O insulamento de um povo é comumente a origem de grandes calamidades.
A evolução não admite intervalos e a
coletividade relegada aos seus próprios caprichos costuma atrasar o relógio do
progresso, acabando surpreendida por aflitivos desastres.
Fomos criados para o crescimento do
Espírito.
Somos a Família Universal.
Irmãos identificados pelos mesmos
princípios, nossas lutas e alegrias, dificuldades e esperanças são quase sempre
as mesmas em todos os climas da Terra.
Por isso mesmo, não nos esqueceremos da
solidariedade sem deploráveis prejuízos.
Quem não aprende com os outros, sofre
longo estágio no cipoal da ignorância.
Quem não auxilia aos outros
cristaliza-se no egoísmo.
Quem não se comunga com os outros viaja
sozinho.
A propósito, recordamos que Moisés no
início do Testamento colocou na boca paternal de Jeová, a frase que
atravessaria os milênios: - “não é bom que o homem esteja só”.
Abandonada a si própria, a criatura
inteligente acabaria esmagada pela complexidade da vida, mas ligada a todos,
pelos laços do trabalho e do amor, encontra o próprio equilíbrio, satisfazendo
aos imperativos do crescimento e da elevação, entrando na posse definitiva dos
tesouros que a Vida Abundante lhe reserva.
Permutando experiências e ensinamentos,
melhoramos as nossas realizações, porque se nossos objetivos são inalteráveis,
as condições e os problemas são diferentes.
A comunhão fraternal é o nosso caminho
inevitável toda vez que desejamos a exaltação do bem com todos em favor de
todos.
Eis porque desejando para nós todos a
Luz Divina, no serviço de aproximação mútua que a Bondade do Senhor nos permite
efetuar, aquecemos o coração no calor da boa vontade, aprendendo uns com os
outros, sob o patrocínio do Divino Mestre, para elevar o nível da vida onde
estivermos, compreendendo que Doutrina Espírita é sempre fraternidade em ação.
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Francisco Rebouças