Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 6 de março de 2014

TRATAMENTO DE OBSESSÕES

       “E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais todos eram curados.” — (ÁTOS, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 16.) 

A igreja cristã dos primeiros séculos não es­tagnava as ideias redentoras do Cristo em prataria e resplendores do culto externo.

Era viva, cheia de apelos e respostas.

Semelhante a ela, o Espiritismo evangélico abre hoje as suas portas benfeitoras a quem sofre e procura caminho salvador.

É curioso notar que o trabalho enorme dos es­piritistas de agora, no socorro às obsessões comple­xas e dolorosas, era da intimidade dos apóstolos. Eles doutrinavam os espíritos perturbados, renovando pelo exemplo e pelo ensino, não só os desencarnados sofredores, mas também os médiuns enfermos que lhes padeciam as influências.

Desde as primeiras horas de tarefa doutrinária sabe a alma do Cristianismo que seres invisíveis, menos equilibrados, vagueiam no mundo, produzindo chagas psíquicas naqueles que lhes recebem a atua­ção, e não desconhece as exigências do trabalho de conversão e elevação que lhe cabe realizar; os dog­mas religiosos, porém, impediram-lhe o serviço efi­ciente, há muitos séculos.

Em plena atualidade, todavia, ressurgem os qua­dros primitivos da Boa Nova.

Entidades espirituais ignorantes e infortunadas adquirem nova luz e roteiro novo, nas casas de amor que o Espiritismo cristão institui, vencendo precon­ceitos e percalços de vulto.

       O tratamento de obsessões, portanto, não é trabalho excêntrico, em nossos círculos de fé renovadora. Constitui simplesmente a continuidade do esforço de salvação aos transviados de todos os matizes, começado nas luminosas mãos de Jesus.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças