A igreja
cristã dos primeiros séculos não estagnava as ideias redentoras do Cristo em
prataria e resplendores do culto externo.
Era viva,
cheia de apelos e respostas.
Semelhante
a ela, o Espiritismo evangélico abre hoje as suas portas benfeitoras a quem
sofre e procura caminho salvador.
É curioso
notar que o trabalho enorme dos espiritistas de agora, no socorro às obsessões
complexas e dolorosas, era da intimidade dos apóstolos. Eles doutrinavam os
espíritos perturbados, renovando pelo exemplo e pelo ensino, não só os desencarnados
sofredores, mas também os médiuns enfermos que lhes padeciam as influências.
Desde as
primeiras horas de tarefa doutrinária sabe a alma do Cristianismo que seres
invisíveis, menos equilibrados, vagueiam no mundo, produzindo chagas psíquicas
naqueles que lhes recebem a atuação, e não desconhece as exigências do
trabalho de conversão e elevação que lhe cabe realizar; os dogmas religiosos,
porém, impediram-lhe o serviço eficiente, há muitos séculos.
Em plena
atualidade, todavia, ressurgem os quadros primitivos da Boa Nova.
Entidades espirituais ignorantes e
infortunadas adquirem nova luz e roteiro novo, nas casas de amor que o
Espiritismo cristão institui, vencendo preconceitos e percalços de vulto.
O tratamento de obsessões, portanto, não é trabalho
excêntrico, em nossos círculos de fé renovadora. Constitui simplesmente a
continuidade do esforço de salvação aos transviados de todos os matizes,
começado nas luminosas mãos de Jesus.
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças