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domingo, 6 de abril de 2014

Estudando o Espiritismo - C.I.



O Céu e o Inferno5. Há uma doutrina que se defende da pecha de materialista porque admite a existência de um princípio inteligente fora da matéria: é a da absorção no Todo Universal.

 Segundo esta doutrina, cada indivíduo assimila ao nascer uma parcela desse princípio, que constitui sua alma, e dá-lhe vida, inteligência e sentimento.

 Pela morte, esta alma volta ao foco comum e perde-se no infinito, qual gota d'água no oceano.

 Incontestavelmente esta doutrina é um passo adiantado sobre o puro materialismo, visto como admite alguma coisa, quando este nada admite. As consequências, porém, são exatamente as mesmas.

 Ser o homem imerso em o nada ou no reservatório comum, é para ele a mesma coisa; aniquilado ou perdendo a sua individualidade, é como se não existisse; as relações sociais nem por isso deixam de romper-se, e para sempre.

O que lhe é essencial é a conservação do seu eu; sem este, que lhe importa ou não subsistir?

 O futuro afigura-se-lhe sempre nulo, e a vida presente é a única coisa que o interessa e preocupa.

 Sob o ponto de vista das consequências morais, esta doutrina é, pois, tão insensata, tão desesperadora, tão subversiva como o materialismo propriamente dito.




Fonte: O Céu e o Inferno - Cap. I

Francisco Rebouças