Na
abastança ou na carência, na direção ou na subalternidade, não menosprezes agir
e servir, porque o trabalho, nas concessões do espaço e do tempo, é o talento
comum a todos, pelo uso do qual o espírito se engrandece, no rumo das Esferas
Superiores a que se destina.
Por
ele, as forças mais simples da natureza se movimentam na senda evolutiva,
escalando os degraus do progresso para a subida aos cimos da experiência.
Com
ele, o verme se agita e fecunda o seio da terra.
Através
dele, esforça-se a semente e transforma-se na planta útil, a erigir-se em
abençoada garantia do pão.
Aproveitando-o,
a abelha se faz operária laboriosa, fabricando a excelência do mel.
Atendendo-lhe
a inspiração, o manancial se desloca e, crescendo em possibilidades sempre mais
vastas, converte-se no grande rio que apóia a civilização em torno do próprio
sulco.
Tudo
na paisagem que nos cerca é a exaltação desse talento realmente divino.
É
por isso que dinheiro e saúde, cultura e inteligência, tanto quanto os números
recursos que rodeiam o homem na Terra, subordinam-se ao trabalho, a fim de se
agigantarem na produção e na multiplicação dos benefícios que lhes dizem
respeito.
Não te deixes vencer pelas considerações negativas da tristeza, da revolta, do pessimismo ou da indisciplina, que estão sempre condicionando a ação que lhes é própria à exigência de remuneração.
Responde
ao Senhor que te serve por intermédio do trabalho incessante da natureza com o
trabalho infatigável de teu pensamento e de teus braços, de teu cérebro e de
teu coração, para que te eleves à comunhão com o Amor Infinito.
Sem
trabalho, a fé se resume à adoração sem proveito, a esperança não passa de flor
incapaz de frutescência e a própria caridade se circunscreve a um jogo de palavras brilhantes,
em torno do qual, os nus e os famintos, os necessitados e os
enfermos costumam parecer, pronunciando maldições.
Trabalhe e vive.
Não
admitas que a fortuna do tempo, emprestada a todos pela Bondade de Deus
se dissipe em tuas mãos congelada no ideal inoperante.
Realmente, muitos desastres nos perseguem o caminho das experiências necessárias, em forma de falhas e fraquezas de nossas almas, à frente das Leis de Deus, mas de todos eles, o maior de todos é a preguiça, porque a preguiça é a protetora da ignorância e da penúria e, através da penúria e da ignorância, poderemos descer aos mais estranhos desequilíbrios do mal.
Realmente, muitos desastres nos perseguem o caminho das experiências necessárias, em forma de falhas e fraquezas de nossas almas, à frente das Leis de Deus, mas de todos eles, o maior de todos é a preguiça, porque a preguiça é a protetora da ignorância e da penúria e, através da penúria e da ignorância, poderemos descer aos mais estranhos desequilíbrios do mal.
Livro:
Dinheiro
Chico
Xavier/EmmanuelFrancisco Rebouças