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sábado, 9 de agosto de 2014

"O Consolador"

Prezados amigos, seguimos com o estudo do livro: O Consolador, para nosso  conhecimento e reflexões.
Estudem conosco!

257 – A Esperança e a Fé devem ser interpretadas como uma só virtude?



– A Esperança é a filha dileta da Fé. Ambas estão uma para outra como a luz reflexa dos planetas está para a luz central e positiva do Sol.
A Esperança é como o luar que se constitui dos bálsamos da crença. A Fé é a divina claridade da certeza.


258 – No caminho da virtude, o pobre e o rico da Terra podem ser identificados como discípulos de Jesus?

– O título de discípulo é conferido pelo Divino Mestre a todos os homens de boa vontade, sem distinção de situações, de classes ou de qualquer expressão
sectária.
Com responsabilidade dos bens materiais ou sem ela, o homem é sempre rico pela sua posição de usufrutuário das graças divinas e, além do mais, temos de ponderar que, em toda situação, a criatura encontrará responsabilidade na existência, razão por que os sinceros discípulos do Senhor são iguais aos seus olhos, sem preferência de qualquer natureza.


259 – No que se refere à prática da caridade, como interpretar o ensinamento de J esus: Àquele que tem será concedido em abundância e àquele que não tem, até mesmo o que tiver, lhe será tirado?


– A palavra de Jesus, em todas as circunstâncias, foi tocada de uma luz oculta, apresentando reflexos prismáticos, em todos os tempos, para a alma humana, na sua ascensão para a sabedoria e para o amor.
Antes de tudo, busquemos ajustar o conceito a nós próprios.
Se possuirmos a verdadeira caridade espiritual, se trabalhamos pela nossa iluminação íntima, irradiando luz, espontaneamente, para o caminho dos nossos irmãos em luta e aprendizado, mais receberemos das fontes puras dos planos espirituais mais elevados, porque, depois de valorizarmos a oportunidade recebida, horizontes infinitos se abrirão no campo ilimitado do Universo, para as nossas almas, o que não poderá acontecer aos que lançaram mão do sagrado ensejo de iluminação própria nas estradas da vida, com a mais evidente despreocupação de seus legítimos deveres, esquecendo o caminho melhor, trocado, então, pelas sensações efêmeras da existência terrestre, contraindo novas dívidas e afastando de si mesmo as oportunidades para o futuro, então mais difíceis e dolorosas.


Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças