“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as
pratica, assemelha-lo-ie ao homem que edificou a sua casa sobre a rocha” Jesus
– (Mateus, 7:24)
Por mais pobres, que nos
julguemos ser, se bem refletirmos, veremos que sempre possuímos algo para ofertar
ao nosso semelhante, seja com dinheiro no alívio da penúria e da fome, seja em
forma de instrução que esclareça a ignorância, facilitando uma melhor
compreensão da vida, ou até mesmo com o remédio que amenize a dor e afaste a
doença etc., dispomos dessas e de outras incontáveis formas de ser úteis ao nosso
semelhante.
Existe, porém algo muito
precioso que todos podemos partilhar indistintamente, com absoluta certeza da
utilidade para quem recebe e sem a mínima perda para quem partilha, trata-se da
bênção da CORAGEM.
Uma palavra encorajadora
pode muito em seu conteúdo vibratório, para aqueles que se deixaram cair
nas armadilhas traiçoeiras do mal, e que através de uma palavra ou de uma frase
de compreensão ditas de forma carinhosa, reencontrarem o caminho do bem; para
aqueles que desertaram de tarefas enobrecedoras que realizavam, causando graves
prejuízos para a comunidade necessitada, unicamente por lhes haver faltado a
palavra encorajadora de alguém; para aqueles outros tantos, que tombam diariamente na
frustração ou na decepção com a enfermidade, por que não ouviram outra coisa
senão pessimismo e inconformação nas palavras daqueles com os quais convivem...
Se não possuímos recursos
materiais para combater o infortúnio e a miséria, lancemos mão da fé viva, da
esperança, da compreensão e do otimismo, para que nossa palavra se transforme
em luz, capaz de reacender a confiança de tantos companheiros de caminhada
evolutiva ao nosso lado, que trazem no peito o coração, a feição de lâmpada
morta.
“É interessante verificar que o Mestre destaca, entre todos os discípulos,
aquele que lhe ouve os ensinamentos e os pratica. Daí se conclui que os homens
de fé não são aqueles apenas palavrosos e entusiastas, mas os que são
portadores igualmente da atenção e da boa-vontade, perante as lições de Jesus,
examinando-lhes o conteúdo espiritual para o trabalho de aplicação no esforço
diário”. ¹
Não retardemos o momento
de encorajar os irmãos do caminho vitimados pelo desânimo e pela desesperação no
serviço do bem, façamos o que nos for possível ainda hoje, oferecendo nossa colaboração
sincera e positiva no trabalho de soerguimento, falando da imortalidade da
Alma, do tesouro inexaurível do tempo e dos recursos ilimitados do Pai
construtor do Universo.
Levemos até eles o
esclarecimento que necessitam, para entenderem que são portadores de recursos e
energias infinitas e lhes auxiliemos a descobrir a divina herança de vida
eterna que lhes palpita no imo do espírito, destinado a felicidade e a pureza
espiritual, ainda mesmo quando exposto às piores experiências na vida terrena. Usemos
da palavra como fator de esclarecimento e consolação, como uma chama acesa que
aqueça, e como um bálsamo que restaure a confiança e o ânimo do nosso irmão.
Toda vez que nos disponhamos
a sair para o labor da caridade, não olvidemos o benefício que a coragem pode
proporcionar, a nós e a quem nos propomos auxiliar, empenhemo-nos em passar
coragem e disposição aos caídos de ânimo, e veremos o que acontecerá de bom ao nosso
redor, assim, ajudemos aos companheiros de qualquer condição ou de qualquer procedência,
a sentir-se positivamente nosso irmão, tão necessitado quanto nós mesmos de paciência
e de BOM ÂNIMO.
Fontes:
1) Livro Pão Nosso – FEB -
Chico Xavier/Emmanuel – Cap.9
Francisco Rebouças