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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

AMOR E VERDADE


CAPÍTULO  1

Celso Cassanha  
           Acácia, minha querida Acácia,

Jesus nos abençoes.

Querida Célia Maria e querido André Luiz.

Deus nos abençoe e nos proteja.

Estou assim, à maneira de convalescente, quase inseguro, depois de  tratamento longo.

Venho até aqui com a mãezinha Pia e outros amigos espirituais que são hoje,  aos meus olhos, o prolongamento de nossa própria família.

Muitas vezes imaginei que saberia facear os problemas espirituais após a  desencarnação, com serenidade absoluta.

Temperamento reservado, qual vocês  sabem, os meus pensamentos a esse respeito nasciam e desapareciam em mim  mesmo.

As primeiras horas, os amigos, as trocas de idéias e depois...

foi a  verdadeira desencarnação.

Estive em cãs a te os momentos últimos, em que comecei a divisar a presença  da vovó Maria, da mãezinha Pia, de se nosso Maciel.

Era preciso partir, e eu não pudera anestesiar-me com o sono repousante dos  que são liberados do corpo físico agoniado e doente. ..

Foi a bossa Pia a lembrar-me que deveria seguir com eles, os nossos  afetos do coração.

Não hesitei.

Era noite alta..

Aproximei-me de você e percebi que a força de sua fé lhe controlava os  sentimentos, mas, ao despedir-me da nossa querida Célia, o pranto da  separação se me desaou do peito, a cair através dos olhos que não mais  conseguia governar.

Depois foi a despedida de nossa André e de Lourdinha com os filhos e a  despedida da Estela e de nosso Ararê com as crianças.

Quem disse que era um homem resistente a qualquer tipo de emoção? Pedi aos amigos para voltar ao nosso recanto da Dois de Julho, e tornei a  abraçá-la, notando que, embora sonhando, você também tinha lágrimas e  voltei ao quarto de Célia para repetir a mesma cena de pranto que me lavava  todo o espírito.
                       Celso Cassanha.

Livro: Amor e Verdade
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças