Solidarity Spiritist Societ

domingo, 22 de junho de 2014

Não basta olhar, é preciso Ver!

“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”.¹
 
A doutrina espírita nos assevera que a visão não é exclusividade dos olhos físicos, esclarece-nos que a visão é propriedade vasta e complexa do Espírito imortal, que se dilata e se enriquece constantemente, à medida que nossos sentimentos e emoções se desenvolvem e se aprimoram.
 
Se desejarmos realizar, aquisições psíquicas de clarividência nas vastas oportunidades que a vida nos oferece, guardemos a pureza de coração, afim de que essa pureza, em se exteriorizando através da nossa percepção, nos equilibre o emocional, mantendo-nos vigilantes e trabalhando no desenvolvimento do Bem e da paz.
 
Quem procura observar o “lado bom” dos acontecimentos, o “melhor e mais nobre das pessoas” e a “verdadeira utilidade” das coisas materiais, está conquistando preciosos tesouros da Visão. Porque também já nos achamos perdidos na ignorância e hoje por acréscimo da misericórdia Divina, já podemos desfrutar de algumas bênçãos de luz, precisamos estender o serviço do socorro a tantos quanto nos seguem na retaguarda.
 
As paixões perturbadoras dos valores mundanos têm nos prendido, nas trevas do egoísmo e do ódio, levando-nos ao gelo da indiferença e o enrijecimento do coração para as virtudes espirituais, acelerando em nós o fogo da incompreensão, do desvario, do desregramento ou da intemperança.
 
Urge desenvolver as virtudes sublimes do Espírito que todos trazemos no íntimo do Ser, e conseguiremos descobrir os horizontes da nossa gloriosa imortalidade. Quando encontrarmos um irmão caído na estrada, façamos o possível para que também ele possa despertar para as alegrias da vida, mas não esqueçamos que para isso, será indispensável estender-lhe fraternalmente as nossas mãos. Muitos olham apreciando alguém ou alguma coisa na vida comum, entretanto, raros sabem realmente ver como convém.
 
Busquemos seguir os princípios morais do Vidente Divino que soube compreender as fragilidades humanas, com respeito, amor e perdão, convictos de que assim agindo, com absoluta certeza, começaremos, desde agora, a penetrar na intimidade sublime de nossa própria iluminação.
 
Bibliografia:
1 - Mateus, 6:22.
 
Francisco Rebouças