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domingo, 18 de agosto de 2013

REVIDES

      
"Na verdade é já realmente uma falta entre vós terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? por que não sofreis, antes, o dano? "- Paulo (1ª Epístola aos Coríntios, Capítulo 6, Versículo 7.) 
 
       Nem sempre as demandas permanecem nos tri­bunais judiciários, no terreno escandaloso dos pro­cessos públicos.

       Expressam-se em muito maior escala no centro dos lares e das instituições. AI se movimentam, atra­vés do desregramento mental e da conversação em surdina, no lodo invisível do ódio que asfixia cora­ções e anula energias. Se vivem, contudo, é porque componentes da família ou da associação as alimen­tam com o óleo da animosidade recalcada.

       Aprendizes inúmeros se tornam vitimas de seme­lhantes perturbações, por se acastelarem nos falsos princípios regenerativos.

De modo geral, grande parte prefere a atitude agressiva, de espada às mãos, esgrimindo com calor na ilusória suposição de operar o conserto do pró­ximo.

Prontos a protestar, a acusar e criticar nos gran­des ruídos, costumam esclarecer que servem à ver­dade. Por que motivo, porém, não exemplificam a própria fé, suportando a injustiça e o dano heroica­mente, no silêncio da alma fiel, antes da opção por qualquer revide?

Quantos lares seriam felizes, quantas instituições se converteriam em mananciais permanentes de luz se os crentes do Evangelho aprendessem a calar para falar, a seu tempo, com proveito?
Não nos referimos aqui aos homens vulgares e, sim, aos discípulos de Jesus.
 
Quanto lucrará o mundo, quando o seguidor do Cristo se sentir venturoso em ser mero instrumento do bem nas Divinas Mãos, esquecendo o velho pro­pósito de ser orientador arbitrário do Serviço Celeste?
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças