Há quem diga que na Terra jamais surgiram
tantas ocasiões para deslizes e quedas espirituais quanto hoje, ante o
progresso científico que parece empalidecer as conquistas do sentimento.
Conquanto várias épocas do passado humano
hajam apresentado graves características de transição, digamos que sim.
Destacamos semelhante tópico, em torno da
atualidade, para considerar com os amigos domiciliados no Plano Físico que se o
mundo atravessa agora duros tempos de crise e riscos para a alma, estes são
também tempos para os mais belos testemunhos de compreensão e de amor.
Ocasiões para dádivas maiores de paciência
e de devotamento, perdão e espírito de serviço.
Alguns companheiros terão aderido à
aventura e ao desequilíbrio.
A tentação de acompanhá-los talvez te
visite o pensamento, mas, em verdade, terá soado o instante de oração, no qual
decerto precisarás recorrer à própria fé, para que permaneças fiel aos
compromissos assumidos.
É provável tenhas visto familiares
queridos abraçando episódios infelizes e, possivelmente, terás desejado
arredá-los de vez do próprio coração, no entanto, estarás no ensejo bendito de
amá-los ainda mais, esperando que a renovação os alcance, reconduzindo-os ao
caminho justo.
Salientemos a expansão do pessimismo e do
desespero, entretanto, é razoável indagar de nós mesmos qual é a nossa
contribuição para que semelhantes calamidades se façam extintas.
Compreensível a nossa perplexidade diante de
certas manifestações de violência nas paisagens sociais da vida moderna, mas
não nos será lícito esquecer que nos achamos todos na hora de mais
intensivamente compreender e mais servir
Livro: Paciência
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças