Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Endereço exato

 
Anseias avidamente pelo socorro de Deus.

A oração te fortalece na procura.

A pregação de vozes iluminadas te orienta para o caminho.

Os Mensageiros do Senhor, no entanto, atendem a todos nas Áreas da Caridade.

Auxiliando a outros, obterás igualmente auxílio.

É por esta razão que no Serviço ao Próximo encontrarás sempre o endereço exato do Socorro Mais Urgente de Deus.
 
Livro de Respostas
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

AMA E ESPERA

Cruz e Souza

Emudece o teu pranto. Cala o grito
De revolta na dor que te encarcera,
Por mais negra, mais rude, mais sincera,
A mágoa estranha de teu peito aflito.

Em toda a Terra há lagrimas e conflito,
Ruínas do mundo que se desespera...
Ama e sofre, trabalha e persevera
Na esperança de paz e de infinito.

Peregrino do campo atormentado,
Rompe os elos e as trevas do passado,
Fita a luz do porvir resplandecente.

Muito além do terrível sorvedouro,
Nas estradas liriais de acanto e louro,
O sol do amor refulge eternamente.
Psicografia em Reunião Publica Data – 4-9-1946
Local – Centro Espírita de Lavras, na cidade de Lavras, Minas

Livro: Através do Tempo
Chico Xavier/Espíritos Diversos


Francisco Rebouças

Ultrapassamos a marca das 123.000 visitas!!

Excelente!!!
Caros amigos, é maravilhoso constatar que vencemos a barreira das 123.000 visitas  ao nosso Blog Espírita. Não podemos esquecer que a instalação do contador em nosso blog, se deu em 31/10/2009.

Estamos felizes, recompensados!
 
Assim sendo, renovamos  o convite para que sigamos firmes no trabalho de divulgação dessa nobre doutrina que nos traz luz e paz, mantendo a mesma fidelidade ao compromisso assumido quando da criação deste Blog Espírita, de realizá-lo alicerçado pela codificação do espiritismo, sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Com as bênçãos de Deus nosso Pai e Criador, e a orientação segura dos Espíritos amigos, continuemos levando adiante com equilíbrio e lucidez esta nossa disposição de seguir o Mestre através de Kardec.

Esperamos merecer a confiança, a companhia e a participação de vocês amigos queridos, que são sem dúvida alguma, o nosso maior patrimônio e o combustível a nos motivar ao trabalho com alegria e com a segurança de quem caminha em boas companhias.

Que o Mestre de Nazaré, guia e modelo de toda a humanidade nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!
 
Nosso muito obrigado de coração!!!

Paz seja com todos!
 
Francisco Rebouças

XIII - BELO HORIZONTE


XIII – Belo Horizonte 

Paz na Luta

Deus nos conceda paz espiritual ao lado de nossos companheiros de lutas.

Não nos sintamos esquecidos pelos amigos da espiritualidade, porquanto estão sempre ao nosso lado, cooperando com todos os recursos para que não nos faltem a tranquilidade e a saúde. 

Complicações Orgânicas

Em quaisquer complicações orgânicas, não entreguemos o espírito às complicações, buscando reagir contra elas.

Esses estados são sempre negativos e não atraem as influencias mais nobres do plano espiritual. Conservemo-nos tranquilos, acima de tudo.

Continuemos pacientes e corajosos na luta e Deus nos ajudará e nos abençoará.

Livro: Livro: Aceitação e Vida
Chico Xavier/Espírito Margarida

Francisco Rebouças

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O Maior Mandamento


"Ama a Deus, com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todo o teu entendimento!- eis o maior mandamento", proclamou o Senhor. Entretanto, perguntarás, como amarei a Deus que se encontra longe de mim?
Cala, porém, as tuas indagações e recorda que, se os pais e as mães do mundo vibram na experiência dos filhos, se o artista está invisível em suas obras, também Deus permanece em suas criaturas.
Lembra que, se deves esperar por Deus onde te encontras, Deus igualmente espera por ti em todos os ângulos do caminho.
Ele é o Todo em que nos movemos e existimos.
Escuta a Lei Sublime do Bem e vê-Lo-ás sofrendo no irmão enfermo, esperando por tuas mãos; necessitado, no coração ignorante que te pede um raio de luz; aflito, na criancinha sem lar que te estende os braços súplices, rogando abrigo e consolação; ansioso, no companheiro agonizante que te implora a bênção de uma prece que o acalente para a viagem enorme; inquieto, no coração das mães que te pedem proteção para os filhinhos infelizes e expectante, nas páginas vivas da Natureza, aguardando a tua piedade para as árvores despejadas, para as fontes poluídas, para as aves sem ninho ou para os animais desamparados e doentes.
Amemos ao próximo com toda a alma e com todo o coração e estaremos amando ao Senhor com as forças mais nobres de nossa vida.
Compreende e auxilia sempre...
Serve e passa...
Quem se faz útil, auxilia a construção do Reino Divino na Terra e quem realmente ama a Deus, sacrifica-se pelo próximo, fazendo a vida aperfeiçoar-se e brilhar.
Livro: Alma e Luz
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças
 

UMA PERGUNTA SIMPLES


O discípulo, solicitava ao orientador algo falasse, acerca da vontade e o amigo esclareceu, sorrindo:

-Não precisamos de longas digressões. Basta lhe diga que, há dias, fui chamado com urgência para cooperar na extinção de um incêndio que ameaçava muitas vidas.

Atingimos o lugar que inspirava compaixão.

As chamas devoravam grande construção.

Turmas socorristas do Plano Espiritual se uniu aos bombeiros presentes e todos os moradores foram colocados fora de perigo.

Restava o prédio.

Paredes ruíam e as estruturas de madeira alimentavam o fogo implacável.

Vimos a destruição de preciosas peças de arte.

Cortinas e tapetes raros desapareciam aos nossos olhos.

Pertences de valor se convertiam em cinza.

O telhado desabou para consumir-se num lago de labaredas.

Entretanto, os homens de serviço ali congregados eram dos mais componentes. Todo um sistema de socorro jazia ali aparelhado, pronto a funcionar. Mangueiras enormes foram inteligentemente assestadas contra o fogaréu. Mas no instante da ação, faltava água.

Claro seja desnecessário dizer que o prédio foi destruído.

Em seguida, o mentor rematou:

-Aí está o símbolo da vontade.

Temos milhares de irmãos equipados com todos os recursos culturais para se defenderem da delinquência, do desequilíbrio, da irritação e do desânimo...

E, sorrindo, terminou a lição com Uma pergunta simples:

-Mas se não usam a própria vontade, o que se há de fazer?

O trabalho esquecido é uma força que se voltará contra nós.

Aprendamos a compreender para ser compreendidos

Livro: Agora é o Tempo
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Evento Espírita em Winterthur - Suíça

Quem é Valdemir Hass?
  • Valdemir Hass (45 anos, nacionalidade brasileira e alemã), vive em Zurique há 4 ½ anos tendo vivido na Alemanha e Brasil. Formado em Informática e Administração de Empresas e com Mestrado em Gestão de Negócios Internacionais, trabalhando nesta área.
  • Ele é espírita ha mais de 28 anos, profere palestras espíritas em alemão e traduz palestras de palestrantes brasileiros para o alemão. NA Suíça é Vice-Presidente da Sociedade Espírita Suíça “Allan Kardec” (Zurique), com atividades no idioma alemão e trabalhador da Sociedade Espírita Maria de Magdala (Zurique), como responsável pelas atividades em alemão e área administrativa, ambas em Zurique.

CEEAK - Industriestrasse 8, 8404 Winterthur - Suíça
http://www.port.ceeak.ch/index.html

Francisco Rebouças

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

OLHOS

       “Eles têm os olhos cheios de adultério.” — (2ª EPÍSTOLA A PEDRO, CAPÍTULO 2, VERSÍCULO 14.)

“Olhos cheios de adultério” constituem rebelde enfermidade em nossas lutas evolutivas.

Raros homens se utilizam dos olhos por lâm­padas abençoadas e poucos os empregam como ins­trumentos vivos de trabalho santificante na vigília necessária.

A maioria das criaturas trata de aproveitá-los, à frente de quaisquer paisagens, na identificação do que possuem de pior.

Homens comuns, habitualmente, pousam os olhos em determinada situação apenas para fixarem os ân­gulos mais apreciáveis aos interesses inferiores que lhes dizem respeito. Se atravessam um campo, não lhe anotam a função benemérita nos quadros da vida coletiva e sim a possibilidade de lucros pessoais e imediatos que lhes possa oferecer. Se enxergam a irmã afetuosa de jornada humana, que segue não longe deles, premeditam, quase sempre, a organiza­ção de laços menos dignos. Se encontram compa­nheiros nos lugares em que atendem a objetivos inferiores, não os reconhecem como possíveis porta­dores de ideias elevadas, porém como concorrentes aos seus propósitos menos felizes.

Ouçamos o brado de alarme de Simão Pedro, esquecendo o hábito de analisar com o mal.

Olhos otimistas saberão extrair motivos sublimes de ensinamento, nas mais diversas situações do ca­minho em que prosseguem.
       Ninguém invoque a necessidade de vigilância para justificar as manifestações de malícia. O homem cristianizado e prudente sabe contemplar os proble­mas de si mesmo, contudo, nunca enxerga o mal onde o mal ainda não existe.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

FUGAS E REALIDADE


Graças ao processo da individualização do ser, superando as etapas primárias, na fase animal, o pre­domínio do ego desempenhou papel de primordial im­portância, trabalhando-o para vencer o meio hostil e os demais espécimes, usando a inteligência e o raciocínio como forças que o tornavam superior, deixando os re­manescentes da falsa condição de dominador do meio ambiente e de tudo quanto o cerca.

Como consequência, passou a acreditar que tam­bém poderia dominar o corpo, estabelecendo suas me­tas sem lembrar-se da transitoriedade e da fragilidade da maquinaria orgânica.

Impossibilitado de governá-lo, quanto gostaria, já que o organismo tem as suas próprias leis, que inde­pendem da consciência, como a respiração, a circula­ção, a digestão, a assimilação e outras, esses fenôme­nos ferem-lhe o egotismo e levam-no, não raro, a esta­dos depressivos perturbadores.

A mente, encarregada de proceder ao comando, experimenta então um choque com os equipamentos que direciona, em razão de ser metafísica, enquanto esses são de estrutura física, portanto, ponderáveis.

Ante a impossibilidade de exercer o seu predomí­nio total sobre o corpo, o ego estabelece mecanismos patológicos inconscientes de depressão, desejando ex­tinguir aquilo que o impede de governar soberano. Tra­ta-se de uma forma de autopunição, porqüanto, dessa maneira, se realiza interiormente. Como, porém, a men­te não depende do corpo, quando esse sobrevive à pa­tologia autodestrutiva, o ego esmaece e abrem-se pers­pectivas de ampliação dos sentimentos, como altruís­mo, fraternidade, interesse pelos demais.

O egoísmo é invejoso, porque aspirando tudo para si, lamenta o prejuízo de não conseguir quanto gostaria de deter, e por isso, inveja o corpo que não se lhe subme­te, preferindo matá-lo, na insânia em que se debate.

Lutar pela sobrevivência é tarefa específica da men­te, entre outras, com objetivo essencial de tudo empe­nhar por consegui-lo. Por isso, logra superar as injun­ções egotistas e ampliar o sentido e o significado da vida.
       O ser humano está fadado à glória solar, acima das vicissitudes, às quais se encontra submetido momenta­neamente, como resultado do seu processo evolutivo, que o domina em couraças, de que se libertará, a pouco e pouco, utilizando-se dos recursos bioenergéticos e outros que as modernas ciências da alma lhe colocam ao alcance, ajudando-o no crescimento interior e na con­quista do super-ego.
 
Livro: Amor, Imbatível Amor
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

NA SENDA EVOLUTIVA

Quantos milênios gastou a Natureza Divina para realizar a formação da máquina física em que a mente humana se exprime na Terra?
O corpo é para o homem santuário real de manifestação, obra-prima do trabalho seletivo de todos os reinos em que a vida planetária se subdivide.
Quanto tempo despenderá, desse modo, a Sabedoria Celeste na estruturação do organismo da alma?
Da sensação à irritabilidade, da irritabilidade ao instinto, do instinto à inteligência e da inteligência ao discernimento, século e séculos correram incessantes.
A evolução é fruto do tempo infinito.
A morte da forma somática não modifica, de imediato, o Espírito que lhe usufrui a colaboração.
Berço é túmulo são simples marcos de uma condição para outra.
Assim é que, para as consciências primárias, a desencarnação é como se fora a entrada em certo período de hibernação. Aves sem asas, não se elevam à altura. Aguardam o momento de novo regresso ao ninho carnal para a obtenção de recursos que as habilitem para os grandes vôos. Crisálidas espirituais, imobilizam-se na feição exterior com que se apresentam, mas no íntimo conservam as imagens de todas as experiências que armazenaram nos recessos do ser, revivendo-as em forma de pesadelos e sonhos, imprimindo na mente as necessidades de educação ou reparação, com que devem comparecer no cenário da carne, em momento oportuno.
Para semelhantes inteligências, a morte é como que a parada compulsória, por algum tempo, diante de mais altos degraus da escada evolutiva que ainda não se acham aptas a transpor. Sem os instrumentos de exteriorização, que lhes cabe desenvolver e consolidar, essas mentes, quando desencarnadas, sofrem consideráveis alterações da memória.
 
Quase sempre, demoram-se nos acontecimentos que viveram e, de alguma sorte, perdem, temporariamente, a noção do tempo. Cristalizam-se, dessa maneira, em paixões e realizações do passado que lhes é próprio, para renascerem, na arena da luta material, com as características do quadro moral em que se coloram, desintegrando erros e corrigindo falhas, edificando, pouco a pouco, as qualidades sublimes com que se transportarão às Esferas Mais Altas.
Em razão disso, os Espíritos delinqüentes ressurgem nas correntes da vida física, reproduzindo no patrimônio congenial as deficiências que adquiriram à face da Lei.
O malfeitor conservará consigo longo remorso por haver desequilibrado o curso do bem, impondo lamentável retardamento ao avanço espiritual que lhe diz respeito e, com essa perturbação, represará na própria alma grande número de imagens que, na zona mental dele mesmo, se digladiarão mutuamente, inibindo, por tempo indeterminável, o acesso de elementos renovadores ao campo do próprio “eu”.

Purificado o vaso íntimo do sentimento, renascerá na paisagem das formas, com o defeito adquirido através do longo convívio com o desespero, com o arrependimento ou com a desilusão, reajustando o corpo perispirítico, por intermédio de laborioso esforço regenerativo na esfera carnal.

Os aleijões de nascença e as moléstias indefiníveis constituem transitórios resultados dos prejuízos que, individualmente, causamos à corrente harmoniosa da evolução. De átomo a átomo, organizam-se os corpos astronômicos dos mundos e de pequenina experiência em pequenina experiência, infinitamente repetidas, alargasse-nos o poder da mente e sublimam-se-nos as manifestações da alma que,no escoar das eras imensuráveis, cresce no conhecimento e aprimora-se na virtude, estruturando, pacientemente, no seio do espaço e do tempo, o veículo glorioso com que escalaremos, um dia, os impérios deslumbrantes da Beleza Imortal.

Livro: Roteiro
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

VOLUNTARIADO SEM FRONTEIRAS – DA MATÉRIA À ESPIRITUALIDADE
voluntariado
No mês do XI aniversário do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, esta sexta-feira dia 31 de Janeiro de 2014, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema VOLUNTARIADO SEM FRONTEIRAS – DA MATÉRIA À ESPIRITUALIDADE com Dr. Joaquim Sequeira, médico, pediatra, um dos fundadores da Organização Não Governamental (ONG) “Médicos do Mundo”.

Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas.
 
 
 
Francisco Rebouças

Para encontrar o bem e assimilar-lhe a luz, não basta adimitír-lhe a existência. É indispensável buscá-lo com perseverança e fervor.
Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas para que a lâmpada nos ilumine o aposento recorremos a fios Condutores que lhe transportem a força, desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa.
A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro; contudo, para que a imagem se fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe.
A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro, com absoluta fidelidade; todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações.
Não podemos, desse modo, plasmar realização alguma sem atitude positiva de confiança.
Entretanto, como exprimir a fé? — indaga-se muitas vezes.
A fé não encontra definição no vocabulário vulgar.
É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas. Mostra-se no cristal fraturado que se recompõe, humilde, e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às
leis de renovação que abarcam a Natureza.
Todas as operações da existência se desenvolvem, de algum modo, sob a energia da fé.
Confia o campo no vigor da primavera e cobre-se de flores.
Fia-se o rio na realidade da fonte, e dela não prescinde para a sua caudal larga e profunda.
A simples refeição é, para o homem, espontâneo ato de fé. Alimentando-se, confia ele nas vísceras abdominais que não vê.
Todo o êxito da experiência social resulta da fé que a comunidade empenhe no respeito às determinações de ordem legal que lhe regem a vida.
Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é-nos possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução.
Para isso, seja qual for a nossa interpretação religiosa da ideia de Deus, é imprescindível acentuar em nós a confiança no bem para refletir-lhe a grandeza.
Recordemos a lente e o Sol. O astro do dia distribui equitativamente os recursos de que dispõe. Convergindo-lhe porém, os raios com a lente comum, dele auferimos poder mais amplo.
O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, decerto com mais eficiência lhe retrataremos a glória.
Busquemo-lo, pois, infatigavelmente, sem nos determos no mal.
O tronco podado oferece frutos iguais àqueles que produzia antes do golpe que o mutilou.
A fonte alcança o rio, desfazendo no próprio seio a lama que lhe atiram.
Sustentemos o coração nas águas vivas do bem inexaurível.
Procuremos a boa parte das criaturas, das coisas e dos sucessos que nos cruzem a lide cotidiana. Teremos, assim, o espelho de nossa mente voltado para o bem, incorporando-lhe os tesouros eternos, e a felicidade que nasce da fé, generosa e operante, libertar-nos-á dos grilhões de todo o mal, de vez que o bem, constante e puro, terá encontrado em nós seguro refletor.

 
 Livro: Pensamento e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

A PORTA ESTREITA


Aceitemos a dificuldade por mestra amorável, se esperamos que a vida nos entregue os Seus tesouros.

Sem a porta estreita do obstáculo não conseguiríamos medir a nossa capacidade de trabalho ou ajuizar quanto à nossa fé.

As lições do próprio suor são as mais preciosas.

Os ensinamentos hauridos na própria renúncia são aqueles que se nos estampam na alma, no campo evolutivo.

Ouvimos mil conselhos edificantes e sorrimos, ante o fracasso iminente.

Basta, porém, por vezes, uma pequena dor para que se nos consolide a cautela à frente do perigo.

Com discernimento louvável improvisamos prodigiosos facilitários de felicidade para os outros, indicando-lhes o melhor caminho para a vitória no bem ou para a comunhão com Deus, entretanto, à primeira alfinetada do caminho sobre nossas esperanças mais caras, habitualmente, nos desmandamos à distância do equilíbrio justo, espalhando golpes e lágrimas, exigências e sombras.

Saibamos, no entanto, respeitar na “porta estreita” que o mundo nos impõe o socorro da Vida Maior, a fim de que possamos reconsiderar a própria marcha.

Por vezes, ela é a enfermidade que nos auxilia a preservar as vantagens da saúde, em muitas fases de nossa luta é a incompreensão alheia, que nos compele ao reajuste necessário; em muitos passos da senda é a prova que nos segrega no isolamento, impelindo-nos a seguir pela escada miraculosa da prece, da Terra para os Céus...
 
Por vezes o abandono de afeições muito amadas a impulsionar-nos para os braços de Cristo em variadas circunstâncias, é o desencanto ante a enganosa satisfação de nossos desejos na experiência física, inspirando-nos ideais mais altos e, em alguns casos, é a visitação da morte que nos abriga a refletir na imortalidade triunfante...

Por onde fores, cada dia, agradece a dificuldade que nos melhore e nos eleve à grande renovação.

Jesus não escolheu a larga avenida do menor esforço.

Da Manjedoura ao Calvário, movimentou-se entre os obstáculos que se transfiguraram para Ele em degraus para a volta ao Pai Celestial e, aceitando na cruz, a sua maior mensagem de amor à Humanidade de todos os séculos, legou-nos, com exemplo vivo, a porta estreita do sacrifício como sendo o nosso mais belo caminho de paz e libertação.
 
Livro: Abrigo
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças
 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Não seja assim.


PROCURE anular a parte inferior, para desenvolver a parte superior de seu ser.
Os antigos chamavam "centauros" àquele misto de homens na parte superior e cavalos na parte inferior do corpo.
Não seja assim.
Procure tornar-se totalmente homem, vencendo e dominando a parte inferior e animal de seu ser, para que apareça e sobressaia, apenas, a parte superior, inteligente e nobre.
 
 
Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
 
Francisco Rebouças

"O Consolador"

245 – Se é justo esperarmos, no decurso do nosso roteiro de provações na Terra, por determinadas dores, devemos sempre cultivar a prece?


– A lei das provas é uma das maiores instituições universais para a distribuição dos benefícios divinos.
Precisais compreender isso, aceitando todas as dores com nobreza de sentimento.
A prece não poderá afastar os dissabores e as lições proveitosas da amargura, constantes do mapa de serviços que cada Espírito deve prestar na sua tarefa terrena, mas deve ser cultivada no íntimo como a luz que se acende para o caminho tenebroso, ou mantida no coração como o alimento indispensável que se prepara, de modo a satisfazer à necessidade própria, na jornada longa e difícil, porquanto a oração sincera estabelece a vigilância e constitui o maior fator de resistência moral, no centro das provações mais escabrosas e mais rudes.
 
Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Estudos e Palestra em Londres

Amigos, não percam hoje,  direto de The Spiritist Psychological Society.

Domingo das 15h45 às 18h00 - Horário de Brasília
Estudo Interativo: Série Psicológica Joanna de Ângelis – 13.45h
Estudo Interativo: O Livro dos Espíritos – 14.30h
                                             Palestra  as 15:15 às 16:00h
  Londres-Inglaterra    (desde 14/10/2012) 

Segunda-feira as 17h00 às 18h30 - Horário de Brasília
Estudo Interativo: O Evangelho Segundo o Espiritismo 
Direto The Spiritist Psychological Society
                                             Londres-Inglaterra  (desde 15/10/2012)  
Quarta-feira das 15h20 às 16h20 - Horário de Brasília
Estudo interativo de O Livro dos Espíritos em Inglês 
Interactive Study of The Spirit’s Book
                                             Direto The Spiritist Psychological Society
                                             Londres-Inglaterra  (desde 19/06/2013)   

Assistam ao vivo em: http://www.redeamigoespirita.com.br/page/canal1
ou pelo site da Instituição: http://www.spiritistps.org/


Francisco Rebouças

sábado, 25 de janeiro de 2014

NO TEMPLO DOMÉSTICO

Emmanuel
A escola simples alfabetizará teu cérebro, garantindo-te o ingresso no vestíbulo da cultura e a universidade, na ordem superior do ensino, alçar-te-á o conhecimento à comunhão com a ciência preciosa, descerrando-te o acesso à infinita sabedoria...
O santuário religioso preparar-te-á o sentimento para a aquisição da virtude e as grandes experiências da fé, habilitar-te-ão a vida interior aos mais largos vôos nos domínios do espírito...
Aprenderás com o mundo e com os homens os mais belos caminhos para que o teu entendimento e o teu coração se ergam da sombra terrestre à claridade dos cimos, entretanto, o lar é o ponto vivo de tua luta, a oficina de tua redenção e o templo em que conquistarás as próprias asas para a libertadora ascensão.
É aí, nesse abrigo limitado a quatro paredes, que serás desafiado a positivos testemunhos de sacrifício, diplomando-te no serviço justo à comunidade terrena que te espera a palavra brilhante e a linguagem do exemplo renovador...
Vives no asilo doméstico, à maneira de quem lhe penetrou os umbrais exclusivamente para aprender e amar, socorrer e servir.
Dentro dele encontrarás os laços mais puros incentivando-te à sublimação do porvir e as mais aflitivas algemas a te jungirem ao passado obscuro e delituoso.
Em seus altares, serás defrontado pelas flores do carinho sem jaça e pelos espinhos agressivos do ódio e da aversão, requisitando-te a mensagem permanente da humildade e da tolerância.
Abraça, pois, no lar em que te situas, o cadinho de tua própria purificação à frente da vida, e, convertendo-te no santuário familiar em servo do amor que auxilia sempre, dele desferirás teu grande vôo em serviço da Humanidade inteira.
 
Quando estiveres à beira da impaciência ou da ira, perdoa setenta
vezes sete vezes e adota o silêncio por gênio guardião de tua própria paz.
 
Livro: Alvorada do Reino
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças
 

EMPREGO DA RIQUEZA

Quando considero a brevidade da vida, dolorosamente me impressiona a incessante preocupação de que é para vós objeto o bem-estar material, ao passo que tão pouca importância dais ao vosso aperfeiçoamento moral, a que pouco ou nenhum tempo consagrais e que, no entanto, é o que importa para a eternidade. Dir-se-ia, diante da atividade que desenvolveis, tratar-se de uma questão do mais alto interesse para a humanidade, quando não se trata, na maioria dos casos, senão de vos pordes em condições de satisfazer a necessidades exageradas, à vaidade, ou de vos entregardes a excessos. Que de penas, de amofinações, de tormentos cada um se impõe; que de noites de insônia, para aumentar haveres muitas vezes mais que suficientes! Por cúmulo de cegueira, frequentemente se encontram pessoas, escravizadas a penosos trabalhos pelo amor imoderado da riqueza e dos gozos que ela proporciona, a se vangloriarem de viver uma existência dita de sacrifício e de mérito — como se trabalhassem para os outros e não para si mesmas! Insensatos! Credes, então, realmente, que vos serão levados em conta os cuidados e os esforços que despendeis movidos pelo egoísmo, pela cupidez ou pelo orgulho, enquanto negligenciais do vosso futuro, bem como dos deveres que a solidariedade fraterna impõe a todos os que gozam das vantagens da vida social? Unicamente no vosso corpo haveis pensado; seu bem-estar, seus prazeres foram o objeto exclusivo da vossa solicitude egoística. Por ele, que morre, desprezastes o vosso Espírito, que viverá sempre. Por isso mesmo, esse senhor tão animado e acariciado se tornou o vosso tirano; ele manda sobre o vosso Espírito, que se lhe constituiu escravo. Seria essa a finalidade da existência que Deus vos outorgou? — Um Espírito Protetor. (Cracóvia, 1861.)
 
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XVI, item 12.
 
 
Francisco Rebouças

Estudo do ESDE em Atlanta - EUA

Prezados amigos, chegou a grande oportunidade para todos estudarem a nossa doutrina, conforme segue.
A Comunidade Espírita Cristã de Atlanta a partir de domingo dia 26 de Janeiro estará oferecendo o Curso do ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita das 10am as 10:45am.

Conceito do ESDE.

O Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) surgiu como ferramenta didática de estudo do Espiritismo, oferecendo oportunidade de ampliação do conhecimento da base fundamental da Doutrina
nos aspectos científico, filosófico e religioso.

Lançado em 1983, em Brasília, na reunião anual do Conselho Federativo Nacional (CFN), o ESDE busca atender às expectativas do Movimento Espírita quanto à ampliação dos estudos de forma
sistematizada nas casas espíritas. Atende também ao objetivo do próprio Espiritismo, que é a transformação moral dos indivíduos a partir da fé raciocinada.

O ESDE é, portanto, um programa de estudo metódico, contínuo e sério da Doutrina Espírita, a ser realizado em grupo privativo, fundamentado nas cinco obras básicas de Allan Kardec - O Livro dos
Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Sua ação é complementar a outras realizadas pela instituição espírita, como o estudo das obras básicas e
da mediunidade, o Estudo Aprofundado do Espiritismo, a Infância e Juventude, o atendimento fraterno, as ações de assistência e promoção social, constituindo-se em instrumento de preparação de
trabalhadores para todas as áreas da casa.

Participe!

http://atlantaespirita.org/index.php/pt/

Francisco Rebouças

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Reclamações e Queixas

Lenta, mas, sistematicamente, vai-se arraigando na personalidade do homem o hábito infeliz da queixa e da reclamação.
Insubordinado, em razão da predominância dos próprios instintos agressivos, o indivíduo sempre encontra motivos para apresentar-se insatisfeito.
Saúde ou doença, trabalho ou desemprego, alegria ou tristeza, calor ou frio, servem-lhe sempre de pretexto para queixar-se, para reclamar...
Instala-se, esse vício, fixando-se no comportamento, que se torna azedo e desagradável, ao tempo em que fomenta distonias íntimas, neuroses, abrindo campo para que se originem diversas enfermidades.
O queixoso padece de hipertrofia da esperança e do otimismo.
Atrai a desdita e sintoniza com amargura, passando a sofrer aquilo de que aparenta desejar libertar-se.
Para quem deseja encontrar, nunca faltam motivos de queixas e reclamações.
Estabelece, no teu cotidiano, o compromisso de solucionar dificuldades, ao invés de gerá-las, ou complicá-las quando se te apresentem.
Silencia o queixoso, propondo-lhe fazer o melhor que lhe esteja ao alcance em detrimento do tempo perdido em reclamações.
O azedume responde pela ideia malsã de tudo ver de forma negativa, engendrando mecanismos de falso martirológio.
O queixoso, normalmente, gosta da indolência e se compraz no pessimismo.
Põe sol e beleza nas tuas paisagens, passando de uma para outra área de
ação sem o fardo do mau humor, efeito de algo desagradável que por acaso tenha-te acontecido na anterior.
Quem sabe confiar e trabalha, sempre alcança a meta que busca.
 
 
Livro: Episódios Diários
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças
 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

RICHARD SIMONETTI

RICHARD SIMONETTI no Rio e Niterói.
O Expositor espírita Richard Simonetti, tem percorrido vários Países e também todos os estados brasileiros, apresentando-se em centenas de cidades mundo à fora, levando os conceitos da doutrina espírita.
 
Participa do movimento espírita também com artigos em jornais, revistas e periódicos de projeção Nacional como: Reformador,  Revista Internacional de Espiritismo, Folha Espírita etc. etc.
 
Tem quarenta e oito obras publicadas, com uma tiragem total perto de dois milhões e duzentos mil exemplares. É membro da Academia Baurense de Letras.

Francisco Rebouças

DE MADRUGADA


       “E no primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro, de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra removida do sepulcro.” — (JOÃO, CAPÍTULO 20, VERSÍCULO 1.) 

Não devemos esquecer a circunstância em que Maria de Magdala recebe a primeira mensagem da ressurreição do Mestre.

No seio de perturbações e desalentos da pe­quena comunidade, a grande convertida não perde tempo em lamentações estéreis nem procura o sono do esquecimento.

Os companheiros haviam quebrado o padrão de confiança. Entre o remorso da própria defecção e a amargura pelo sacrifício do Salvador, cuja lição sublime ainda não conseguiam apreender, confun­diam-se em atitudes negativas. Pensamentos contra­ditórios e angustiados azorragavam-lhes os corações.

Madalena, contudo, rompe o véu de emoções dolorosas que lhe embarga os passos. É imprescin­dível não sucumbir sob os fardos, transformando-os, acima de tudo, em elemento básico na construção espiritual, e Maria resolve não se acovardar, ante a dor. Porque o Cristo fora imolado na cruz, não seria lícito condenar-lhe a memória bem-amada ao olvido ou à indiferença.

Vigilante, atenta a si mesma, antes de qualquer satisfação a velhos convencionalismos, vai ao encon­tro do grande obstáculo que se constituía do sepulcro, muito cedo, precedendo o despertar dos próprios amigos e encontra a radiante resposta da Vida Eterna.
 
       Rememorando esse acontecimento simbólico, re­cordemos nossas antigas quedas, por havermos es­quecido o “primeiro dia da semana”, trocando, em todas as ocasiões, o “mais cedo” pelo “mais tarde”.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

A POSSE DA FELICIDADE

Emmanuel

Meus amigos, não são poucas as ilusões que o homem necessita alijar do seu coração, para a posse dessa felicidade em cuja busca consome os seus dias, destruindo às vezes ineficazmente as suas forças. 
A vida é o patrimônio sagrado de energias que a alma precisa coordenar para a aquisição de sua ventura espiritual, convindo não esquecerdes os vossos deveres sociais e espirituais dentro de qualquer situação em que sejais colocados.
Muitos de vós pedis uma palavra nossa, uma orientação e um conselho, porém, não vos esqueçais que através do luminoso oráculo de vossas consciências, Deus se manifesta porque Deus é a Verdade para eliminardes dos vossos espíritos o fardo de enganos, que carregais frequentemente anos a fio, adquirindo penosamente as experiências que representam as riquezas em vossas almas, de Sua presença constante em seus próprios corações. 
Todos vós sois falíveis.
O homem luta a vida inteira com o assédio das tentações e, às vezes, cai nas ciladas que as suas próprias ilusões lhe preparam, causando-lhe danos que apenas os séculos de dores expiatórias podem reparar. 
Tendes, entretanto o meio de evitardes as quedas que tão dolorosamente vos surpreendem, perturbando a vossa marcha ascensional para Deus.
Observai-vos intimamente.
Sede tolerante com o vizinho, sendo severos conosco mesmo. 
Todas as lições de moral são batidas e velhas, afirmais naturalmente.

Livro: Ação, Vida e Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

AFEIÇÕES E CONFLITOS


Quando os conflitos interiores não se encontram solucionados e a imaturidade predomina no compor­tamento psicológico do ser, a sua afetividade é instá­vel, perturbada, exigente, nunca se completando.

Ninguém consegue viver sem afeição. E quando isso ocorre, expressa algum tipo de psicopatologia, porquanto o sentimento da afetividade é o veio aurífero de enriquecimento da criatura psicológica. Sem esse sentido da vida, ocorre uma hipertrofia de valores emo­cionais e o indivíduo em desarmonia, degenera.

A afeição é inata ao ser humano, como o instinto que alcança um patamar mais elevado no seu processo de desenvolvimento de valores inatos, podendo-se per­der, mesmo embrionariamente, nas expressões de di­versos animais, na sua maternidade, na defesa das cri­as, nas brincadeiras e jogos que se permitem. Momen­tos surgem, nos quais se tem ideia de que pensam e se ajudam. Posteriormente, esse instinto cresce e adquire maior som de sensibilidade, quando identifica pelo odor aquele que o cuida, nota-lhe a ausência, sofre-a e, às vezes deperece até a morte por inanição, negando-se ao alimento, em razão da morte daquele que o cui­dava e a quem se ligava...

No ser humano, mais desenvolvido molecularmen­te, portador de um sistema nervoso mais avançado, surge como afetividade, a princípio atormentada, inse­gura, exigente, depois calma, produtiva e compensa­dora.

Porque permanece em conflitos consigo mesmo, o ser que transita na inquietação não se permite afeição alguma, nem se doando, nem a aceitando de outrem, face à insegurança em que se encontra, por desconfian­ça de que a mesma se expresse como forma de senti­mentos inconfessáveis, ou porque se lhe deseja explo­rar.

Vitimado por não confessável complexo de inferi­oridade, em que se compraz, não acredita merecer afei­ção, ampliando a área dos conflitos e abrindo espaço para vinculação terrível com parasitas espirituais, que se transformam em estados obsessivos de larga dura­ção.

Qualquer indivíduo merece afeição e deve esfor­çar-se por desenvolvê-la e experienciá-la. Trabalhando-se interiormente, reflexionando em torno dos direitos e valores que todos possuem ante a Vida, reformula pla­nos mentais e dá-se conta de que é portador de um te­souro de ternura ainda submersa no ego, que é capaz de expandi-la e digno de a receber também. Quando isso não se lhe faz possível, o auxílio de um psicólogo ou de um psicanalista é valioso, ou mesmo de um grupo social de ajuda, porque, de alguma forma, quase to­das as pessoas possuem conflitos semelhantes, que va­riam apenas na forma de expressar-se.

Muitos fatores perinatais e da infância predomi­nam na área dos conflitos e da desafeição. São registros que não foram digeridos, nem consciente ou inconsci­entemente, remanescendo como trauma de solidão, de desamor, de rejeição, de decepção dos pais e do institu­to familiar ou meio social, ou mesmo heranças genéti­cas, que agora se manifestam em isolacionismo, em cen­suras doentias, em autoflagelações dolorosas, quão in­justificáveis.
A afeição dá sentido à existência humana, facul­tando-lhe a luta otimista, o esforço continuado, o interesse permanente, a conquista de novos valores para progredir e enobrecer-se. Não é tanto a condição moral que a estimula, senão o objetivo que se tem a seu res­peito, que desenvolve o sentimento moral. Quando isso não ocorre, surgem o fanatismo de qualquer expressão, o mascaramento de natureza moral, em processos psi­cológicos de transferência, que aparecem como purita­nismo, exigência descabida de valores éticos e uma in­suportável conduta de aparência que está longe da rea­lidade interior.
Ela tem início em um sentido de carinho que se expande e enlaça os seres sencientes, aumentando até o encontro com a criatura humana, que igualmente necessita de afeto e pode retribuí-lo, em intercâmbio que dignifica e dá significado à existência.
Quando escasseia a afetividade, o que se deriva de conflitos anteriores, pode a criatura esforçar-se por bus­car objetivos, senão no presente, pelo menos no futuro.
Fixando alguma coisa ou pessoa que desperte in­teresse ou alguma forma de simpatia, que se transfor­mará em afeição com o decorrer do tempo, liberando-­se da algidez emocional, passa a fixar-se nos aconteci­mentos do passado e procura deles desvencilhar-se; assinalado, no entanto, pelo trauma que o esmaga, lu­tará, agora que possui motivação para continuar a vi­ver, com insistente tenacidade, a fim de libertar-se de tudo que lhe é perturbador.
A logoterapia, proposta por Viktor Frankl, convo­ca o ser para projetar-se no futuro, nas possibilidades ainda não exploradas, que são um manancial inesgotá­vel de recursos que aguardam oportunidade para ma­nifestar-se.
“— Que meta poderia alguém acalentar em um campo de concentração, de trabalhos forçados e de exter­mínio sistemático — interroga o logoterapeuta — para superar a depressão e encontrar objetivo para lutar, para viver?”
Ele próprio responde: “— Projetá-lo no futuro. Des­cobrir se alguma coisa o aguarda, quando sair do cam­po: um filho, uma esposa, um sentimento de arte, de cultura, algum projeto interrompido!”
E conclui, confortavelmente: “— Quase todos os in­ternados tinham algo que fazer, que terminar, nem que fosse denunciar a crueldade assassina dos seus algo­zes, a indiferença da cultura e da civilização com o des­tino que lhes havia sido reservado, por motivo nenhum, como se houvesse algum motivo que tornasse o ser humano bestial e tão perverso.”
Aqueles carcereiros impiedosos haviam destruído o próprio sentimento de humanidade e converteram-se em sicários, tornando as demais criaturas que lhes caíam nas mãos, apenas um número que não lhes sig­nificava nada e que lhes proporcionava o prazer de os esmagar, de destruir-lhes a alma, o valor, coisificando-­as, zerando-as. Não obstante, eram pais e mães gentis, quando retornavam aos lares, bons vizinhos e afáveis cidadãos, com as exceções compreensíveis...
A crueldade mais acerba, todavia, se manifestava, em forma patológica de ausência de afeição nos guar­das recrutados entre os próprios prisioneiros, que se faziam verdugos implacáveis, buscando sobreviver, desfrutar de alguns favores e concessões dos seus per­seguidores.
Os conflitos mal controlados levam o indivíduo à crueldade, à total insensibilidade, por sentir-se descon­fortado em si mesmo, transferindo o rancor da própria situação contra aqueles que acredita felizes e os fazem invejá-los..
Mediante a conquista da afetividade, lenta e segu­ramente, são superados os conflitos perturbadores, abrindo-se os braços, a princípio à solidariedade, de­pois ao cumprimento dos deveres de fraternidade, que levam ao amor.
       Os sinais evidentes de uma existência e de um ser normais, são os pródromos do desabrochar da afetivi­dade tranquila, que se desenvolve estimulando à luta, ao crescimento interior.
 
Livro: Amor, Imbatível Amor
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças