Solidarity Spiritist Societ

domingo, 1 de dezembro de 2013

MANIFESTAÇÕES ESPIRITUAIS


 
       “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 12, VERSÍCULO 7.)
       Com a revivescência do Cristianismo puro, nos agrupamentos do Espiritismo com Jesus, verifica-se idêntica preocupação às que torturavam os aprendi­zes dos tempos apostólicos, no que se refere à mediu­nidade.

       A maioria dos trabalhadores na evangelização inquieta-se pelo desenvolvimento imediato de faculda­des incipientes.

       Em determinados centros de serviço, exigem-se realizações superiores às possibilidades de que dis­põem; em outros, sonha-se com fenômenos de grande alcance.

       O problema, no entanto, não se resume a aqui­sições de exterior.

       Enriqueça o homem a própria iluminação Intima, intensifique o poder espiritual, através do conheci­mento e do amor, e entrará na posse de tesouros eternos, de modo natural.

Muitos aprendizes desejariam ser grandes viden­tes ou admiráveis reveladores, embalados na pers­pectiva de superioridade, mas não se abalançam nem mesmo a meditar no suor da conquista sublime.

Inclinam-se aos proventos, mas não cogitam do esforço. Nesse sentido, é interessante recordar que Simão Pedro, cujo espírito se sentia tão bem com o Mestre glorioso no Tabor, não suportou as angústias do Amigo flagelado no Calvário.
       É justo que os discípulos pretendam o engran­decimento espiritual, todavia, quem possua faculdade humilde não a despreze porque o irmão mais próximo seja detentor de qualidades mais expressivas. Tra­balhe cada um com o material que lhe foi confiado, convicto de que o Supremo Senhor não atende, no problema de manifestações espirituais, conforme o capricho humano, mas, sim, de acordo com a utili­dade geral.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças