Ei-las que nos procuram diariamente,
chamando-nos através de situações e pessoas para que nos manifestemos na
edificação do bem aos outros que resultará sempre em parcelas de felicidade em
nosso favor.
Vigia-lhes a presença, a fim de
aproveitá-las tanto quanto puderes.
O espírito da caridade nos pede semelhante
atitude considerando-nos a tranqüilidade própria.
Observa e verificaremos que os convites
dessa natureza repontam incessantemente do caminho, embora nem sempre
consigamos percebê-los.
É o irmão irritadiço que nos dirige
determinada frase imprudente e infeliz, em momentos difíceis do trânsito,
claramente aguardando a nossa doação de tolerância.
É o amigo em desvalimento, muitas vezes,
abatido ou desesperado, esperando-nos a palavra tranqüilizante ungida da
simpatia e da solidariedade de que necessita, a fim de levantar-se, em
espírito.
É o familiar atribulado por obstáculos
diversos de quem nos cabe aproximar com o socorro que se nos faça possível.
É a página balsamizante, fácil de estender
aos companheiros de experiência, vítimas de reveses ou daquele propósito de
rebeldia ou vingança.
É a conversação amena e reconfortante, em
casa ou na rua, com a qual inconscientemente afastamos alguém da queda no
suicídio.
É o auxílio discreto ao amigo de
sentimento anuviado por empecilhos vários a que a carência de recursos bastas
vezes conhecidas por nós, no Plano Físico, sugere-nos a entregar-lhe com
bondade o apoio que esse mesmo companheiro em penúria não nos pediu.
Há sempre alguém naufragando no ar das
dificuldades humanas.
Alonga o próprio olhar e identificarás as
oportunidades de servir que se destacam à mostra.
Não esperes que o próximo te solicite
cooperação. Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando
valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.
Oportunidades, aflições, lutas e
provas!...
O tempo faz o desfile delas para que as
reconheçamos.
Ergue-te, cada dia, faze o melhor ao teu alcance, trabalha e serve.
Hoje alguém nos deixa ver as tribulações
que se lhe fazem precisas ao aprimoramento espiritual, de modo a que lhe
possamos doar por nós mesmos algo de útil.
Amanhã, porém, é possível seja para nós o
dia da necessidade de receber.
Não te pese entregar a quem sofre a migalha do
auxílio, da qual possas dispor, de vez que a beneficência, perante a Bondade
Eterna, é simples dever nosso, na jornada do bem para a união de todas as
criaturas, na abastança sem fim.
Livro: Paciência
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças