Solidarity Spiritist Societ

sábado, 28 de junho de 2014

GLORIFIQUEMOS

       Quando o vaso se retirou da cerâmica, dizia sem palavras:
  Bendito seja o fogo que me proporcionou a solidez.
Quando o arado se ausentou da forja, afirmava em silêncio:
— Bendito seja o malho que me deu forma.
Quando a madeira aprimorada passou a brilhar no palácio, exclamava, sem voz:
— Bendita seja a lâmina que me cortou cruel­mente, preparando-me a beleza.
Quando a seda luziu, formosa, no templo, asse­verava no íntimo:
       — Bendita seja a feia lagarta que me deu vida.
       Quando a flor se entreabriu, veludosa e subli­me, agradeceu, apressada:
— Bendita a terra escura que me encheu de perfume.
Quando o enfermo recuperou a saúde, gritou, feliz:
— Bendita seja a dor que me trouxe a lição do equilíbrio.
Tudo é belo, tudo é grande, tudo é santo na casa de Deus.
Agradeçamos a tempestade que renova, a luta que aperfeiçoa, o sofrimento que  ilumina.
A alvorada é maravilha do céu que vem após a noite na Terra.

      Que em todas as nossas dificuldades e sombras seja nosso Pai glorificado para sempre. 
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças