Sabemos
o que devemos fazer em nossas obrigações para com Deus, para conosco, e para com
a vida, mas, habitualmente, nos detemos nos obstáculos e divergências, perdendo
tempo e oportunidade de seguir adiante trabalhando e progredindo.
Muitas
vezes, não damos ouvidos à sinceridade e a franqueza dos amigos valiosos
que nos convidam à coragem e à persistência na execução de nossos deveres, no entanto, nos deixamos
levar com extrema facilidade, com os que choram, blasfemam e se lastimam deixando-se
escravizar pela revolta e pelo desânimo, ao invés de seguir corajosamente dispostos
a transpor os entraves momentâneos do caminho evolutivo.
Associamo-nos
com facilidade à falange dos queixosos, e passamos a censurar a sociedade como
se não fizéssemos parte dela, condenamos veementemente o afastamento de
determinados companheiros das atividades que partilhamos, como se eles não
tivessem o direito de desistir como e quando desejarem.
Esquecemos
que não estamos engajados na obra do Cristo para fiscalizar o comportamento do
próximo, para distribuir culpas e deitar reclamações improcedentes, e sim para
cooperar decisivamente na construção de uma sociedade mais esclarecida e
humanizada a caminho da paz e do progresso moral espiritual em todo o planeta.
Quando
nos deixamos levar pelos sentimentos doentios, deixando-nos incomodar por
inquietações e discórdias, azedume e tristeza, é chegada a hora de dar a volta
por cima, entendendo que precisamos levantar e ouvir a vos de Jesus nos
dizendo que não estamos aqui para ser servidos e sim para servir.
É
chegada a hora de compreender que cada pequenina realização, é um tijolo
simbólico que assentamos na edificação para qual fomos convidados a realizar
pelas Divinas
Leis que nos dirige os destinos na Terra.
Não
importa que a desordem, a discórdia e a ignorância estejam fazendo o maior
alarde em torno de nós. O importante
será erguer o pensamento, usando os sublimes sentimentos que estão gravados no
fundo dos nossos corações, para utilizar as nossas mãos, palavras e atitudes na
construção e edificação do Reino de Deus na vida diária de toda humanidade.
Francisco
Rebouças
