“A
candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo
o teu corpo terá luz”.¹
A doutrina espírita nos assevera que a visão não é exclusividade
dos olhos físicos, esclarece-nos que a visão é propriedade vasta e complexa do
Espírito imortal, que se dilata e se enriquece constantemente, à medida que
nossos sentimentos e emoções se desenvolvem e se aprimoram.
Se desejarmos realizar, aquisições psíquicas de clarividência
nas vastas oportunidades que a vida nos oferece, guardemos a pureza de coração,
afim de que essa pureza, em se exteriorizando através da nossa percepção, nos
equilibre o emocional, mantendo-nos vigilantes e trabalhando no desenvolvimento
do Bem e da paz.
Quem procura observar o “lado
bom” dos acontecimentos, o “melhor e mais nobre das pessoas” e a “verdadeira
utilidade” das coisas materiais, está conquistando preciosos tesouros da
Visão. Porque também já nos achamos perdidos na ignorância e hoje por acréscimo
da misericórdia Divina, já podemos desfrutar de algumas bênçãos de luz,
precisamos estender o serviço do socorro a tantos quanto nos seguem na
retaguarda.
As paixões perturbadoras dos valores mundanos têm nos prendido, nas
trevas do egoísmo e do ódio, levando-nos ao gelo da indiferença e o
enrijecimento do coração para as virtudes espirituais, acelerando em nós o fogo
da incompreensão, do desvario, do desregramento ou da intemperança.
Urge desenvolver as virtudes sublimes do Espírito que todos
trazemos no íntimo do Ser, e
conseguiremos descobrir os horizontes da nossa gloriosa imortalidade. Quando
encontrarmos um irmão caído na estrada, façamos o possível para que também ele
possa despertar para as alegrias da vida, mas não esqueçamos que para isso,
será indispensável estender-lhe fraternalmente as nossas mãos. Muitos olham
apreciando alguém ou alguma coisa na vida comum, entretanto, raros sabem realmente
ver como convém.
Busquemos seguir os princípios morais do Vidente Divino que
soube compreender as fragilidades humanas, com respeito, amor e perdão, convictos
de que assim agindo, com absoluta certeza, começaremos, desde agora, a penetrar
na intimidade sublime de nossa própria iluminação.
Bibliografia:
1 - Mateus,
6:22.
Francisco Rebouças
