joaquim,
Já temos intimidade!..."

O velho esmurrou a mesa,
Dando mostra de machão,
E asseverou, irritado:
- "Não aceito, não e não!..."

O pai buscou, no outro dia,
Um famoso pistoleiro...
Queria um tiro no moço,
Pagaria bom dinheiro.

O pistoleiro, maldoso,
Que era pobre, muito pobre,
Comunicou ao cliente:
- "Sinto fome do seu cobre..."

Semana passa semana,
E o pistoleiro com jeito,
Derrubou Joaquim, a tiros,
Num crime duro e perfeito.

Ninguém viu a cena triste...
No povo, apenas mumunhas.
Buscou a polícia, em vão,
Informes e testemunhas.

Ana Maria chorou
Por muitos e muitos dias,
Parecia torturada
Por íntimas agonias...

O pai cercou-a de mimos,
Sentindo arrependimento
E a moça continuava
Toda entregue ao sofrimento...

Notei com grande surpresa
Que ela trazia de lado,
Em todo passo do dia,
Mutamba desencarnado.

Quatro anos se passaram...
Veio o estouro de repente;
A jovem Ana Maria
Teve um novo pretendente.

Era um rapaz educado,
Um competente engenheiro...
O pai fez o casamento
Gastando muito dinheiro.

Morrer não fora vantagem,
De coração renovado,
A moça trouxera à luz
O primeiro namorado.

Decorridos onze meses
Surgiu a reviravolta...
Um pequenino nasceu...
Era Mutamba, de volta.

Tudo era festa em família,
Felicidade, alegria...
O genro e o sogro, contentes,
Beijavam Ana Maria.

O pequenino ante o seio
Sugava o leite com gana
E eu ficava refletindo
Nas tricas da vida humana.

O avô, vendo o neto ativo
Parecendo esfomeado,
Exclamava, todo dia:
- "Eta, menino danado!..."

Livro: Agência de Notícias
Chico Xavier/Jair Presente


Francisco Rebouças

terça-feira, 28 de outubro de 2014

CARTAS AOS ENFERMOS

Casimiro Cunha


Meu amigo, eu te desejo

Aquela paz do Senhor

Que transforma as amarguras

Em santas preces de amor.


Nosso Pai ouve a oração

De tua grande ansiedade,

Como te vê no caminho

De dor e dificuldade.


Espera serenamente.

Não obstante a aflição;

Deus é um Pai que não dá pedras

Ao filho que pede pão.


Nos dias angustiados.

De desencanto e doença,

O homem deve apurar

As luzes de sua crença.


Às vezes, dizes, chorando:

- "Socorrei-me, meu Senhor!...

Ai! como tarda o consolo

No dia de minha dor!...


Mas, não lembraste a oração

Com tanta solicitude,

Nas horas irrefletidas

Em que arruinaste a saúde.


A incontinência teimosa

Na rebeldia e no gozo,

Pode ter vindo de outrora,

Do passado tenebroso.


Porque esta vida de agora

É somente uma fração

De teu trabalho à procura

Dos mundos da perfeição.


Nos teus ais, nos teus soluços,

Do corpo dilacerado,

Recorda que a dor existe

Para a luz de um fim sagrado.


Se teu mal é longo e rude,

Renovando-te aflições,

Ele é a válvula divina

Que escoa as imperfeições.



Se a moléstia é passageira,

Tem cuidado na existência;

A dor física, por vezes,

Não passa de advertência.


De qualquer forma, porém,

Sê paciente e sê forte,

Inda que sintas contigo

O augúrio triste da morte.


Acima dos preparados

Que visam a tua cura,

Põe o remédio divino

Da fé milagrosa e pura.


Abençoa, meu irmão,

Essa dor que te conduz

Da sombra espessa da Terra

Para as bênçãos de Jesus


Livro: Cartas do Evangelho
Chico Xavier/Casimiro Cunha

Francisco Rebouças