A finalidade maior deste nosso Blog Espírita, é justamente, o
constante e sério estudo e divulgação da doutrina espírita, por essa razão, estamos dando
continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos,
para uma melhor compreensão de nossa doutrina. Nesta oportunidade focalizamos
as questões de nºs 501 a 505.
501. Por que é oculta a ação dos Espíritos sobre
a nossa existência e por que, quando nos protegem, não o fazem de modo
ostensivo?
“Se vos fosse
dado contar sempre com a ação deles, não obraríeis por vós mesmos e o vosso
Espírito não progrediria. para que este possa adiantar-se, precisa de
experiência, adquirindo-a frequentemente à sua custa. É necessário que exercite
suas forças, sem o que, seria como a criança a quem não consentem que ande
sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre regulada de maneira
que não vos tolha o livre-arbítrio, porquanto, se não tivésseis
responsabilidade, não avançaríeis na senda que vos há de conduzir a Deus.
Não vendo quem o
ampara, o homem se confia às suas próprias forças. Sobre ele, entretanto, vela
o seu guia e, de tempos a tempos, lhe brada, advertindo-o do perigo.”
502. O Espírito protetor, que consegue trazer ao
bom caminho o seu protegido, lucra algum bem para si?
“Constitui isso
um mérito que lhe é levado em conta, seja para seu progresso, seja para sua
felicidade. Sente-se ditoso quando vê bem sucedidos os seus esforços, o que representa,
para ele, um triunfo, como triunfo é, para um preceptor, os bons êxitos do seu educando.”
a) - É responsável pelo mau resultado de seus
esforços?
“Não, pois que
fez o que de si dependia.”
503. Sofre o Espírito protetor quando vê que seu
protegido segue mau caminho, não obstante os avisos que dele recebe? Não há aí
uma causa de turbação da sua felicidade?
“Compungem-no os
erros do seu protegido, a quem lastima. Tal aflição, porém, não tem analogia
com as angústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há remédio para o
mal e que o que não se faz hoje, amanhã se fará.”
504. Poderemos sempre saber o nome do Espírito
nosso protetor, ou anjo de guarda?
“Como quereis
saber nomes para vós inexistentes? Supondes que Espíritos só há os que
conheceis?”
a) - Como então o podemos invocar, se o não
conhecemos?
“Dai-lhe o nome
que quiserdes, o de um Espírito superior que vos inspire simpatia ou veneração.
O vosso protetor acudirá ao apelo que com esse nome lhe dirigirdes, visto que
todos os bons Espíritos são irmãos e se assistem mutuamente.”
505. Os protetores, que dão nomes conhecidos,
sempre são, realmente, os Espíritos das personalidades que tiveram esses nomes?
“Não. Muitas
vezes, os que os dão são Espíritos simpáticos aos que de tais nomes usaram na
Terra e, a mando destes, respondem ao vosso chamamento. Fazeis questão de nomes;
eles tomam um que vos inspire confiança. Quando não podeis desempenhar pessoalmente
determinada missão, não costumais mandar que outro, por quem respondeis como
por vós mesmos, obre em vosso nome?”
Fonte: O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição.
Francisco Rebouças